Haverá alternativas à economia que mata?
Frei Bento Domingues, O.P. – 26/05/23019 Imagem: para além das evidências É muita ousadia da parte do Papa tentar destruir o dogma de que não há alternativas viáveis à economia dominante. É ousadia porque não faz uma encíclica ou cria uma comissão, mas convoca para um movimento que fermente a massa, quando normalmente à Santa Sé se pede que tenha a primeira e a última palavra.
União Europeia apoia plenamente Assembleia Nacional na Venezuela e pede eleições livres
Lusa – 24/01/2019 Foto: Chefe da diplomacia europeia, Federica Mogherini, sublinha que “os poderes devem ser restaurados e respeitados”/Reuters A União Europeia (UE) “apoia plenamente” a Assembleia Nacional da Venezuela, cujo líder se autoproclamou hoje Presidente interino do país, e pede a realização de “eleições livres e credíveis”, declarou a Alta Representante para a Política Externa.
Trump, um homem preso em seu muro
Como aquilo que nasceu como um símbolo para se conectar com as bases se tornou o centro da agenda política do presidente Pablo Guimón – 10/01/2019 Foto: O presidente Donald Trump diante da entrada do Capitólio? Chip Somodevilla – AFP O muro de Trump entrará na história como um prodígio do marketing político e um paradigma dos perigos que implica levá-lo às últimas consequências. A ideia foi forjada na excêntrica corte de assessores do magnata imobiliário quando este começou sua corrida presidencial, por volta de 2014. A indisciplina do candidato, incapaz de se ater a um roteiro, levou seus conselheiros a buscar um slogan para garantir que falasse sobre imigração, um assunto que tinham identificado como o cavalo vencedor que o levaria à Casa Branca.
Se ninguém der o braço a torcer, este shutdown será tão longo como a fronteira com o México
ALEXANDRE MARTINS – 21 de Dezembro de 2018 Foto: O Presidente Donald Trump exige verbas para o início da construção do muro Reuters/Jim Young O duelo entre o Presidente Trump e o Partido Democrata sobre a construção do muro empurra os EUA para mais uma paralisação do Governo. E, desta vez, alguém terá de aceitar uma derrota pesada para que o problema seja resolvido.
Orbán, Trump, Bolsonaro: como chegámos até aqui?- II
Se Bolsonaro chegar à Presidência, devem os brasileiros preparar-se para uma versão séc. XXI do fascismo? Manuel Loff – 20/10/20187 Fotos: Reprodução da Internet “Bolsonaro no poder será sempre violência de Estado; não que ela seja novidade, mas haverá mais, e mais legitimada. E, além dela, haverá a violência praticada por quem se sente politicamente legitimado pela ideologia do Estado.”
‘Um vulcão que entrou em erupção’: como é a vida em Pacaraima em meio à crise de imigração na Venezuela
Paula Adamo Idoeta – 21 Agosto 2018 Foto: Emigrantes venezuelanos / Marcela Camargo – Agência Brasil Há cerca de um ano e meio, o padre Jesús, da Paróquia de Pacaraima, servia cerca de 80 cafés da manhã por dia para venezuelanos que cruzavam a fronteira em busca de condições melhores de vida. Hoje, a paróquia se vê forçada a ofertar 1,7 mil refeições – um café com leite e um pão – diariamente, com a intensificação da crise migratória na divisa entre Roraima e a Venezuela.”E muitas pessoas dizem que esse é o único alimento que levam à boca durante todo o dia”, conta ele à BBC NewsBrasil por telefone. A reportagem é de Paula Adamo Idoeta, publicada por BBC Brasil, 20-08-2018.
Dinamarca proibiu véu islâmico. Elas vão desafiar a proibição
“Não vou tirar o meu niqab. Se tiver de o fazer, que seja porque é uma escolha minha” Susana Salvador – 01 Agosto 2018 Foto: Anna-Bella, de 26 anos, que trabalha em assistência domiciliar, e Amina, estudante de 24, passeiam em Stroget, a principal rua pedonal de Copenhaga. Ambas fazem parte do grupo Kvinder I Dialog, que hoje vai protestar contra a proibição do uso de burqa e niqab na Dinamarca. /REUTERS/Andrew Kelly Alterações na Dinamarca não se ficam pelo que as mulheres muçulmanas podem vestir ou usar. Crianças dos “guetos” vão ser obrigadas a ter aulas sobre tradições dinamarquesas, incluindo o Natal, sob ameaça de os pais perderem benefícios sociais.
Cuba. Carta Magna da transformação
Gustavo Veiga – 01 Agosto 2018 – Foto: Assembleia do Poder Popular aprova vota Constituição / Portal Vermelho O projeto de constituição finalizou uma tarefa de cinco anos, que Raúl Castro iniciou quando criou um grupo de trabalho, lá por 2013. Não é um texto conjuntural. Articula mudanças em vias de consolidação que não apareciam na lei, como as novas formas de propriedade privada e o reconhecimento do papel do mercado. “Cuba passará a ser um Estado socialista de direito”, um conceito novo. Em matéria econômica, são incorporadas outras definições de propriedade diferentes da estatal. O presidente não poderá ultrapassar dois mandatos consecutivos. A reportagem é de Gustavo Veiga, publicada por Página/12, 31-07-2018. A tradução é do Cepat.
Os EUA de Trump revivem os zoológicos humanos
Ariel Dorman – 16/07/2018 Foto: Indianos da Região do Malabar (sudoeste do país) exibidos no Jardin d’Acclimatation (Paris), talvez o mais famoso zoológico humano na virada do século XIX para o XX(Foto: Outras Palavras) Encarceramento de crianças retoma uma história do colonialismo, cuidadosamente esquecida: as exposições em que indivíduos dos “povos primitivos” eram apresentados como animais nas capitais “cultas” do Ocidente. Por Ariel Dorfman | Tradução: Inês Castilho e Mauro Lopes
Franco Berardi: “O pensamento crítico morreu”
A possibilidade de futuro passa por estarmos abertos ao imprevisível, afirma o filósofo italiano Franco Berardi. Entre alertas e críticas, diz-nos que a UE apenas tem contribuído para o empobrecimento sistemático dos europeus. Ana Pina, 17/06/2018 – A trajetória de Franco Berardi é no mínimo eclética. Na década de 60, ingressa no grupo Poder Operário, quando estudava na Faculdade de Letras e Filosofia da Universidade de Bolonha, onde se licenciou em Estética. Em 1975, funda a revista “A/Traverso”, que se transforma no núcleo do movimento criativo de Bolonha, e centra o seu trabalho intelectual na relação entre tecnologia e comunicação. Em finais da década de 70 exila-se em Paris e, posteriormente, ruma a Nova Iorque.