Polônia, a viagem mais difícil de Francisco. Artigo de Alberto Melloni
“O coração doente da Europa doente espera ser curado: não por um homem santo ou pela experiência de massa, mas por um “exorcismo consolador” que liberte a Igreja e a Europa do demônio que lhe faz ver os refugiados que fogem da guerra, e não a guerra, como um problema; que lhe impede de lutar contra a guerra como inimigo com a mesma dureza com que o terrorismo islamista ataca a paz e a socialidade simples da paz.” A opinião é do historiador italiano Alberto Melloni, professor da Universidade de Modena-Reggio Emilia e diretor da Fundação de Ciências Religiosas João XXIII, de Bolonha. Artigo eml La Repubblica, 28-07-2016
Paolo Branca: “O que não sabeis sobre os gulenistas”
BERNARDELLI GIORGIO – 23/07/2016 – Milão O islamólogo da Universidade Católica mostra a outra face do movimento de Fetullah Gülen, (foto) hoje no olho do furacão da Turquia. Um mundo feito de iniciativas de diálogo, mas também de gestos não banais de tolerância e solidariedade
Os desafios de Bergoglio na viagem à terra natal de Wojtyla
De 27 a 31 de julho em Cracovia, Czestochowa e Auschwitz – Asia News Ele visitou a África Central apesar de os militares franceses desaconselharem-no; circulou pelo México de norte a sul e de leste a oeste, entre a desconfiança do governo Enrique Peña Nieto, o descontentamento dos narcotraficantes e as críticas de Donald Trump; foi ao Congresso dos Estados Unidos para pedir acolhida aos migrantes e a abolição da pena de morte; em três anos de pontificado tocou as “periferias” mais problemáticas do globo, de Sarajevo à Armênia, do Equador à Albânia, da região das Filipinas atingida pelo tufão aos cantos mais remotos de Cuba, sobrevoou a China pela primeira vez na história dos papas e expressou o desejo de visitar o Iraque.
No começo apenas um sonho
Silvina Pérez – 01 de julho de 2016 Fotos AFP e Osservatore Romano No começo eram apenas umas dez. Depois tornaram-se milhares. Elas se reuniam no mercado, porque era lá que as tropas do então presidente Charles Taylor recrutavam as crianças para mandá-las para a linha de frente. Os caminhões partiam cheios. E voltavam vazios.
A luta de Bergoglio contra a economia que mata e suas tensões na Argentina
“O Papa coloca como questão central o tema dos pobres, que é algo fundamental em seu discurso e que evidentemente provoca muitos setores eclesiásticos acostumados a circular ao lado dos poderosos”, afirma o religioso. Entrevista com Eduardo de la Serna – Patrícia Fachin O Encontro de Bergoglio e Macri foi tenso e curto. Conforme aponta, em entrevista por telefone à IHU On-Line, o padre Eduardo de la Serna, “essa insistência no tema do povo e povo de Deus é um ponto importante do pontificado de Francisco, e é algo que na América Latina temos de agradecer e celebrar, sobretudo depois que nos pontificados anteriores se tentou desfazer a categoria povo, tão importante no Concílio Vaticano II”.
Organizações ecumênicas se manifestam sobre a conjuntura brasileira
O Fórum Ecumênico ACT-Brasil (FEACT) denuncia para parceiros ecumênicos internacionais a ruptura democrática ocorrida no Brasil. Em sua carta, o FEACT destaca pontos que considera preocupantes na conjuntura política brasileira atual. O documento afirma que, desde 2013, com as mobilizações de rua, o Brasil passou a viver um processo de desestabilização democrática. “Inicialmente, estas mobilizações foram resultado da ação organizada do movimento estudantil pelo passe livre. No entanto, gradativamente, elas foram se transformando.
Afinal, o que os evangélicos querem da política?
Andrea Dip, 23 de abril de 2016 A professora de psicologia Bruna Suruagy, da Universidade Presbiteriana Mackenzie, fez 42 entrevistas para sua tese de doutorado Religião e política: ideologia e ação da “Bancada Evangélica’ na Câmara Federal”. Ouviu parlamentares da bancada evangélica (de 2007 a 2011), assessores e jornalistas. Continuou acompanhando o movimento dos políticos evangélicos e o crescimento da bancada no Congresso.
Religiosos criticam citações a Deus na sessão da Câmara que votou impeachment
Isabel Vieira – 19/04/2016 As referências à religião e a Deus nos discursos de parte dos deputados que decidiram, no domingo (17), pela abertura de processo de impeachment da presidenta Dilma Rousseff incomodaram religiosos. Em defesa da separação entre a fé e a representação política, líderes de várias entidades criticaram as citações e disseram que os posicionamentos violam o Estado laico. Reportagem de Isabela Vieira, Agência Brasil, 19-04-2016.
Sobre o radicalismo islâmico
Anselmo Borges – 02/04/2016 “Querido mundo muçulmano, sou um dos teus filhos afastados que te olha de fora e de longe. O que é que eu vejo melhor do que outros, precisamente porque te vejo de longe e com os meus olhos severos de filósofo? Vejo-te a dar à luz um monstro que pretende denominar-se Estado Islâmico e a que alguns preferem dar um nome de demónio: Daesh. Mas o pior é que te vejo a perder-te – perder o teu tempo e a tua honra – na recusa de reconhecer que este monstro” – Abdennour Bidar
A crise dos alinhamentos político-religiosos dentro do catolicismo
Massimo Faggiolli, 31 de março de 2016 “A opção neoconservadora idealiza uma Igreja clerical e hierárquica que epitomiza uma não recepção do Vaticano II. A opção ortodoxa radical idealiza uma Igreja cuja teologia, na verdade, aprendeu com a praça pública e com a interação no domínio da política (a ideia de liberdade religiosa, só para mencionar um exemplo). Essa eclesiologia tende a enxergar a Igreja como uma contrassociedade que mascara a tentação de uma Igreja como societas perfecta”, escreve Massimo Faggioli, professor de história do cristianismo e diretor do Institute for Catholicism and Citizenship, na University of St. Thomas, nos EUA. O artigo foi publicado por Global Pulse, 29-03-2016. A tradução é de Isaque Gomes Correa.