Terror: o Ocidente prepara a pior resposta

Quarta, 18 de novembro de 2015  “Outro erro cometido pelos líderes do G20 é subestimar insistentemente o ISIS. O primeiro-ministro britânico, David Cameron, disse que o grupo não deveria ser chamado pelo nome ‘Estado Islâmico’, mas infelizmente ele é de fato um Estado, e mais poderoso que metade dos membros das Nações Unidas”, escreve Patrick Cockburn, em artigo publicado por Outras Palavras. A tradução é de Inês Castilho, 17-11-2015. 

Como se cria um monstro

“A história de Emwazi, 26 anos: nasceu no Kwait, foi ainda muito pequeno para a Inglaterra, onde se formou em computação. Depois de umas férias na Tanzânia em 2010 passou a ser parado sempre que tentava entrar ou sair na Inglaterra, até ser proibido de viajar ao Kwait, onde iria se casar e tinha arrumado um trabalho. Ele procurou o CAGE pedindo ajuda, mas continuou a ser vigiado e impedido de deixar o país. “Me sinto preso sem estar em uma cela”, disse. Até que um dia ele não foi mais visto e apareceu nos vídeos do ISIS.”

Refugiados: que solução?

1. Ninguém pode ignorar. As imagens são trágicas, de horror: homens, mulheres, crianças, a correr ou encurralados, fugindo da morte e em busca de um sítio para a esperança. E sabe-se que não se pode ficar indiferente e que é preciso agir.

O mito da intervenção humanitária

Desde 2011 foram alocados cerca de US$ 16 bilhões em ‘ajuda militar’ para o conflito Sírio, abastecendo várias facções – inclusive o Estado Islâmico. “Responsabilidade de Proteger” foi uma “norma” internacional proposta pelo Secretário-Geral das Nações Unidas, Kofi Annan, na sequência do genocídio em Ruanda, em 1994, e os assassinatos em massa na Bósnia. O termo fundamentava-se na obrigação que a “comunidade internacional” teria em impedir ou suspender atrocidades em massa mesmo que para isso fosse necessário o uso da força militar.”

O que quer o Estado Islâmico?

“O que quer o Estado Islâmico é a construção de um Estado com base na Sharia, na interpretação social da fé islâmica segundo uma doutrina conservadora e que não respeitaria as fronteiras estipuladas após a derrota do Império Otomano na Primeira Guerra Mundial.”  

Charlie Hebdo e a moral dupla do Ocidente

 “A sociedade civil precisa abrir os olhos e se mobilizar para impedir que esse atentado seja instrumentalizado pela extrema-direita, que já se movimenta para avançar na agenda bélica e xenófoba. Como diz o brilhante professor Chomsky, a melhor forma do ocidente combater o terrorismo é deixar de promovê-lo”, Rennan Martins, blogueiro e editor do portal  Desenvolvimentistas.    – Rennan Martins –    

O que é o jihadismo?

Termo “jihadista” é usado para diferenciar grupos sunitas violentos dos não violentos  –   Uma investigação da BBC descobriu que mais de 5 mil pessoas em todo o mundo morreram no mês de novembro como resultado da violência causada pela Al-Qaeda, suas ramificações e grupos que compartilham da mesma ideologia, comumente chamada de “jihadismo”.

Médio Oriente: Grupos extremistas «não podem ser identificados com a religião»

Constitucionalista André Folque abordou em Fátima «a experiência do diálogo interconfessional» Fátima, Santarém, 11 set 2014 (Ecclesia) – O constitucionalista André Folque considera que a violência que marca hoje países como o Iraque e a Síria nada tem a ver com religião, o que está em causa é a instrumentalização da fé em favor da tomada de poder.