Teólogos e recasados

“A primeira é que as palavras de Jesus “Não separe o homem o que Deus uniu” têm de ser lidas no seu contexto. Elas dizem directamente respeito ao marido, que podia abandonar a mulher por qualquer motivo, até porque viu outra mais bonita. São, pois, palavras dirigidas primariamente à “defesa da mulher”. ANSELMO BORGES – 12 junho 2015

Padres casados e diaconisas acrescentariam “dinamismo”, diz assessor do Vaticano

Christa Pongratz-Lippitt  “Padres casados e diaconisas devem ser reintroduzidos o mais rápido possível. Isso traria um novo dinamismo à Igreja”, disse Dietmar Winkler, futuro reitor da Faculdade de Teologia Católica da Universidade de Salzburgo, ao jornal austríaco Salzburger Nachrichten em entrevista durante o Festival de Salzburgo.

Sínodo da família: apresentadas as diretrizes para a sessão ordinária

O Instrumento de trabalho do Sínodo ordinário sobre a família foi apresentado na manhã desta terça-feira (23/06) na Sala de Imprensa da Santa Sé. O documento inclui a Relatio Synodi – texto conclusivo do precedente Sínodo realizado em outubro de 2014 –, integrado com a síntese das respostas ao questionário proposto no decorrer do ano a todas as Igrejas no mundo.

Novos olhares sobre o casamento (2)

“As instituições da pastoral familiar da Igreja ganham em realismo sendo elaboradas com os noivos e os casais, nas suas diversas metamorfoses. Não se trata de relativismo, do vale tudo, mas da fidelidade à perspectiva de Cristo perante as instituições mais sagradas: O sábado é para o ser humano, não o ser humano para o sábado.”

“Deus queria que eu fosse um padre casado”, diz ex-sacerdote católico

O ex-padre católico Alberto Cutié com a mulher, Ruhama, e os filhos, Albert e Camila  “Sou um padre melhor como um homem casado”, diz Alberto Cutié. Apesar de não questionar o desempenho dos sacerdotes casados, dom Antonio defende a disponibilidade que o celibato promove e não acha que a sexualidade seja um problema para os padres. “É mais difícil viver a sexualidade no casamento do que no celibato”, diz.

Novos olhares sobre o casamento

 Jesus de Nazaré rejeita apenas a família como um mundo fechado, esquecida do nosso parentesco universal.   Nos séculos I-III, o casamento era uma questão terrena que se procurava viver em espírito cristão: casava-se no “Senhor”, sem cerimónias próprias. Os cristãos casavam-se como os não cristãos: uns, segundo os ditames do Direito Romano, outros conforme os costumes locais (o direito consuetudinário). O grande cuidado a ter era com os ritos e sacrifícios pagãos que estivessem em contradição com a mensagem cristã.

“Também muitos fiéis querem as uniões civis gays. É preciso que a Igreja aceite este desafio”, afirma cardeal Kasper

“Um estado democrático deve respeitar a vontade popular. Isto me parece claro. Se a maioria do povo quer estas uniões civis é um dever do Estado reconhecer tais direitos. Mas não podemos esquecer que também uma legislação semelhante, ainda que distinguindo entre o matrimônio e as uniões homossexuais, reconheça a tais uniões mais ou menos os mesmos direitos das famílias formadas por um homem e uma mulher. Isto tem um impacto enorme sobre a consciência moral das pessoas. Cria uma certa normatividade. E para a Igreja torna-se ainda mais difícil explicar a diferença”.