Tsai vence Han nas eleições em Taiwan e derrota também Chiang e Mao

Leonídio Paulo Ferreira – 10 Janeiro 2020  Tsai Ing-wen – © EPA/HOW HWEE YOUNG Presidente confirmou favoritismo na ida às urnas deste sábado, e a recuperação da sua popularidade teve muito que ver com protestos anti-chineses em Hong Kong, prejudiciais à ideia de um país, dois sistemas. Reunificação ambicionada por Pequim seria mais fácil se favoritismo inicial de Han Kuo-yu, candidato do Kuomintang, se tivesse mantido.

Irã, Iraque, Síria, EUA, Rússia: a história de lealdades e rivalidades que explica a crise atual

Em resultado da morte de Soleimani, os iranianos parecem ter atingido em parte seus objetivos: ver os EUA fora do Iraque. Mariana Sanches – Da BBC News Brasil em Washington Direito de imagem: GETTY IMAGES – Image caption – Geopolítica do Oriente Médio tem no tabuleiro inimigos e aliados circunstanciais, disputas religiosas e o subsolo mais rico em petróleo do mundo Convertido em palco de animosidades entre Irã e os Estados Unidos, o Iraque é hoje um exemplo de como a intrincada geopolítica do Oriente Médio produz inimigos e aliados circunstancias — que podem se converter em oponentes irreconciliáveis tempos mais tarde — e leva a reações em cadeia em toda a região sempre que alguma ação chacoalha o instável equilíbrio de forças local.

E se o Vaticano intermediasse as relações entre EUA e Irã?

John L. Allen Jr. – 06 Janeiro 2020  Notoriamente, os Estados Unidos e o Irã não mantêm relações diplomáticas desde que elas foram rompidas em 1980, em meio à crise dos reféns. Oficialmente, os dois países se comunicam por meio da embaixada suíça em Teerã, e as autoridades suíças foram respeitosamente convocadas na última sexta-feira para ouvir o protesto do Irã pelo assassinato do general Qasem Soleimani, descrevendo-o como um “flagrante exemplo de terrorismo de Estado estadunidense”. O comentário é de John L. Allen Jr., publicado por Crux, 05-01-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto. FOTO: O Presidente iraniano Hassan Rouhani folheia um livro que ele ofereceu ao Papa Francisco, durante a audiência privada no Vaticano em 26 de Janeiro de 2016 (Crédito: Andrew Medichini / AP.) 

Como seria uma guerra entre EUA e Irã

  DIOGO SCHELP 03/01/2020 Manifestante segura foto do general Qassem Soleimani nesta sexta-feira (3), em Teerã. (Foto: WANA/Nazanin Tabatabaee via Reuters) Nada de III Guerra Mundial. Uma possível guerra entre Estados Unidos e Irã pode adotar muitas formas, inclusive uma variação agravada do conflito atual, de escaladas eventuais de violência, mas dificilmente tomaria a proporção de uma guerra global, como ocorreu em 1939.

O homem que ajudou Putin a chegar ao poder na Rússia há 20 anos

  Steve Rosenberg – Da BBC News em Moscou – 31 dezembro 2019    Direito de imagem: GETTY IMAGES- Image caption: Putin chegou ao Kremlin impulsionado por nomes importantes da cúpula do ex-presidente Boris Yeltsin Putin está no poder há 20 anos, seja como presidente ou primeiro-ministro. Nesse período, ele solidificou um sistema de poder que gira em torno dele. Sob seu comando, a Rússia se tornou um estado cada vez mais autoritário, com menos direitos e liberdades democráticas.

Desigualdade rouba até 18 anos de expectativa de vida na América Latina

Cientistas mapeiam pela primeira vez a magnitude das disparidades em seis grandes cidades da região JAVIER SALAS – 11 DEC 2019  Foto: Daqui Uma mulher que mora em uma das áreas menos favorecidas de Santiago viverá 18 anos a menos do que outra mulher que more na mesma cidade, mas em um bairro mais abastado. A vida dessa mulher — e de muitas outras — será quase duas décadas mais curta por culpa das brutais desigualdades da capital chilena, que por esses dias protagoniza numerosas revoltas contra seu Governo com essas injustiças como principal argumento.

Após dez anos de austeridade, pobreza é pano de fundo das eleições britânicas

10/12/2019 08h20 Foto: Boris Johnson, acena para jornalistas antes de entrar na residência oficial em Downing Street, em Londres.  Imagem: Hannah McKay/Reuters “Sem essas pessoas, não poderíamos comer”,afirma John, um britânico que, como muitos outros, sobrevive graças a um banco de alimentos em um país onde, para muitos, o combate à pobreza é um tema mais contundente que o Brexit, a poucos dias das eleições legislativas. John, que não quer dar seu nome de registro, é um ex-dependente químico residente em Slough, cidade localizada a oeste de Londres, próxima ao Castelo de Windsor, uma das residências da rainha Elizabeth II.

Hong Kong é o novo manual de protesto para o século XXI

Manifestação de apoio a Hong Kong em Brisbane, na Austrália. Foto © Andrew Mercer/Wikimedia Commons   Sete Margens – 26/11/2019 “A principal característica do movimento pró-democracia de Hong Kong é que não tem líderes, é horizontal. É o oposto do que aconteceu em 2014 com o movimento dos guarda-chuvas, que terminou com vários de seus líderes na prisão, e isso impede que nos parem.” É desta forma que Woody Tam, uma estudante de 24 anos, descreve o modelo seguido nos protestos de Hong Kong e demonstra o que o distingue dos que o precederam. Tam enfrenta há quatro meses a polícia no campo de batalha da ex-colónia britânica, abalada desde 9 de junho por protestos que nasceram contra a proposta de lei de extradição – retirada formalmente no último dia 23 de outubro – e exigindo eleições com sufrágio universal.

Jeremy Corbyn aposta no pós-capitalismo

Antonio Martins – 22 Novembro 2019  Jeremy Corbyn – FlickR CC Esquerda inglesa propõe revolução de serviços públicos. Radicaliza agenda ambiental, associando-a à garantia de ocupação para todos. E joga a conta sobre os muito ricos, desafiando a direita a mostrar quem é de fato anti-establishment. O comentário é de Antonio Martins, jornalista, publicado por Outras Palavras, 21-11-2019.

Trump ataca testemunha durante inquérito de impeachment. “É muito intimidador”

DN – 15 Novembro 2019 — 18:06 / ©  EPA/JIM LO SCALZO Enquanto a ex-embaixadora dos EUA na Ucrânia testemunha no processo de destituição do presidente dos EUA, Donald Trump usa o Twitter para a atacar. Uma atitude “muito intimidadora”, afirmou a diplomata. A ex-embaixadora dos EUA na Ucrânia testemunha no inquérito de destituição do presidente norte-americano, Donald Trump