Quando a igreja brasileira redescobre Ibiapina

Eduardo Hoornaert – 11/09/2019. Dois sacerdotes que atuam na Paraíba, Ernando Teixeira e José Floren, lançaram recentemente um livro, intitulado ‘Padre Ibiapina por nossos bispos, Textos episcopais’ (Ideia Editora, João Pessoa, 2019, ISBN 978 85 463 0418 9). Um livro que, em sua modéstia, é marca de uma passagem histórica. Quatorze bispos, na maioria nordestinos, redescobrem Ibiapina e, com ele, as fundas raízes da tradição católica neste país. O que hoje é um vislumbre, pode ser amanhã alavanca de grandes transformações. A importância da redescoberta de Ibiapina e, portanto, dos quatorze testemunhos episcopais reunidos nesse livro, se realça melhor quando situamos essa figura diante de um amplo painel histórico. Duas forças históricas modelam as religiões, desde tempos imemoráveis: a devoção (a fé) e a instituição. A primeira na origem, a segunda como sustentáculo indispensável.

“O Papa tem um espírito radical”. Conversa com Michel Löwy

 Emilce Cuda, 10 Julho 2019 Foto: Michel Löwy, autor de Cristianismo de la Liberación. / Pagina12 “O Papa Francisco, embora tenha suas raízes na cultura cristã da libertação latino-americana, combinado com a teologia católica progressista argentina da Teologia do Povo, em um certo momento, vai além, é mais radical, mais antissistêmico”, afirma Michel Löwy, neste diálogo realizado em seu apartamento, em Paris. A reportagem-entrevista é de Emilce Cuda, publicada por Página|12, 09-07-2019. A tradução é do Cepat.

Por “uma Igreja com rosto amazônico e com rosto indígena”. O Sínodo Pan-Amazônico e a busca de um novo paradigma de evangelização.

Entrevista especial com Paulo Suess Por: Patricia Fachin | 11 Maio 2018 Foto: Cronica Viva A busca de novos caminhos para a evangelização, especialmente das comunidades indígenas que vivem na Amazônia, mote que orienta o Sínodo Pan-Amazônico a ser realizado em outubro de 2019, significa a “busca de um novo paradigma para a evangelização”, “porque, mesmo depois de 500 anos, nos caminhos da primeira evangelização ainda há entulho teológico-pastoral da época do império e da colonização, impedindo que se forje uma Igreja autóctone”, diz Paulo Suess à IHU On-Line, ao comentar o sentido da convocatória feita pelo papa Francisco.

O Sagrado e a crítica

Anselmo Borges, 15/12/2017 Foto: Crítica teatral – O que restou do Sagrado Ai de nós se não houvesse críticos da religião, que chamam a atenção para aspectos das religiões tantas vezes ridículos, supersticiosos e inumanos! Assim, o crente até com a crítica soez e boçal saberá aprender, para exprimir o sentido correto dos textos, aplicando os métodos científicos, exegético-hermenêuticos.

No dia de São Francisco, eis que o novo Francisco abraça toda a humanidade

Mauro Lopes –  4 de outubro de 2017   O Papa Francisco é como o primeiro Francisco, cujo 791º aniversário de passagem celebramos hoje: amor à vida, amor às pessoas, amor ao planeta. Como o primeiro, o Francisco de agora recebeu uma missão: “Vai, e reconstrói a minha Igreja, que está em ruínas”. É o que está fazendo. Enfrenta aqueles que dominaram a Igreja anos e anos a fio, ricos e amantes da Lei, como os fariseus do tempo de Jesus.

Francisco em Fátima (1)

Anselmo Borges, 26/05/2017 Grande injustiça fazemos a Deus e à sua graça, quando se afirma em primeiro lugar que os pecados são punidos pelo seu julgamento, sem antepor – como mostra o Evangelho – que são perdoados pela sua misericórdia. Devemos antepor a misericórdia ao julgamento. Naturalmente, a misericórdia de Deus não nega a justiça. Em todo o caso, o julgamento de Deus será sempre feito à luz da sua misericórdia.”

O empobrecimento da teologia

José Maria Castillo – 16 Maio 2017 Foto: logomarca-teologia. Fonte: Pixabay “O controle de Roma sobre a teologia foi muito forte, desde o final do pontificado de Paulo VI até a renúncia ao papado por Bento XVI. O resultado foi tremendo: na Igreja, nos seminários, nos centros de estudos teológicos, há medo, muito medo. E bem sabemos que o medo bloqueia o pensamento e paralisa a criatividade”, escreve o teólogo espanhol José María Castillo, em artigo publicado por Teología Sin Censura, 13-05-2017.

Concretizações do modo simples de rezar

Abílio Louro de Carvalho – 06/03/2017 A entrada na Quaresma, marcada ritualmente pela imposição as cinzas, remete-nos para a nossa condição de pecadores. Esquecemo-nos muito facilmente de que, embora pelo nosso estatuto de pessoas humanas, somos imagem de Deus e nos devemos considerar vocacionados a ser “semelhança de Deus” (cf Gn 1,26.27), nem por isso deixamos de ser “pó”, a ele havendo de “tornar” (cf Gn 3,19), sobretudo se não alimentarmos a relação com Deus e seguirmos caminhos desviantes e iníquos.

FÁTIMA DÁ PARA TUDO (2)

O que atrai os peregrinos é o testemunho de algo fantástico reconhecido como sagrado Frei Bento Domingues, O.P. in Público 26.02.17 Foto: Jornal O Povo “O que os pastorinhos disseram e as circunstâncias das suas narrativas podem ser estudadas. A credibilidade humana de todas essas declarações é assunto de investigação. É normal que surjam interpretações diferentes. O que nenhum católico está obrigado a acreditar é no carácter sobrenatural dessas manifestações marianas, as chamadas mariofanias. As declarações eclesiásticas de que o fenómeno de Fátima é digno de crédito, não podem ser acrescentadas ao Credo. São de outra ordem.Poderá então perguntar-se: tantos milhões que vão a Fátima andaram enganados?”

De Osorno aos nossos cardeais em Roma

  Somos muitos, leigos e pessoal consagrado, os que pensamos que, enquanto não se resolver o chamado “Caso Barros” não nos parece oportuna a visita de Sua Santidade à terra chilena Redação, 21 de fevereiro de 2017 Foto: Protesto contra Barros em Osorno “Seria imprudente forçar uma visita do Santo Padre”  “Don Juan Barros, foi discípulo do pederasta Fernando Karadima”