Giorgio Agamben: “O estado de emergência não pode ser permanente”
O filósofo Giorgio Agamben critica a decisão de Hollande de modificar a Constituição francesa: “É perigoso aceitar qualquer limitação da liberdade em nome da segurança”.
Estamos dentro da guerra: é a morte da Europa?
Depois da “crise financeira” e da “crise dos refugiados”, a guerra poderia matar a Europa, a menos que a Europa dê um sinal de existir diante da guerra. Esse é o continente que pode trabalhar para a refundação do direito internacional, vigiar para que a segurança das democracias não seja paga com o fim do Estado de direito, e buscar na diversidade das comunidades presentes no seu território a matéria para uma nova forma de opinião pública. A opinião é do filósofo francês Etienne Balibar, professor emérito da Universidade de Paris
Refugiados: que solução?
1. Ninguém pode ignorar. As imagens são trágicas, de horror: homens, mulheres, crianças, a correr ou encurralados, fugindo da morte e em busca de um sítio para a esperança. E sabe-se que não se pode ficar indiferente e que é preciso agir.
Quem é responsável pela crise de refugiados na Europa?
Bill Van Auken – Global Research – Foto: The U.S Army / Flickr “A crise é o trágico subproduto de uma política criminosa de guerras e de intervenções para mudança de regime, implementadas pelos EUA e pela Europa ao longo de quase 25 anos.”
Zygmunt Bauman, “seus netos continuarão pagando os 30 anos da orgia consumista”
Devolver dinheiro para bancos não pode ser solução para crise, pois é sua continuação, revela Bauman em entrevista a Laura Britt e Petros Panayotídis, do Monitor Mercantil, publicada nesta quinta-feira (20). “A metade do problema é o excessivo consumismo, o esbanjamento que predomina. E é por isso mesmo que nenhum provável partido de poder não promete aos seus eleitores que combaterá o consumismo”, continua o sociólogo polonês, vice-reitor da London School of Economics, que se define um pessimista a curto prazo em relação ao futuro da sociedade.
Tsipras no Parlamento Europeu
“Não seria um exagero afirmar que o meu país foi transformado num laboratório experimental da austeridade nos últimos cinco anos. Mas todos temos de admitir que a experiência não foi bem sucedida.” “Quero ser muito claro neste ponto: as propostas do governo Grego para financiar as suas obrigações e reestruturar a sua dívida não se destinam a sobrecarregar o contribuinte europeu. O dinheiro dado à Grécia – sejamos honestos -, nunca chegou realmente ao povo Grego. Foi dinheiro dado para salvar os bancos Gregos e Europeus – mas ele nunca foi para o povo Grego”
A austeridade falhou: uma carta aberta de Thomas Piketty à Angela Merkel
“O remédio prescrito pelo Ministério das Finanças alemão e Bruxelas sangrou o paciente, não curou a doença”, afirmam os importantes economistas , em carta aberta publicada por Carta Maior, 09-07-2015.
Na Grécia a dignidade venceu a cobiça
“A única saída honrosa de Tsipras foi convocar um referendo: consultar o povo sobre se diria um Não (OXI) ou um Sim (NAI). Qual a posição face à inflexibilidade férrea da austeridade que aparece totalmente irracional por levar uma nação ao colapso, exigindo uma cobrança da dúvida reconhecidamente impagável.”
A antieuropa. “A Europa sempre soube que a dívida da Grécia era impagável”
Domingo, 05 de julho de 2015 “A Europa não fala grego, que fala gringo”. Este verso de J. Bergamín encaixa hoje como luva na mão. Gringo é a palavra que serviu para designar o pior dos Estados Unidos, quando se corrompeu o original e esperançoso “sonho americano” convertendo-se em sonho imperialista.
Em referendo, Grécia diz NÃO aos credores
Milhares de gregos saem às ruas para comemorar vitória do não Em referendo neste domingo (5), a maioria esmagadora dos eleitores gregos decidiu pelo “não” às exigências dos credores do país para pagar sua dívida, de acordo os resultados da apuração. Com 80% dos votos apurados, o “não” tinha 61,56% dos votos. A votação ocorreu sem incidentes. Marko Djurica/Reuters