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O «amigo chinês» ajuda, mas também cobra JOSÉ VIEIRA, Missionário comboniano – Dezembro de 2018 Foto: Daqui – Chineses em cima, africanos em baixo. A presença maciça de chineses no continente está a mudar o modo como a ajuda de Pequim é percebida pelo cidadão comum. Os chineses são vistos como competidores privilegiados na economia local, desde a produção até ao retalho, legal e ilegalmente, e misturam-se com as máfias autóctones. Junta-se ainda a questão do racismo de que se queixam os quenianos que trabalham para os chineses na ligação ferroviária entre Nairobi e Mombaça.
“Eu sou uma criança soldado”
NACHO CARRETERO – Yambio (Sudão do Sul) – 12 AGO 2018 Ver galeria de fotos / ULY MARTÍN Crianças em uma cerimônia realizada em Yambio, no sul do Sudão. ULY MARTÍN Em Yambio, uma cidade devastada pela guerra, 60% das crianças foram recrutadas por grupos armados. No Sudão do Sul, em guerra civil desde 2013, estima-se que existam 19.000 crianças soldado
Sudão do Sul: O professor que guia sua gente entre a guerra e a fome
Robert Ocan conduz parte dos mais de dois milhões de refugiados sul-sudaneses em seu êxodo e exílio Javier Sauras | Michele Bertelli – 29 SET 2017 Foto: Javier Sauras – Assim é a realidade na região sul-sudanesa de Equatória Oriental, na fronteira com Uganda, onde os jovens armados fazem patrulhas para proteger o seu gado. “Acreditei que depois da independência a guerra acabaria. Nunca pensei que voltaria para um campo de refugiados”, reconhece o professor, enquanto ajuda seus novos vizinhos a erguerem suas tendas. “E nunca acreditei que meus filhos também fossem crescer como refugiados.”
As Feridas abertas do Sudão do Sul
UMA HISTÓRIA CONTADA AO LONGO DE CINCO ANOS Fabio Bucciarelli Tradução: Orlando Almeida A última vez que estive no Sudão do Sul foi em 2014. Desde então passaram-se três anos, um tempo relativamente curto, mas suficiente para mudar os equilíbrios e as ilusões de um novo Estado. Desde então, não parei de acompanhar as intrincadas dinâmicas política nacional do país, de lembraras esperanças encontrados e fé do povo num futuro democrático. Eu pensava como estariam as pessoas que eu havia conhecido e o que teria acontecido com os milhares de migrantes acampados em Mingkaman, nas margens do grande Nilo Branco.