Projeto de Serra transfere lucros do pré-sal dos brasileiros para multinacionais

Especialista em petróleo alerta que, se aprovado, o projeto poderá tirar até R$ 50 bilhões da saúde e educação, além de colocar o país sob risco ambiental. O projeto de lei 131/2015, do senador José Serra (PSDB-SP), que tramita em regime de urgência no Senado e deve ser colocado em votação esta semana, pode transferir para as multinacionais os lucros que o povo brasileiro teria com a exploração dos recursos do pré-sal que, pela legislação atual, destinará 50% dos seus lucros para financiar as áreas de saúde e educação.

A parábola grega do Equador

Justamente enquanto, na Europa, todos os olhos estão sobre o referendo grego, o Papa Francisco começa nesse domingo a sua viagem à América Latina, a partir de um país que – apesar de estar do outro lado do mundo – tem algo de interessante a dizer sobre questões como calote, renegociação da dívida e socialismo do século XXI. A parábola grega do Equador

O suicídio dos filisteus

 A tentativa de incriminar Lula prova somente a sua condição de único líder popular brasileiro reconhecido mundo afora, como se deu na Itália dias atrás. Lula discursou na prefeitura de Roma e na reunião da FAO.   –   Quando Fernando Henrique Cardoso deixou a Presidência da República, o Banco Itaú forneceu-lhe de graça a sede do Instituto que acabava de criar e lhe doou 2 milhões de reais. Outras importantes empresas cuidaram de atapetar suavemente o futuro do ex-presidente, entre elas, Camargo Corrêa (doação de 7 milhões) Odebrecht, Klabin e Gerdau. Sem contar a Sabesp, empresa pública em mãos tucanas (500 mil).

Uma nova frente de esquerda, distinta do Podemos e Syriza,pode ser criada no País

“O esgotamento do lulismo está deixando um vácuo no campo da esquerda no país”, afirma o economista. Apesar de o lulismo dar sinais de esgotamento, o modelo neodesenvolvimentista, implantado pelo ex-presidente Lula e seguido pela presidente Dilma em seu primeiro mandato, não  deve ser visto como um “fracasso”, pois “proporcionou ganhos reais à maioria dos brasileiros por um período de mais de uma década, mas, hoje, diante da crise econômica mundial e do engessamento político do PT, não tem mais gerado aqueles ganhos”, ressalta Felipe Amin Filomeno na entrevista a seguir, concedida à IHU On-Line por e-mail.

‘Não apostaria contra o Brasil’, diz presidente do BID

BID aprova medidas de ajuste fiscal de Dilma Rousseff e Joaquim Levy “Eu não apostaria contra o Brasil. O Brasil tem um potencial enorme. Um investidor com visão de longo prazo sabe que há ciclos econômicos, que há momentos bons e ruins. E o que importa é o que significa o Brasil como país: uma economia muito potente, com enormes possibilidades, que continuará progredindo”.

As grandes frentes de luta: por uma esquerda ampla, contra as desigualdades e em defesa da nação

O grande sujeito principal não serão os políticos e partidos elencados, mas o dinamismo de uma cidadania ativa, à qual eles devem estar a serviço. “No Brasil, infelizmente, vivemos uma situação esquizofrênica. Há que defender o governo da presidenta Dilma, diante de alguns dos ataques mais virulentos que se tem visto, fazendo pensar na campanha lacerdista de 1954 contra Vargas. Mas, ao mesmo tempo, não há como negar que o governo sucumbe diante do modelo hegemônico, em nome de uma contraditória governabilidade, numa aliança com partidos fisiológicos, especialmente o PMDB, que mais do que aliado é chantageador.”

Recado ao PT: transformar o desalento em teimosia

Leonardo Boff – “O PT foi antes de tudo um movimento nascido no meio dos oprimidos e de seus aliados: por um outro Brasil, de inclusão, de justiça social, de democracia participativa, de desenvolvimento social com distribuição de renda. Como movimento, possuía as características de todo carisma: galvanizar as pessoas e fazê-las ter um sonho bom. Ao crescer, tornou-se inevitavelmente uma organização partidária. Como organização, virou poder.”

Uma Frente popular pelo Brasil

Nossa crise exige das esquerdas brasileiras o patrocínio e a liderança de um imenso movimento de massa com o objetivo de enfrentar a ascensão conservadora. “Precisamos de uma frente nacional popular, na qual os partidos do campo da esquerda terão acolhimento, mas lado a lado do movimento social, dos sindicatos e dos trabalhadores e assalariados de um modo geral, do movimento estudantil, de políticos com ou sem vinculação partidária, de intelectuais e pensadores, de liberais e democratas progressistas, de todos aqueles que, enfim, entendam como chegada a hora de lutar”

Sempre é possível uma auto-correção e um recomeço

Leonardo Boff – 24/05/2015  “Antes de qualquer iniciativa nova, o PT, que hegemonizou o processo novo na política brasileira, deve fazer o que até agora nunca fez: uma autocrítica pública e humilde dos erros cometidos, de não ter sabido usar do poder realmente como instrumento de mudanças”

A crise atual deve ter alguma saída

 Leonardo Boff – 14 de maio de 2015 “Não sairemos da crise nem desfaremos os conchavos golpistas sem uma reforma política, tributária e agrária. Caso contrário a democracia será manca e caolha”