A escandalosa falta de ética no Brasil
Leonardo Boff – 16 de julho de 2016 “A Casa Grande e a Senzala são um nicho, produtor de falta de ética: pela relação desigual de senhor e de escravo. O ethos do senhor é profundamente anti-ético: ele pode dispor do outro como quiser, abusar sexualmente das escravas e vender seus filhos pequenos para que não tivessem apego a eles. Nada de mais cruel e anti-ético que isso” – escreve Leonardo Boff, filósofo, teólogo e escritor
No Brasil, pelo menos 24 defensores de direitos humanos foram mortos em 4 meses
Por Camila Boehm, da Agência Brasil, in EcoDebate, 25/05/2016 Pelo menos 24 defensores de direitos humanos foram assassinados no Brasil nos quatro primeiros meses deste ano. Desses, 21 defendiam direitos agrários e faziam parte de movimentos e organizações de luta pela terra. A informação é publicada por Justificando, 24-05-2016.
Juíza remete autos de processo para Sérgio Moro e pede prisão de Lula
A 4ª Vara Criminal de São Paulo enviou os autos do processo que apura se o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva cometeu crime de lavagem de dinheiro para a 13ª Vara Federal de Curitiba (PR). A remessa foi feita na última quinta-feira (28/4). Na ação, o Ministério Público de São Paulo ofereceu denúncia e pediu a prisão preventiva de Lula sob a acusação de que o ex-presidente é o proprietário oculto de um apartamento tríplex no Guarujá, litoral paulista.
“Francisco está revivendo os valores evangélicos no mundo atual”.
Dom Luiz Cappio é bispo de Barra, estado da Bahia, onde passou boa parte de sua vida, primeiro como frei franciscano e desde 1997 como bispo. Filho de imigrantes italianos, assumiu a defesa do Rio São Francisco e do povo que mora em suas margens, como causa inseparável de seu ministério. Entrevista com Dom Luis Cappio
O que Belo Monte delata sobre todos os lados
Quando a narrativa da propina se impõe sobre a da violação de direitos humanos, as contradições em jogo neste momento histórico são denunciadas Eliane Brum – 11 ABR 2016 Fotos: Lilio Clareto . Aqui, Raimunda registrando em fotos a repressão da Força Nacional, numa das barreiras de Belo Monte. E Belo Monte finalmente chegou às manchetes da grande imprensa – e aos corações e mentes dos “cidadãos de bem” deste Brasil – como denúncia.
“O dinheiro é todo lavado da mesma forma”
Sónia Sapage – 04/04/2016 – Foto: Luís Sousa é professor da Univ. de Aveiro. PEDRO CUNHA/ARQUIVO: Luís de Sousa, 42 anos, não vê novidades no modus operandi revelado pelo caso Panama Papers, que envolve um número ainda indefinido de figuras da política, das empresas, do desporto e das artes, em mais um escândalo de dinheiro enviado para offshores naquele país centro-americano. “Isto não é novo”, diz. “Não é a primeira vez que acontece e não há-de ser a última.”
“Na busca da Justiça e da Paz”. Bispos e Magistrados assinam manifesto
06/04/2016 – A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), a Associação dos Magistrados Brasileiros, a Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho e a Associação dos Juízes Federais do Brasil assinaram, na manhã desta segunda-feira, 4 de abril, o manifesto “Na busca da Justiça e da Paz“. Texto pede a união da sociedade civil na superação da intolerância e na busca de soluções que priorizem o compromisso com o interesse comum do país. – A informação foi publicada pela Conferência Nacional dos Bispos do Brasil – CNBB, 04-04-2016.
‘Panama Papers’ atingem políticos de ao menos sete partidos brasileiros
PDT, PMDB, PP, PSB, PSD, PSDB e PTB são as legendas cujos integrantes aparecem na lista Gil Alessi – São Paulo 4 ABR 2016 Foto: O deputado federal Newton Cardoso (PMDB-MG). L. Macedo Ag. Cam. Políticos de ao menos sete partidos brasileiros têm contas em empresas offshores (Clique e veja) no exterior abertas pela companhia panamenha Mossack Fonseca, especializada em camuflar ativos usando companhias sediadas em paraísos fiscais. PDT, PMDB, PP, PSB, PSD, PSDB e PTB são as legendas cujos integrantes aparecem na lista batizada de Panama Papers, onde constam milhares de nomes de titulares de offshores.
Panama Papers, a inundação
Estamos falando de mais de onze milhões e meio de documentos, contratos, memorandos e correios eletrônicos ao longo de 40 anos de intensa atividade offshore Gustavo Gorriti – 4 ABR 2016 Foto: O presidente ucraniano, Petro Poroshenko, dia 31.03. ALEX WONG AFP “Trata-se, na verdade, de uma inundação: mais de onze milhões e meio de documentos, registros, contratos, memorandos, correios eletrônicos que envolvem 40 anos de intensa –e muito crescente—atividade offshore, desde a década de 1970 até os últimos dias do ano passado, produzidos pela Mossack Fonseca, uma empresa que, uma vez expostos a ponta e a base do iceberg, mostra ser muito mais do que um escritório de advocacia…”
Golpe parlamentar não pode ser confundido com impeachment. Entrevista especial com Luiz Moreira
“O processo de impeachment hoje em curso na Câmara dos Deputados é claramente um artifício para dar ares de legalidade a um golpe parlamentar”, afirma o ex-integrante do Conselho Nacional do Ministério Público. A conjuntura dos últimos dias, que tem acentuado a crise política, segue um “roteiro” “por todos conhecido”, o qual envolve uma “aliança” entre o Judiciário, o Ministério Público e a polícia e a mídia, “com o propósito de obter apoio de parcelas da população às chamadas fases da operação Lava Jato”, diz Luiz Moreira à IHU On-Line, na entrevista a seguir, concedida por e-mail. Através desse “pacto”, frisa, está em curso “um projeto que estabelece supremacia do sistema de justiça criminal sobre a democracia”.