Ênfase do Papa sobre os pobres revive teologia desprezada

   Seis meses depois de se tornar o primeiro pontífice latino-americano, o Papa Francisco convidou um sacerdote octogenário do Peru para uma conversa privada em sua residência no Vaticano. Não listada na programação do papa, o encontro em setembro de 2013 com o sacerdote, Pe. Gustavo Gutiérrez, logo se tornou público – e foi rapidamente interpretado como uma mudança definidora da Igreja de Roma.

A Igreja e o processo de abertura que nunca acaba

Roberto Zwetsch: “Francisco defendeu que a igreja dos pobres é mais que uma categoria sociológica, filosófica ou política. Ela tem um significado teológico, pois ‘Deus manifesta sua misericórdia a eles’”, afirma o teólogo.

Assassinado no altar

Em Fevereiro de 2015, o papa Francisco venceu as manobras dos cardeais adversários de Óscar Romero. “O episcopado salvadorenho estava dividido. João Paulo II aconselhava o arcebispo a manter uma posição equilibrada, pois não se podia pensar apenas em defender a justiça, mas também em evitar que uma vitória revolucionária colocasse a Igreja em dificuldade. A defesa do equilíbrio é também a preocupação do Arcebispo, mas não coincidia com o calculismo do Papa.”

“A opção pelos pobres de Francisco não é de esquerda”.

O padre Juan Carlos Scannone, SJ, encontra-se em Madri convidado pelas duas instituições da Companhia de Jesus, o centro Entreparéntesis e a revista Razón y Fe. Este jesuíta argentino foi professor de Jorge Mario Bergoglio, hojePapa Francisco, que mais tarde seria seu provincial e companheiro de comunidade durante vários anos.

DOM HELDER CAMARA, IRMÃO E PROFETA

EM COMEMORAÇÃO AO DIA DE NASCIMENTO DO DOM – 27/08/1999 – 27/08/1999             “Em toda sua vida, Helder Câmara deixou-se modular por Deus. Que Deus? O Deus dos pequenos, dos pobres, dos maltrapilhos, dos sem terra, sem teto, sem roupa, sem participação no assim chamado progresso do mundo. É o Deus dos povos da América Latina, chamada por Dom Helder de “a vila cristã do mundo pobre”.”

O segredo do poder do capitalismo (III) e a “sobrevivência” da Teologia da Libertação

Recentemente (08/08/14), a Adital publicou uma entrevista com Clodovis Boff que gerou várias reações, escritas ou não. Perguntado se a Teologia da Libertação ainda vive e se ainda faz sentido nos dias de hoje, C. Boff respondeu, com certa razão, que “Sim, existem teólogos da libertação que se reúnem e escrevem. Mas seu declínio como tendência à parte é inegável. A meu ver, a Teologia da Libertação “prescreveu” historicamente. Deu o que tinha que dar: conscientizar a Igreja sobre a opção preferencial pelos pobres.”