Irã, Iraque, Síria, EUA, Rússia: a história de lealdades e rivalidades que explica a crise atual
Em resultado da morte de Soleimani, os iranianos parecem ter atingido em parte seus objetivos: ver os EUA fora do Iraque. Mariana Sanches – Da BBC News Brasil em Washington Direito de imagem: GETTY IMAGES – Image caption – Geopolítica do Oriente Médio tem no tabuleiro inimigos e aliados circunstanciais, disputas religiosas e o subsolo mais rico em petróleo do mundo Convertido em palco de animosidades entre Irã e os Estados Unidos, o Iraque é hoje um exemplo de como a intrincada geopolítica do Oriente Médio produz inimigos e aliados circunstancias — que podem se converter em oponentes irreconciliáveis tempos mais tarde — e leva a reações em cadeia em toda a região sempre que alguma ação chacoalha o instável equilíbrio de forças local.
E se o Vaticano intermediasse as relações entre EUA e Irã?
John L. Allen Jr. – 06 Janeiro 2020 Notoriamente, os Estados Unidos e o Irã não mantêm relações diplomáticas desde que elas foram rompidas em 1980, em meio à crise dos reféns. Oficialmente, os dois países se comunicam por meio da embaixada suíça em Teerã, e as autoridades suíças foram respeitosamente convocadas na última sexta-feira para ouvir o protesto do Irã pelo assassinato do general Qasem Soleimani, descrevendo-o como um “flagrante exemplo de terrorismo de Estado estadunidense”. O comentário é de John L. Allen Jr., publicado por Crux, 05-01-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto. FOTO: O Presidente iraniano Hassan Rouhani folheia um livro que ele ofereceu ao Papa Francisco, durante a audiência privada no Vaticano em 26 de Janeiro de 2016 (Crédito: Andrew Medichini / AP.)
Como seria uma guerra entre EUA e Irã
DIOGO SCHELP 03/01/2020 Manifestante segura foto do general Qassem Soleimani nesta sexta-feira (3), em Teerã. (Foto: WANA/Nazanin Tabatabaee via Reuters) Nada de III Guerra Mundial. Uma possível guerra entre Estados Unidos e Irã pode adotar muitas formas, inclusive uma variação agravada do conflito atual, de escaladas eventuais de violência, mas dificilmente tomaria a proporção de uma guerra global, como ocorreu em 1939.
Estado Islâmico: como a retirada de tropas americanas do norte da Síria pode fazer reaparecer o grupo jihadista
BBC – 10/10/2019 Direito de imagem – GETTY IMAGES – Image caption – Os países europeus se recusaram a receber de volta cidadãos presos por estarem vinculados ao Estado Islâmico Considerado praticamente derrotado, o grupo extremista autodenominado Estado Islâmico pode ressurgir. É que a decisão do presidente dos EUA, Donald Trump, de retirar as tropas americanas do norte da Síria pode comprometer a segurança de alguns campos de detenção jihadistas.
Ataques à Arábia Saudita: por que os EUA guardam milhões de barris de petróleo debaixo da terra
BBC Brasil – 17 setembro 2019 Um grande volume de petróleo é armazenado em cavernas subterrâneas na Louisiana e no Texas – Foto: Getty Images / BBC News Brasil. Após os ataques às principais instalações petrolíferas da Arábia Saudita, as autoridades americanas cogitaram recorrer à reserva estratégica de petróleo dos Estados Unidos. À medida que o preço do barril disparava no mercado internacional, o presidente americano, Donald Trump, escreveu no Twitter que autorizava o uso desse reservatório “para manter os mercados bem abastecidos, se necessário”.
“O mundo precisa de uma nova liderança para construir pontes, não muros”, afirma o Papa na mensagem aos 500 teólogos reunidos em Sarajevo
Joshua J. McElwee – 27 Julho 2018 – Foto: Francisco com os organizadores da Conferência de Sarajevo / IHU No dia 26 de julho começou uma reunião inédita com cerca de 500 teólogos morais e eticistas com o apoio do Papa Francisco. Em uma carta ao evento, o Pontífice elogiou o foco em discernir como os acadêmicos podem responder melhor à mudança global no atual ambiente geopolítico. A reportagem é de Joshua J. McElwee, publicada por National Catholic Reporter, 26-07-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.
S.O.S. cristãos (2)
Anselmo Borges, 22/06/2018 Foto: Cristãos perseguidos no Iraque Depois do ataque às Torres Gémeas, o grande filósofo J. Derrida escreveu num livro publicado com outro grande filósofo, J. Habermas, Le Concept du 11 Septembre: “É preciso ajudar o que se denomina islão, o que se denomina árabe, a libertar-se de dogmatismos violentos. É preciso ajudar os que lutam heroicamente nesse sentido a partir do interior.”
Belluzzo: o Brasil perdido, num mundo em transe
“Michel Temer e Henrique Meirelles, não têm noção do que estão falando”, diz o economista. “Conheço bem o presidente da República. Ele tem uma inteligência bem restrita”, garante Belluzzo. Eduardo Maretti, da RBA – 18 de Maio de 2018 China expande sua presença no mundo. Novas turbulências financeiras aproximam-se, com aumento das dívidas. Há mudanças geopolíticas dramáticas. País assiste pasmo, sob governo golpista e provinciano No jogo econômico e geopolítico global de hoje, as principais cartas estão colocadas por um gigante do Oriente. “A escalada da China não tem como ser contida. A não ser que se tente fazer uma coisa de enorme violência“, diz o economista Luiz Gonzaga Belluzzo.
A Bela e a Fera. O encontro de Macron com Trump
Eduardo Febbro – 26 Abril 2018 “A cena de fundo desse antagonismo entre Macron e Trump poderia ser sintetizada como um intercâmbio entre a Bela e a Fera. Enquanto o presidente francês ofereceu a Trump a possibilidade de um acordo revisado, Trump, diante de seu convidado, qualificou o acordo de 2015 como ‘ridículo, insano e terrível’ e advertiu que se Teerã reativasse o programa nuclear ‘haveria um problema maior que nunca’”. A análise é de Eduardo Febbro, em artigo publicado por Página/12, 25-04-2018. A tradução é de André Langer.
Países muçulmanos querem reconhecimento do Estado da Palestina e sua capital
Médio Oriente: Mahmoud Abbas declarou que recusa a partir de agora qualquer papel dos Estados Unidos como mediador. Maria João Guimarães – 13/12/2017 Foto: O Presidente turco, Recep Tayyip Erdogan, diz que o mundo deve “reconhecer Jerusalém Oriental como a capital da Palestina” OSMAN ORSAL/Reuters O mundo deve “reconhecer o Estado da Palestina e Jerusalém Oriental como sua capital”, disseram esta quarta-feira representantes dos 57 países muçulmanos reunidos em Istambul. Para a OIC, a declaração de Trump desqualificou Washington como mediador num processo de paz.