Crise na Venezuela: ‘Parte da esquerda não aprende as lições da história’, diz Mujica
Gerardo Lissardy – BBC – 07/02/2019 Direito de imagem AFP / BBC Image caption – Ex-presidente do Uruguai diz que a Venezuela se tornou parte da estratégia geopolítica dos EUA e que pode se tornar palco de uma guerra; ele defendeu novas eleições gerais e reconheceu que a crise naquele país prejudica a esquerda como um todo na América Latina O ex-presidente uruguaio José “Pepe” Mujica defende que, para evitar que a crise na Venezuela termine em uma guerra, é preciso haver eleições gerais no país, com um forte monitoramento internacional que garanta a participação de todas as correntes políticas.
União Europeia apoia plenamente Assembleia Nacional na Venezuela e pede eleições livres
Lusa – 24/01/2019 Foto: Chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, sublinha que “os poderes devem ser restaurados e respeitados”/Reuters A União Europeia (UE) “apoia plenamente” a Assembleia Nacional da Venezuela, cujo líder se autoproclamou hoje Presidente interino do país, e pede a realização de “eleições livres e credíveis”, declarou a Alta Representante para a Política Externa.
Trump, um homem preso em seu muro
Como aquilo que nasceu como um símbolo para se conectar com as bases se tornou o centro da agenda política do presidente Pablo Guimón – 10/01/2019 Foto: O presidente Donald Trump diante da entrada do Capitólio? Chip Somodevilla – AFP O muro de Trump entrará na história como um prodígio do marketing político e um paradigma dos perigos que implica levá-lo às últimas consequências. A ideia foi forjada na excêntrica corte de assessores do magnata imobiliário quando este começou sua corrida presidencial, por volta de 2014. A indisciplina do candidato, incapaz de se ater a um roteiro, levou seus conselheiros a buscar um slogan para garantir que falasse sobre imigração, um assunto que tinham identificado como o cavalo vencedor que o levaria à Casa Branca.
O sonho de Xi, o pesadelo de Trump
Juan Manuel Karg – 12/01/20119 Imagem: Cambio politico O ano de 2019 começou com força para a República Popular da China: aterrissou na parte escura da Lua, aquela que não é visível da Terra, algo que ninguém havia conseguido anteriormente. É um fato sem precedentes para um país que entrou quatro décadas mais tarde na corrida espacial mundial e que os Estados Unidos impediram de participar da Estação Espacial Internacional. Foi apenas em 2003, depois da já então extinta União Soviética e dos próprios Estados Unidos, que a China mandou um homem para o espaço. A reportagem é de Juan Manuel Karg, publicada por Página/12, 11-01-2019. A tradução é de André Langer.
Félix Tshisekedi diz que”serei Presidente de todos os congoleses”
Eleições na República Democrática do Congo Agência Lusa – 10/02/2019 Foto: Oservador Felix Tshisekedi foi o candidato da oposição que venceu as eleições na República Democrática do Congo. Ele recebeu mais de sete milhões de votos, contra mais de seis milhões arrecadados por outro candidato da oposição. Emmanuel Shadary, apoiado pelo Governo, obteve mais de quatro milhões. Foto: STEFAN KLEINOWITZ/EPA
Almoços grátis?
O «amigo chinês» ajuda, mas também cobra JOSÉ VIEIRA, Missionário comboniano – Dezembro de 2018 Foto: Daqui – Chineses em cima, africanos em baixo. A presença maciça de chineses no continente está a mudar o modo como a ajuda de Pequim é percebida pelo cidadão comum. Os chineses são vistos como competidores privilegiados na economia local, desde a produção até ao retalho, legal e ilegalmente, e misturam-se com as máfias autóctones. Junta-se ainda a questão do racismo de que se queixam os quenianos que trabalham para os chineses na ligação ferroviária entre Nairobi e Mombaça.
Líderes sociais latino-americanos denunciam ao Papa a “crescente judicialização seletiva da política” na região
Hernán Reyes – 12 /12/2018 – Foto: Prodista digital Um grupo de líderes sociais apresentaram ao Papa, nesta terça-feira, um relatório sobre as denominadas “guerras jurídicas” (lawfare) na América Latina e a A reportagem é de Hernán Reyes, publicada por Religión Digital, 11-12-2018. A tradução é do Cepat.
Desistir da Paz?
Frei Bento Domingues, O.P. – 09/12/2018 – Foto: Pensador “Está mais do que demonstrada a ferocidade que pode ser desencadeada entre pessoas, nações e povos. Essa todos os dias é patenteada, em diversos cenários de crueldade, com meios de comunicação que a celebram e a incitam ao seu motor: o ódio do outro. Importa investigar os mecanismos psicológicos, sociais, económicos e políticos que incitam à guerra e à paz. Foi possível subscrever a carta dos Direitos Humanos. Nunca se conseguiu assinar a dos Deveres.”
França. Os coletes amarelos não se abrandam
Eduardo Febbro – 07 Dezembro 2018 Foto: Mises Brasil – O governo francês, um dos mais ativistas na causa das mudanças climáticas, quer reduzir o consumo de petróleo. Mas gerou uma revolta ao aumentar o preço do diesel. O Executivo francês não encontrou ainda a receita para abrandar os “coletes amarelos” (colete obrigatório para motoristas na Europa, se precisarem sair do carro para concertos… – NdR) para que nesse final de semana a capital Paris escape da hostilidade dos injustiçados sociais. O macronismo começou a cambalear quando o chefe do Estado estava na Argentina. O artigo é de Eduardo Febbro, publicado por Página/12, 06-12-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.
Um “novo dia na América” mas não no mundo
Teresa Sousa – 7 de Novembro de 2018 Imagem: Público Com a agenda interna bloqueada, Trump, como outros antes dele, tenderá a concentrar-se na política externa, procurando arrecadar rapidamente alguns sucessos e continuando a destruir a ordem liberal que os EUA construíram depois da Guerra.