Francisco – O Gorbachev da Igreja?

     “O Vaticano, claro, não é o Kremlin. Nem a Cúria o Comité Central. Mas há algum paralelo nas lutas intestinas de todos os aparelhos de poder e nas dinâmicas que os reformadores introduzem em situações de bloqueio. Para não ter o destino de Gorbachev, o Papa precisa de não perder a fé.”

Catálogo das doenças da Cúria

  Anselmo Borges – Estou convencido de que nunca pensaram ter de ouvir o que ouviram. Estavam os cardeais, bispos, monsenhores na bela Sala Clementina, para a saudação natalícia papal. A Cúria — governo e administração central da Igreja — esperaria palavras diplomáticas, alusivas à data. Mas o Papa Francisco veio com o Evangelho, num discurso profético e arrasador.

Papa Francisco à Cúria: Catálogo de possíveis doenças

“O Papa pede um verdadeiro exame de consciência na preparação do Natal. Ao apontar estas quinze doenças ou tentações o Papa Francisco esclarece que não dizem respeito apenas à Cúria Romana, mas são um perigo para qualquer cristão, diocese, comunidade, congregação, paróquia e movimento eclesial.”

Os dias de desvios de dinheiro no Vaticano acabaram

 Em artigo publicado por The Catholic Herald, revista inglesa, 05-12-2014, o cardeak australiano George Pell, prefeito da Secretaria para a Economia vaticana (essencialmente o ministro da Economial), explica a sua missão. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Por que dá medo um Papa que fala mais dos homens do que de Deus?

   Francisco parece interessar-se mais pelas lágrimas dos humilhados do que pela pregação arrogante do fariseu do templo: “Eu não sou como esses pecadores”  “Não é estranho que dentro da Igreja, por parte do poder que prefere que as glórias de Deus sejam mais invocadas do que as fraquezas dos homens, o papa Francisco possa chegar a ser acusado de ter se esquecido do céu para interessar-se demasiadamente sobre a Terra e nesse inferno no qual vivem os milhões de pobres, de exilados, de perseguidos pelas ideologias, dos que sofrem o golpe da fome, da perseguição e o esquecimento.”

Que rei é este?

 Frei Bento Domingues, O.P.                   1. A celebração litúrgica de Cristo Rei foi instituída por Pio XI, em 1925, com as monarquias em crise e as repúblicas em conflito com a Igreja Católica. Tornou-se, depois, a coroa do ano litúrgico que recomeça com o Advento, ritmando o infindável acontecer da graça divina – simbolizado na Liturgia – que atinge todos os tempos e lugares, como fonte de libertação das nossas servidões mentais e afectivas, antigas ou novas, materiais, culturais ou religiosas. Sem um programa libertário, o ciclo litúrgico anual dará a ideia do eterno retorno do mesmo.