A MULHER NA IGREJA
Anselmo Borges – 8 de Março de 2020 – Foto: Daqui Neste Dia Internacional da Mulher, retomo o que já aqui escrevi em 2011: “As mulheres têm motivo para estar zangadas com a Igreja, que as discrimina. Jesus, porém, não só não as discriminou como foi um autêntico revolucionário na sua dignificação, até ao escândalo.”
Documento do Sínodo da Amazônia propõe ordenação de homens casados, pede diaconato para mulheres e conceitua ‘pecado ecológico’
Texto propõe que o desrespeito à natureza seja visto como uma nova forma de pecado, por representar um desrespeito ao Criador. Por Filipe Domingues, G1 – 26/10/2019 Foto: Encontro do Papa com bispos no encerramento do Sínodo — Vaticano/Divulgação O documento final do Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia, que terminou neste sábado (26), diz que a defesa da Amazônia depende de uma verdadeira “conversão ecológica e cultural”, passando pelo combate ao “pecado ecológico”. Embora o Papa Francisco já tivesse mencionado a “conversão ecológica” em sua encíclica “Laudato Si’”, de 2015, o conceito de “pecado ecológico” foi elaborado durante o Sínodo: propõe-se que o desrespeito à natureza seja visto como uma nova forma de pecado, por representar um desrespeito ao “Criador”, ou seja, Deus, e à sua obra, que são o planeta Terra e todos seres.
“A pessoa mais lúcida do Sínodo é o Papa, e isso nos deu esperança”, afirmam os indígenas presentes na sala sinodal.
Luis Miguel Modino – 25 Outubro 2019 Os povos indígenas entendem a realidade de uma maneira diferente, são capazes de perceber detalhes que escapam aos filhos de outras culturas. Portanto, é importante tentar descobrir o que o Sínodo para a Amazônia, o primeiro em que os representantes dos povos originários tiveram voz na sala sinodal, significou para eles, que nunca sonharam em participar de um momento simulado. A reportagem é de Luis Miguel Modino.
Sínodo recomenda ordenar homens já casados — na Amazónia
. Clara Barata – 26 de Outubro de 2019 Foto: Papa Francisco com uma comunidade indígena da Amazónia no Vaticano VATICAN MEDIA/REUTERS Papa Francisco anuncia que vai convocar comissão para analisar questão de ordenar mulheres como diaconisas. O documento final do Sínodo da Amazónia, que decorreu no Vaticano, recomendou formalmente ao Papa Francisco que levante a restrição em vigor há mil anos de ordenar homens já casados como padres – mas apenas na região da bacia amazónica, e para combater uma escassez de padres. No entanto, abre-se uma porta relativamente ao celibato dos padres que poderá vir a tornar-se revolucionária. As zonas remotas da Amazónia poderão tornar-se um laboratório para testar como alargar esta abertura ao resto da comunidade dos fiéis da religião católica.
Dom Cláudio Hummes coloca padres casados e mulheres em pauta no Sínodo sobre a Amazônia
John L. Allen Jr. – 08 Outubro 2019 – Foto: Card. Cláudio Hummes, Vatican Media Sem perder tempo, o relator geral do Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia, convocado pelo Papa Francisco, deu o pontapé inicial do evento nessa segunda-feira de manhã, colocando as questões dos padres casados e do papel da mulher, muito disputadas, diretamente sobre a mesa da assembleia. A reportagem é de John L. Allen Jr., publicada por Crux, 07-10-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Fim da lei do celibato dos padres?
Anselmo Borges, 22/06/2019 Foto: Padre, com esposa e filho / Centro de Vocações Anglicanas do Brasil Se no próximo Sínodo sobre a Amazónia, “os bispos concordassem em ordenar homens casados, o Papa, na minha opinião, aceitaria essa posição. O celibato não é um dogma, não é uma prática inalterável”. (cardeal Walter Kasper) Isso não seria nada de extraordinário. De facto, no catolicismo de rito oriental, continua a ordenação de casados e os padres anglicanos casados que se convertem são aceites na Igreja católica na condição de casados. Mais importante: a lei do celibato, como ficou dito, não é um dogma de fé, mas uma medida disciplinar.
A virada corajosa do Papa Bergoglio
Dacia Maraini – 06 /02/2019 Foto: Vatican News A ‘bênção’ da sexualidade por parte do Papa é uma declaração mais revolucionária do que possa parecer. Essa abertura tão explícita começa a abalar a desconfiança com a qual o catolicismo (e não somente este) sempre tratou o prazer, como um obstáculo à espiritualidade. Considerando, em vez disso, sua compressão, um meio para a ascese.” Vou partir dessa observação do jornalista Marnetto, que envia por e-mail suas reflexões muitas vezes sábias e profundas. O artigo é de Dacia Maraini, publicado por Corriere della Sera em 05-02-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.
Permitir aos padres apaixonados que se casem. Francisco pondera uma grande virada
Carlo Di Cicco – 23/10/2018 – Foto: Daqui Não se trata de vê-lo como remédio contra a pedofilia, mas como uma escolha para garantir sacerdotes apaixonados por sua vocação em tempo integral com outros casados em apoio do ministério e da própria família. Um livro deixa entender que, talvez, tenha chegado à hora certa para uma decisão do papa esperada por todos. O problema será abordado em 2019 no Sínodo sobre a Amazônia A reportagem é de Carlo Di Cicco, vaticanista, publicada por Tiscali, 22-10-2018.
Francisco: “O sexo? Um dom de Deus e não um tabu”
Salvatore Cernuzio – 19 Setembro 2018 Foto: Vatican News O sexo é “um dom de Deus” e não “um tabu”, muito menos essa coisa “reificada” e “usada para se divertir”, como quer a pornografia. O serviço aos pobres, que está “no coração do Evangelho” e sobre o qual basta dizer que é uma questão de “comunistas”, como se dizia em 68. Em seguida, a corrupção, que “acaba não deixá-lo viver para si mesmo, mas para fazer você viver ‘pelos bolsos’” e para “amputar os ideais”.