Guaidó voltou a Caracas sem problemas

A oposição criou o drama, mas o governo absteve-se de qualquer ação contra o autoproclamado presidente   António Rodrigues Internacional 4 de março 2019 Foto: Volta de Guaidó a Caracas / RONALDO SCHEMIDT / AFP Juan Guaidó regressou à Venezuela e não foi preso. A oposição tinha alertado para a possibilidade de as autoridades deterem o autoproclamado presidente interino quando voltasse ao país, depois de ter violado a ordem do Tribunal Supremo de se ausentar. Quem afinal estava à espera de Guaidó era uma multidão de apoiantes e vários embaixadores acreditados em Caracas. “Entrámos na Venezuela como cidadãos livres, que ninguém diga o contrário”, disse à chegada, aos jornalistas, o presidente interino reconhecido por mais de 50 países. Minutos mais tarde, na Praça de Las Mercedes, em Caracas, falando à multidão, sublinhou: “Estamos muito mais fortes do que nunca.”

Cúpula no Uruguai apoia solução interna para a Venezuela

Grupo de Contato Internacional, formado por UE e países latino-americanos, decide enviar missão para dialogar com ambas as partes e pede eleições presidenciais. Brasil diz que iniciativa “não é útil”. Deutsche Welle – 08/02/2019 Foto: Rodolfi Nin Novoa e Fedreica Mogherini em Montevideu / DW   Novoa e Mogherini descartaram intervenção e disseram que “a solução tem que ser venezuelana” O Grupo de Contato Internacional (GCI) para a Venezuela, que se reuniu nesta quinta-feira (07/02) em Montevidéu, decidiu enviar uma missão técnica ao país para dialogar com ambas as partes.  

Crise na Venezuela: ‘Parte da esquerda não aprende as lições da história’, diz Mujica

Gerardo Lissardy – BBC – 07/02/2019 Direito de imagem AFP / BBC Image caption – Ex-presidente do Uruguai diz que a Venezuela se tornou parte da estratégia geopolítica dos EUA e que pode se tornar palco de uma guerra; ele defendeu novas eleições gerais e reconheceu que a crise naquele país prejudica a esquerda como um todo na América Latina O ex-presidente uruguaio José “Pepe” Mujica defende que, para evitar que a crise na Venezuela termine em uma guerra, é preciso haver eleições gerais no país, com um forte monitoramento internacional que garanta a participação de todas as correntes políticas.

Treze países europeus reconhecem Guaidó como presidente interino da Venezuela

Governos atribuem a presidente da Assembleia Nacional legitimidade para organizar eleições o mais rápido possível e apoiam grupo de contato para promover negociações   O Globo e agências internacionais – 04/02/2019 Foto: Líder opositor venezuelano, Juan Guaidó cumprimenta multidão durante protesto contra Nicolás Maduro em Caracas / Andres Martinez Casare / Reuters MADRI — Encerrado neste domingo o ultimato dado por países europeus para o presidente venezuelano, Nicolás Maduro, admitir a organização de novas eleições presidenciais no país, 13 dos 28 Estados-membros da União Europeia reconheceram, nesta segunda-feira, o opositor Juan Guaidó como presidente interino da Venezuela.

União Europeia apoia plenamente Assembleia Nacional na Venezuela e pede eleições livres

  Lusa – 24/01/2019 Foto: Chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, sublinha que “os poderes devem ser restaurados e respeitados”/Reuters A União Europeia (UE) “apoia plenamente” a Assembleia Nacional da Venezuela, cujo líder se autoproclamou hoje Presidente interino do país, e pede a realização de “eleições livres e credíveis”, declarou a Alta Representante para a Política Externa.