Uma trilogia para repensar os consensos que paralisam a esquerda.
Entrevista especial com Jean Tible Patricia Fachin | 26 Janeiro 2017 Num momento em que a esquerda se depara com mais uma crise interna, autores como Antonio Negri e Michael Hardt são referência para muitos grupos, porque “não se omitem em tratar de várias questões polêmicas e fundamentais para repensar a esquerda”, diz Jean Tible, professor do Departamento de Ciência Política da Universidade de São Paulo – USP, em entrevista concedida por e-mail à IHU On-Line. Para Tible, a trilogia de Negri e Hardt, composta pelas obras Império, Multidão e Bem-Estar Comum, é “incontornável para pensar e fazer a esquerda hoje. Não se trata de concordar com as posições que são apresentadas nesses livros, mas eles colocam questões fundamentais e que muitas vezes não estavam colocadas dessa forma”.
«A abolição do celibato obrigatório poderia ajudar»
Entrevista com o teólogo e psicoterapeuta Wunibald Müller Christian Wölfel, em katholisch.de, 15-01-2017 Tradução: Moisés Sbardelotto De acordo com o teólogo e psicoterapeuta Wunibald Müller (na foto), os padres se sentem cada vez mais sozinhos. Por isso, é justo que eles possam viver em uma comunidade, se se quiser ajudá-los.
Papa Francisco: “O perigo em tempos de crise é buscar um salvador que nos devolva a identidade e nos defenda com muros”
Papa Francisco fala sobre Trump: “Não gosto de me antecipar aos acontecimentos. Veremos o que faz” Antonio Caño – Pablo Ordaz – Roma 22 JAN 2017 Foto: O papa Francisco, durante a entrevista. L’Osservatore Romano Na sexta-feira, enquanto Donald Trump tomava posse em Washington, o papa Francisco concedia no Vaticano uma longa entrevista ao EL PAÍS, em que pedia prudência ante os alarmes acionados com a chegada do novo presidente dos Estados Unidos – é preciso ver o que ele faz; não podemos ser profetas de calamidades” –, embora advertindo que, “em momentos de crise, o discernimento não funciona” e os povos procuram “salvadores” que lhes devolvam a identidade “com muros e arames farpados”.
Zygmunt Bauman: “Há muitas maneiras de ser humano”
Nesta entrevista inédita que em 2013 deu ao PÚBLICO, Zygmunt Bauman fala das redes sociais, do Papa, das relações afectivas e da Europa. Vítor Belanciano – 10/01/2017 Foto: Zygmunt Bauman Em Abril de 2013, antecipando a sua vinda a Portugal, mais concretamente ao Festival Literário da Madeira, trocamos impressões, por email, com o sociólogo polaco Zygmunt Bauman, que morreu esta segunda-feira. No final da sua vida era essa a forma preferida de comunicar, porque tinha defi- culdades auditivas. Nessa mesma altura foi editado em Portugal Europa Líquida (Nova Delphi), obra que propunha leituras sobre as transformações provocadas pela globalização na estrutura dos sistemas políticos e na organização social.
Assad: A derrota dos terroristas é a derrota dos países que os apoiam
O presidente sírio Bachar al-Assad explica como o Exército Sírio acaba de infligir uma derrota aos terroristas apoiados por potências imperialistas. Russia Today – 20/12/2016 – Copyleft O anúncio do fim da proibição, por Obama, de enviar armas a terroristas está, portanto, diretamente associado ao ataque contra Palmira e à manutenção de outros terroristas dentro da cidade de Alepo, porque, depois que foram derrotados em Alepo, os EUA e o Ocidente têm de manter as suas forças nesses locais, para isso mantêm seus terroristas por procuração: porque absolutamente não têm interesse algum em resolver o conflito na Síria.
António Guterres comenta os desafios e projetos como novo Secretário-Geral da ONU
30 de Dezembro de 2016 António Guterres entra em funções como secretário-geral das Nações Unidas (ONU) a 1 de janeiro de 2017. Em entrevista exclusiva à SIC, emitida na quarta-feira, 28 de dezembro, no Jornal da Noite, Guterres falou sobre os desafios e projetos para o futuro: “Teria coisas mais fáceis para fazer, mas houve um impulso moral muito forte”. Entre os muitos temas abordados, Guterres classificou o conflito na Síria como um “cancro à escala global”.
“É preciso pensar na matança que ainda hoje ocorre ‘em nome de Deus'”
João Céu e Silva -23/11/2016 Foto: Leonel de Castro/Global Imagens É um dos mais importantes teólogos portugueses, sempre escutado quando as questões religiosas estão na primeira linha do debate. Anselmo Borges lança um exaustivo estudo sobre múltiplos aspetos da religião católica e das outras religiões, respondendo às grandes perguntas da humanidade
Eu não barateio a doutrina do Concílio, eu sigo o Concílio…
Entrevista com o Papa Francisco Stefania Falasca – 19/11/2016 Jubileu, ecumenismo, Concílio: uma entrevista com Francisco às vésperas do fechamento da Porta Santa. “A Igreja não é um time de futebol que procura torcedores.” Publicada: jornal Avvenire 17-11-2016
O papa ao jornal “Repubblica”: “Trump? Não o julgo. Interessa-me apenas se faz sofrer os pobres”.
Eugenio Scalfari– 11/11/2016 No encontro com Eugenio Scalfari, o pontífice exorta os católicos a um novo engajamento na política: “Não pelo poder, mas para derrubar muros e desigualdades”. “Devemos derrubar os muros que dividem: tentar aumentar o bem-estar e torná-lo mais partilhado, mas para conseguir isso precisamos derrubar esses muros e construir pontes que permitam que as desigualdades diminuam e que aumentem a liberdade e os direitos. Maiores direitos e maior liberdade”.
“Não é possível ser católico e sectário.”
Entrevista com o Papa por ocasião da viagem apostólica à Suécia Ulf Jonsson, -1/11/2016 Durante um encontro dos diretores das revistas culturais europeias da Companhia de Jesus, em meados de junho, eu expressei ao Pe. Antonio Spadaro, diretor da La Civiltà Cattolica, um desejo que tinha no meu coração há muito tempo: entrevistar o Papa Francisco às vésperas da sua viagem apostólica à Suécia, no dia 31 de outubro de 2016, para participar da comemoração ecumênica dos 500 anos da Reforma Luterana. Comentário do jesuíta sueco Ulf Jonsson, no texto da entrevista publicada na revista La Civiltà Cattolica, 28-10-2016