O longo caminho em busca do Outro
“Temos que tentar ir além da simples tolerância e nos esforçarmos para aprender uns com os outros”, afirma o teólogo. Imagem: geledes.org.br Vivemos em um mundo em constantes e rápidas transformações, mas, afinal, o que ou quem decide o que é tolerável nesse contexto? Longe de ter uma resposta pronta para o tema, Roger Haight, em entrevista por e-mail à IHU On-Line, explica que algumas culturas, inclusive religiosas, definem-se na comparação com outras, o que inclui o ódio a grupos distintos. “Qualquer religião que promova a intolerância de outras religiões acaba por desacreditar-se.
Crise política: não há disputa. Há uma composição
“Haverá um distanciamento cada vez maior das instituições políticas dos anseios da população com o fechamento do sistema político em si, o que soa trágico”, afirma o pesquisador. Dizer que a Agenda Brasil é uma proposta do Senador Renan Calheiros “não esconde o fato de existir uma aliança cada vez mais forte entre PT e PMDB, com protagonismo deste último em relação ao primeiro”, diz Marcelo Castañeda em entrevista à IHU On-Line.
O PT ou se renova ou se mediocriza de vez
Leonardo Boff – 16/08/2015 “…se o PT quiser se renovar como uma águia deve regressar ao seio do povo. Este lhe dará belos exemplos de luta, de trabalho, de inteireza ética e também duras lições. Essa imersão é salvadora e renovadora como foi para a águia o arder em fogo e o mergulhar nas águas frias. Só assim pôde se rejuvenescer. Para o PT isso não é uma metáfora mas um desafio”.
Medo, o triunfo da intolerância
“A nova forma ‘conservadora’ que toma conta da política brasileira anuncia muitas dores, o que só não é percebido pelos que não estudam a massas urbanas e modernas. Pregar a extinção de outras crenças e culturas é uma regressão cultural que equivale ao feito pelo nazismo e pelo estalinismo no século XX”, afirma o professor Roberto Romano.
Entidades rechaçam golpismo e cobram de Dilma agenda vencedora em 2014
Em encontro com centenas de representantes de movimentos sociais, Dilma é cobrada por retomada de projeto que defendeu nas eleições e afirma que “nunca mudou de lado”. Movimentos sociais gritaram palavras de ordem como “não vai ter golpe” e alertaram: “É pra nós que você deve governar” . Foto: Roberto Stuckert Filho
Eduardo Cunha sofre revés no STF em sua cruzada pelo impeachment
Supremo determina que que senadores e deputados terão de votar as contas de Dilma. Decisão tira da Câmara comando de processo que abriria caminho para saída da petista TSE paralisa debate de ação que pode levar à cassação de Dilma e Temer Foto: Cunha, dia 6 na Câmara.
Dilma fecha com Renan para isolar Cunha e abraça plano polêmico
Renan aceita aproximação e “reempacota” medidas que já tramitam no Legislativo Foto: Temer e Rousseff em Brasília Os acenos de aproximação da presidenta Dilma Rousseff (PT) ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), deram certo e, pela primeira vez desde o agravamento da crise política, o Governo obteve uma vitória tática: conseguiu o apoio dos senadores na tentativa de minimizar o poder de fogo do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), inimigo aberto do Planalto.
Fracasso do sistema prisional: “Dos juízes espera-se mais do que uma atuação burocrática e formal”. Entrevista especial com Haroldo Caetano da Silva
“O encarceramento persiste como resposta preferencial para os problemas da sociedade”, afirma o promotor de Justiça. Patrícia Fachin – 06 de agosto de 2015 A superlotação dos presídios brasileiros demonstra que a “prisão é utilizada como um recurso de contenção social”, que não “ataca as causas da violência”, diz Haroldo Caetano da Silva à IHU On-Line. Na avaliação dele, a solução para resolver o excesso de detentos nos cárceres depende da “aplicação de outras modalidades de sanção penal, não privativas da liberdade. A prisão, de regra geral, deveria passar a ser excepcional. A legislação já dispõe de um arcabouço razoável de penas não privativas da liberdade. Falta aplicá-las”.
Fracasso do sistema prisional: “Dos juízes espera-se mais do que uma atuação burocrática e formal”.
“O encarceramento persiste como resposta preferencial para os problemas da sociedade”, afirma o promotor de Justiça. A superlotação dos presídios brasileiros demonstra que a “prisão é utilizada como um recurso de contenção social”, que não “ataca as causas da violência”, diz Haroldo Caetano da Silva à IHU On-Line.
PEC-71 e a estratégia de acréscimo aos direitos dos não índios
“A Proposta de Emenda à Constituição – PEC-71 requer um grau de entendimento mais aprofundado e ponderado”, afirma o pesquisador do Instituto Socioambiental – ISA. O provável engavetamento da Proposta de Emenda à Constituição – PEC-215, que propõe que o Congresso Nacional decida sobre a demarcação das terras indígenas e a ratificação das demarcações já homologadas, trouxe à tona a possibilidade de aprovação da Proposta de Emenda à Constituição – PEC-71, que pretende “estender o direito de indenização a proprietários que tivessem títulos incidentes nas áreas indígenas demarcadas ao longo desse período”.