Corrupção e pecado

  Em seu discurso do passado dia 23 de outubro à Delegação da Associação Internacional de Direito Penal, o Papa Francisco, entre outras matérias, abordou o delito da corrupção situando-a no contexto da “escandalosa concentração da riqueza global”, atribuindo a sua possibilidade à “conivência da gestão pública com os poderes fortes” e, por analogia com o que se passa com o corpo tumulado, apontando-a como processo de morte.

Dilma fala após a vitória

Emocionada, cansada, mas com voz firme, a Presidente reeleita faz um discurso comprometido com mudanças. Ela sabe que a vitória foi muito sofrida e apertada. E parece ter ouvido a voz das ruas e das urnas que clamam por sérias e profundas mudanças, a começar pela Reforma Política, um Pleciscito, o combate determinado à corrupção e a dinamização da Economia – NR

Filha de padre guarda segredo por 25 anos para proteger sacerdócio do pai

Maria Helena de Aguiar N. é uma sobrevivente. Sobreviveu, em silêncio, ao peso de um poderoso estigma, o de ser filha de um padre, da Igreja Católica, que permaneceu na função. Passou 25 dos seus 31 anos soterrada pelo peso da culpa (alheia), até que o noticiário em torno da abertura da igreja para homossexuais e católicos casados fora dos cânones animou-a a prestar este depoimento. A reportagem é de Clovis Rossi, publicada pelo jornal Folha de S.Paulo, 23-10-2014.

Diálogo típico

  Diálogo de cabeças quentes, em tempo de eleição presidencial, entre “X” (tucano, PSDBista) e “Eu” (PTista). Interessante, porque, resumidamente, toca em várias mazelas e valores dos dois partidos agora disputando a Presidência do Brasil. ter, 07/10/2014 – 16:14

O ciclo petista também se fecha

“O Partido dos Trabalhadores parece perder os trabalhadores organizados e desliza para o peemedebismo. Começa a perder viço e programa. O partido precisa se repensar. Com radicalidade. Caso contrário, fará o famoso abraço dos afogados com seu maior adversário até esta eleição: o PSDB”. O comentário é de Rudá Ricci, sociólogo, em artigo no seu blog, 27-09-2014.

A política entre a utopia e a realidade

Leonardo Boff*    –     Antes de abordarmos, sucintamente, a questão complexa da política faz-se mister distinguir, como já fizemos em artigo anterior, a política com P maiúsculo que é a busca comum do bem comum. Dela, todos os cidadãos participam. Existe ainda a política com p minúsculo que consiste na política partidária, que como a palavra sugere, é parte e não o todo. São os agrupamentos políticos com ideologia e projeto (é o que mais nos falta no Brasil) que buscam o poder de estado para a partir dele e de seus aparelhos governar o município, os estados e a federação.

Peçam desculpas à nação

  O que nos leva a esta mensagem em que expresso a posição de várias entidades defensoras dos direitos humanos? Por décadas, esta interrogação angustia o povo brasileiro. Por que em todos os países, como Portugal, Chile, Argentina, Grécia os torturadores e genocidas foram arrastados às barras da Justiça e no Brasil, não?

Desfazendo “mitos” eleitoreiros

Mais uma vez nos encontramos em período eleitoral. E nesta época sempre aparecem os “mitos”, uma vez que os brasileiros costumam discutir política não com a razão, mas com a emoção, com a mesma paixão que discutem futebol nos botequins das esquinas. Neste período, assim como acontece na discussão sobre futebol, aparecem 200 milhões de “cientistas políticos”, cada um pretendendo arrogantemente entender de política mais do que os outros.