“Este dia para mim foi muito forte, dava vontade de chorar”. Entrevista com o Papa Francisco
“Em primeiro lugar, quero agradecer por este dia de trabalho. Para mim foi muito forte, muito forte…”. Andrea Tornielli – Domingo, 17 de abril de 2016 Na conversa de Francisco com os jornalistas durante o voo de volta de Lesbos a Roma, disse: “os 12 sírios muçulmanos que levamos para Roma têm seus documentos em dia”. Os “guetos” retornaram à Europa, mas, pelo contrário, “devemos integrar, mas compreendo que os povos tenham certo medo”. “Eu convidaria os traficantes de armas para passarem um dia nesse campo de refugiados”.
Sobre o radicalismo islâmico
Anselmo Borges – 02/04/2016 “Querido mundo muçulmano, sou um dos teus filhos afastados que te olha de fora e de longe. O que é que eu vejo melhor do que outros, precisamente porque te vejo de longe e com os meus olhos severos de filósofo? Vejo-te a dar à luz um monstro que pretende denominar-se Estado Islâmico e a que alguns preferem dar um nome de demónio: Daesh. Mas o pior é que te vejo a perder-te – perder o teu tempo e a tua honra – na recusa de reconhecer que este monstro” – Abdennour Bidar
“Se não reformarmos o Islã vamos bater contra um muro”
Líder religioso acredita que os terroristas são, em sua maioria, jovens que não conhecem o Islã Ana Carbajosa – Bruxelas 28 MAR 2016 Foto: Hocine Benabderrahmane, imã de uma mesquita de Bruxelas e Líder Reformista. BERNARDO PÉREZ Hocine Benabderrahmane é um conhecido imã [sacerdote muçulmano] reformista de Bruxelas que se sente derrotado. Historiador, de origem argelina, pensa que os salafistas estão ganhando a batalha, que se o Islã não for reformado, vai se chocar contra um muro e que é preciso desconstruir o discurso extremista com argumentos teológicos. Benabderrahmane dirige um centro de reflexão islâmica e dá cursos para jovens nas mesquitas de toda a Bélgica. “Todos os dias vejo jovens radicalizados que acreditam que só existe uma versão do Islã”, lamenta.
HOMOSSEXUALISMO E CONSELHO DE PSICOLOGIA
Artigo de um polemista que pode suscitar polêmica. Mas essa também é uma das finalidades do Site -NR Onofre Meneses – 27/02/2016 “Alguns dizem que o homossexualismo não é um distúrbio porque é uma opção. A opção por si só não indica acerto ou erro, nem o que é normal ou anormal, e ela também não surge do nada. Toda opção tem motivações inconscientes e/ou conscientes, e as dos homossexuais são diferentes das dos heterossexuais.”
Parlamento Europeu vota por unanimidade “resolução” em que se acusa o “Estado Islâmico” de genocídio dos cristãos
Além do auto-proclamado “Estado Islâmico”, o Parlamento Europeu classifica neste documento como “grupos terroristas” as organizações jihadistas Al-Qaeda e al-Nusra. “No texto, os parlamentares destacam as violações generalizadas cometidas na Síria e no Iraque contra cristãos e outras minorias étnicas e religiosas, como os yazidis, os turcomanos e comunidades xiitas, por exemplo, vítimas de “matanças, conversões forçadas, sequestros, escravidão de mulheres e crianças, recrutamento de crianças para atentados suicidas, abuso e tortura sexual e física”.”
Historiadores e líderes muçulmanos reunidos em Marrocos. A tolerância nas raízes islâmicas
Marrocos, 27 de janeiro de 2016 “O objetivo é o de retomar os princípios da Carta de Medina redigida por Maomé no ano de 622 e considerada a primeira constituição do mundo muçulmano, para afirmar na declaração final, com termos e frases mais modernos e de acordo com a lei islâmica, os direitos das minorias religiosas. Em Marrakech houve a vontade de combater a filosofia radical, contrapondo-lhe a verdadeira tradição muçulmana.”
Na Síria todos perguntam onde está Deus”, diz Irmão Aloïs, de Taizé: “
29/12/2015 – Foto: O irmão Aloïs, de Taizé, durante a meditação de segunda-feira à noite, em Valência. O irmão Aloïs, de Taizé, disse hoje em Valência (Espanha) que, na Síria, toda a gente pergunta “porquê tanta violência” e “onde está Deus”.
A carta de um refugiado
Foto: Acnur/Achilleas Zavallis Chitungane Sebastião “Dizem que venho roubar as casas que seriam para os vossos “sem-abrigo”. O que é que já foi feito por eles? Ou só se lembram deles quando é conveniente? Não te acuso, pergunto.”
O annus nefastus de 2015 não invalida a esperança de um annus propitius
Leonardo Boff – 30/12/2015 O ano que acaba de 2015 merece esta qualificação latina: annus nefastus. Outros o chamam de annus horribilis. Ocorreram tantas calamidades que além de espanto nos causam preocupações. Não obstante tudo isso esperamos pelo irromper do annus propitius.
Se o Islã está em busca do “seu” Angelo Roncalli
Francesco Peloso -18/12/2015 “Estou buscando um Angelo Roncalli muçulmano”: precisamos uma autoridade, um líder islâmico, capaz de colocar o Islã no caminho da renovação e aggiornamento, semelhante aquele seguido por João XXIII com o Concílio Vaticano II. Só assim as minorias extremistas e radicais poderão ser vencidas definitivamente.