Igreja pode ordenar casados na Amazônia: ‘Sínodo dirá sim ou não’, afirma D. Cláudio
Uma das soluções para a falta de padres seria usar leigos de vida exemplar, que teriam a dispensa do celibato católico José Maria Mayrink e Pedro Venceslau, São Paulo – 22/03/2019 Foto: Cardeal Cláudio Hummes, arcebispo emérito de São Paulo, presidente da Rede Eclesial Pan-Amazônica (Repam) e da Comissão Episcopal para a Amazônia da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB). Imagem: Divulgação/Arquediocese de São Paulo. Trabalho pastoral de evangelização, preservação do meio ambiente, combate à pobreza, desmatamento da floresta, proteção à população indígena e formação do clero para a região estão entre os temas que serão debatidos pelo Vaticano, em outubro, na Assembleia Especial do Sínodo dos Bispos para a Amazônia. Um dos principais desafios é aumentar o número de sacerdotes, que hoje é insuficiente para atender a uma comunidade de mais de 34 milhões de habitantes espalhados pelos territórios de noves países, cuja superfície ultrapassa 7,5 milhões de km2.
Surge a teia oligárquica da operação Lava Jato
Amanda Audi – 15 Março 2019 Foto: Os promotores, com Dell’Agnol à frente. Para coordenador da pesquisa, “todos também são extremamente conservadores e têm perfil à direita semelhante aos seus parentes que faziam parte do sistema na ditadura”/ Outras Palavras Estudo inédito da UFPR mapeia relações de Moro e promotores com grupos mais conservadores do Paraná. Políticos da ditadura, clãs encastalados nos tribunais e escritórios de advocacia que negociam delações. A reportagem é de Amanda Audi, publicada por Agência Pública, 13-03-2019.
Direita usa moralismo como arma desde antes da ditadura, diz historiador
Professor da Universidade da Califórnia San Diego, Benjamin Cowan discute o uso do discurso moralista pelo presidente Jair Bolsonaro, diz que isso ecoa o que foi usado durante a ditadura militar e explica que este tipo de mobilização política é usado pela direita ao longo da história do país. Daniel Buarque – 10/03/2019 – Foto: Daqui A publicação de um vídeo obsceno pelo presidente Jair Bolsonaro colocou em evidência a importância do discurso em torno de valores morais conservadores que levaram à sua ascensão ao posto mais alto do Executivo. O professor de relações internacionais na FGV Matias Spektor comentou o caso em sua coluna na Folha e indicou que este tipo de ativismo moralista deve ser visto como “um ato político da maior importância”, um “expediente de longo pedigree nos anais da história brasileira”. Autor da principal referência para compreender o uso deste tipo de discurso por políticos ultraconservadores no Brasil desde a década 1920, historiador Benjamin Cowan alega que é possível relacionar este tipo de discurso moralista histórico com a ascensão de Bolsonaro, justificando a manutenção deste tipo de ativismo no novo governo brasileiro.
Um presidente fora-da-lei
Por: Margarida Santos Lopes- Dezembro de 2018 Foto: Filipinas quer dar armas de graça para quem quiser combater o crime nas ruas – LOL Esporte/ forum.lolesporte.com A guerra às drogas de Rodrigo Duterte terá causado, em dois anos e meio, quase 20 mil mortos. Não é um número que pareça incomodar os partidários do «Trump da Ásia», populista, iliberal, violento. Que razões o levaram ao poder? E o que poderá conduzir à sua queda?
Líderes sociais latino-americanos denunciam ao Papa a “crescente judicialização seletiva da política” na região
Hernán Reyes – 12 /12/2018 – Foto: Prodista digital Um grupo de líderes sociais apresentaram ao Papa, nesta terça-feira, um relatório sobre as denominadas “guerras jurídicas” (lawfare) na América Latina e a A reportagem é de Hernán Reyes, publicada por Religión Digital, 11-12-2018. A tradução é do Cepat.
Orbán, Trump, Bolsonaro: como chegámos até aqui?- II
Se Bolsonaro chegar à Presidência, devem os brasileiros preparar-se para uma versão séc. XXI do fascismo? Manuel Loff – 20/10/20187 Fotos: Reprodução da Internet “Bolsonaro no poder será sempre violência de Estado; não que ela seja novidade, mas haverá mais, e mais legitimada. E, além dela, haverá a violência praticada por quem se sente politicamente legitimado pela ideologia do Estado.”
Orbán, Trump, Bolsonaro: como chegámos até aqui? (I)
Mais do que em quaisquer outros recursos do Estado, é nos aparelhos securitários (Órgãos de Segurança – NdR)) que a extrema-direita se quer infiltrar. Manuel Loff – 6/10/2018 Bolsonaro sairá amanhã à frente na corrida para a 2.ª volta das eleições brasileiras – e eu sou dos que temo que seja mesmo eleito no próximo dia 28. Os Le Pen pai e filha já chegaram duas vezes à 2.ª volta das presidenciais francesas. Trump foi eleito presidente da maior economia e do maior arsenal de armas do mundo. A extrema-direita tem 15%-25% dos votos em meia Europa e, só na UE, dirige ou participa em governos de coligação de dez países (da Itália e Bélgica à Hungria e Polónia).