Hong Kong é o novo manual de protesto para o século XXI

Manifestação de apoio a Hong Kong em Brisbane, na Austrália. Foto © Andrew Mercer/Wikimedia Commons   Sete Margens – 26/11/2019 “A principal característica do movimento pró-democracia de Hong Kong é que não tem líderes, é horizontal. É o oposto do que aconteceu em 2014 com o movimento dos guarda-chuvas, que terminou com vários de seus líderes na prisão, e isso impede que nos parem.” É desta forma que Woody Tam, uma estudante de 24 anos, descreve o modelo seguido nos protestos de Hong Kong e demonstra o que o distingue dos que o precederam. Tam enfrenta há quatro meses a polícia no campo de batalha da ex-colónia britânica, abalada desde 9 de junho por protestos que nasceram contra a proposta de lei de extradição – retirada formalmente no último dia 23 de outubro – e exigindo eleições com sufrágio universal.

Marcha das Mulheres Indígenas divulga documento final: “lutar pelos nossos territórios é lutar pelo nosso direito à vida”

“Seremos sempre guerreiras em defesa da existência de nossos povos e da Mãe Terra”, afirma documento da mobilização Por Assessoria de Comunicação do Cimi – 15/08/2019 Na terça-feira (13), mulheres indígenas ocuparam Brasília em defesa dos seus direitos. Foto: Tiago Miotto/Cimi Outras Fotos: Andressa Zumpano – CPT/MA e Adi Spezia – Cimi ‘ Após cinco dias de debates e manifestações em Brasília, as representantes de mais de 130 povos indígenas que participaram da I Marcha das Mulheres Indígenas divulgam o documento final da mobilização. “Somos totalmente contrárias às narrativas, aos propósitos, e aos atos do atual governo, que vem deixando explícita sua intenção de extermínio dos povos indígenas, visando à invasão e exploração genocida dos nossos territórios pelo capital”, afirmam no documento.

Cuba. Carta Magna da transformação

Gustavo Veiga – 01 Agosto 2018 –  Foto: Assembleia do Poder Popular aprova vota Constituição / Portal Vermelho O projeto de constituição finalizou uma tarefa de cinco anos, que Raúl Castro iniciou quando criou um grupo de trabalho, lá por 2013. Não é um texto conjuntural. Articula mudanças em vias de consolidação que não apareciam na lei, como as novas formas de propriedade privada e o reconhecimento do papel do mercado. “Cuba passará a ser um Estado socialista de direito”, um conceito novo. Em matéria econômica, são incorporadas outras definições de propriedade diferentes da estatal. O presidente não poderá ultrapassar dois mandatos consecutivos. A reportagem é de Gustavo Veiga, publicada por Página/12, 31-07-2018. A tradução é do Cepat.

O despertar da CNBB

Pedro A. Ribeiro de Oliveira – 28/03/17  Foto: IHU – trabalho – aposentadoria “Foi com alegria que li a nota da CNBB contra o projeto de reforma da previdência, precedida por uma carta pastoral da Diocese de Volta Redonda e uma nota da Província eclesiástica de Belo Horizonte”, escreve Pedro A. Ribeiro de Oliveira, doutor em Sociologia, professor aposentado dos PPGs em Ciências da Religião da Universidade Federal de Juiz de Fora – UFJF e da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais – PUC Minas. 

Encontro dos movimentos populares nos EUA aborda racismo e Trump

Inés San Martín – 22 Fevereiro 2017  Foto: brian_roewe_ncr.jpg A versão regional do Encontro Mundial dos Movimentos Populares do Papa Francisco nos EUA encerrou no domingo em Modesto, Califórnia, com uma forte denúncia do racismo e outras formas de “hierarquia humana”. Também houve críticas ao governo Trump. A reportagem é de Inés San Martín, publicada por Crux, 20-02-2017

Semeadores de mudança: poetas sociais

O ritmo dessa poesia é marcado pelos passos da caminhada rumo a uma alternativa humana face à globalização da indiferença Frei Bento Domingues – 4/12/ 2016 Ecologia e Fé  No passado dia 5 de Novembro, Bergoglio acolheu, em Roma, o 3º Encontro dos Movimentos Populares. No anterior, realizado na Bolívia, ficou claro que sem transformar as estruturas não é possível vida digna para as populações. A luta continua e entusiasma o argentino:“Vós, movimentos populares, sois semeadores de mudança, promotores de um processo para o qual convergem milhões de pequenas e grandes ações interligadas, de modo criativo, como numa poesia. Foi por isso que vos quis chamar poetas sociais”.

Marxistas, comunistas, anarquistas: uma reflexão após a vitória de Trump nas eleições americanas.

Eduardo Hoornaert – 14/11/2016. 1.  Agora que Trump ganhou as eleições para presidente dos Estados Unidos, o quadro das referências políticas fica mais baralhado que nunca. Isso ficou claro na semana passada, quando dois ícones do pensamento da esquerda mundial, o americano Noam Chomsky e o esloveno Slavoj Zizek (FOTO), divergiram em sua avaliação do significado político dessa eleição. O primeiro declarou que, qualquer que seja o resultado das urnas, Trump é ‘um perigo’. O segundo, pelo contrário, perguntado por quem votaria se fosse americano, respondeu sem pestanejar: ‘por Trump’.

O papa ao jornal “Repubblica”: “Trump? Não o julgo. Interessa-me apenas se faz sofrer os pobres”.

Eugenio Scalfari– 11/11/2016 No encontro com Eugenio Scalfari, o pontífice exorta os católicos a um novo engajamento na política: “Não pelo poder, mas para derrubar muros e desigualdades”. “Devemos derrubar os muros que dividem: tentar aumentar o bem-estar e torná-lo mais partilhado, mas para conseguir isso precisamos derrubar esses muros e construir pontes que permitam que as desigualdades diminuam e que aumentem a liberdade e os direitos. Maiores direitos e maior liberdade”.

Os movimentos populares se encontram no Vaticano

Entrevista com João Pedro Stédile Geraldina Colotti – 03 Novembro 2016 Na Foto: Terra. Casa, Trabalho  A partir dessa quarta-feira até o próximo sábado, ocorre no Vaticano o 3º Eencontro Mundial dos Movimentos Populares, desejado pelo papa sobre os temas que lhe são caros: Tierra, Techo y Trabajo, terra, casa e trabalho. Falamos a respeito com João Pedro Stédile, do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), um dos principais organizadores.