Anticapitalismo, agora contra as mega-corporações

 Brid Brennan e Gonzalo Berrón 01-02-2017 “Há sinais de que os povos do mundo estão, cada vez mais, exasperados com as violações praticadas pelo poder corporativo, a impunidade e a arrogância com a qual os instrumentos democráticos foram capturados. O desafio desta segunda onda de altermundismo é organizar e fazer convergir estratégicas capazes de impor ao menos estes golpes contra o poder das corporações; é, além disso, passar das resistências à prática de alternativas.

Uma trilogia para repensar os consensos que paralisam a esquerda.

 Entrevista especial com Jean Tible Patricia Fachin | 26 Janeiro 2017  Num momento em que a esquerda se depara com mais uma crise interna, autores como Antonio Negri e Michael Hardt são referência para muitos grupos, porque “não se omitem em tratar de várias questões polêmicas e fundamentais para repensar a esquerda”, diz Jean Tible, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo – USP, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. Para Tible, a trilogia de Negri e Hardt, composta pelas obras Império, Multidão e Bem-Estar Comum, é “incontornável para pensar e fazer a esquerda hoje. Não se trata de concordar com as posições que são apresentadas nesses livros, mas eles colocam questões fundamentais e que muitas vezes não estavam colocadas dessa forma”.

Como os EUA vão ter mais inimigos do que nunca (ou a história de Mustafa)

 Alexandra Lucas Coelho – 30/01/2016  Foto da Internet ““Assad já está com a Rússia, os curdos precisam da mão americana.” A mão americana está mesmo muito presente, desde a imensa Universidade Americana de Sulaymaniah ao investimento económico e militar. Entretanto, em torno e para Sul, o Iraque é um país partido em vários desde a invasão americana de 2003,a Síria um país semi-desfeito com milhões de refugiados, Donald Trump apenas começou, e essa será a grande batalha interna dos americanos: como provar que Trump de facto não é os Estados Unidos.

Achille Mbembe: “A era do humanismo está terminando”

Achille Mbembe – 24 Janeiro 2017 “Outro longo e mortal jogo começou. O principal choque da primeira metade do século XXI não será entre religiões ou civilizações. Será entre a democracia liberal e o capitalismo neoliberal, entre o governo das finanças e o governo do povo, entre o humanismo e o niilismo”, escreve Achille Mbembe. E faz um alerta: “A crescente bifurcação entre a democracia e o capital é a nova ameaça para a civilização”.

As oito promessas de Trump que ameaçam mudar o mundo

PÚBLICO –  VV. AA – 21 Janeiro 2017  –    Donald Trump toma posse nesta sexta-feira com planos que, em alguns casos, alteram por completo o rumo seguido pelo Presidente que cessa funções, Barack Obama, e pelos seus antecessores republicanos. Alguns têm o potencial de reabrir velhos conflitos armados — caso do israelo-palestiniano. Outros arriscam problemas novos em zonas estratégicas para o equilíbrio mundial — o Pacífico. Estes são alguns dos mais polêmicos.

O colossal saque dos europeus aos bens da América indígena:a base do capitalismo

 Exposição do Presidente Evo Morales ante a reunião de Chefes de Estado da Comunidade Europeia Genial discurso de Evo Morales escondido pela mídia.* Evo Morales –  17/01/2017 :  Quem deve a quem? A 26 de julho de 2013 Evo Morales Ayma, presidente do estado plurinacional da Bolívia pronunciou um discurso estarrecedor diante dos poderosos europeus, chefes de Estado e dignatários da Comunidade Européia e outros sobre a dívida que eles, os europeus, contraíram sem nunca terem pago um centavo sequer com a América indígena mediante um espantoso saque de sua riqueza:  185 mil quilos de ouro e 16 milhões de quilos de prata entre os anos 1503-1600

Merkel para Trump: “Nós, europeus, temos o nosso destino nas nossas mãos”

Berlim reage a críticas do Presidente eleito dos EUA e avisa que penalizar importações de automóveis jogará contra a economia americana. Público – 16/01/2017  Foto: Angela Merkel foi lacónica na resposta às críticas e ameaças de Donald Trump LUSA/CUGNOT MATHIEU A chanceler Merkel, por seu lado, foi mais concisa. “Nós, europeus, temos o nosso destino nas nossas mãos”, disse, citada pela Reuters. “Ele apresentou a sua posição, uma vez mais. Já a conhecíamos há algum tempo. As minhas posições também são conhecidas”, rematou a líder do Executivo alemão, que em 2017 se recandidata a um quarto mandato.

Com a sombra de Trump a dominar, Davos vira-se para a China

No primeiro encontro de Davos depois do “Brexit” e das eleições dos EUA, os defensores da globalização encontraram em Xi Jinping a sua nova referência. Sérgio Aníbal – 16/01/2017 Foto: Atenções vai estar viradas em Xi Jinping, que assume um papel de defesa da globalização e do comércio livre PETER KLAUNZER/EPA Xi Jinping é presidente da República Popular da China, é o secretário geral do Partido Comunista Chinês e, agora, de forma talvez surpreendente, tornou-se também na grande e derradeira esperança de Davos, para a defesa dos ideais da globalização e o do comércio livre.

Redes sociais validam o ódio das pessoas, diz psicanalista

  Néli Pereira – Da BBC Brasil em São Paulo – 10 janeiro 2017  Direito de imagem:  Thinkstock Nas redes sociais, é possível expressar o seu ódio, dar a ele uma dimensão pública, receber aplausos de seus amigos e seguidores e se sentir, de alguma forma, validado.