Jesus quis um clero como o que temos?
“É necessário preparar uma Igreja do futuro, que seja menos ‘clerical’, mas mais ‘evangélica’” José Maria Castillo – 18 de maio de 2018 – Fopto: Periodista dgital Tradução: Orlando Almeida “A palavra ‘clero’ não aparece no Novo Testamento. Esse termo foi introduzido provavelmente por alguns escritores cristãos, no século III. Como se sabe, a palavra clero vem do grego kleros, que significa ‘lote’, no seu sentido original de parte da ‘herança’.1 A partir daí ‘clero’ passou a ser entendido como um grupo ou conjunto de pessoas ‘privilegiadas’ ou isentas de impostos e de outras obrigações, privilégios que foram concedidos à Igreja, especialmente a partir do ano 313, em razão da chamada conversão do imperador Constantino (Peter Brown, ‘Por el ojo de una aguja [Pelo buraco de uma agulha], Barcelona, Acantilado, 2016, 103-104).”
Sexo e ministério ordenado: realidade negada, silêncio imposto, comunhão fictícia. Artigo de Andrea Grillo
“Sem o encontro com a família, com o Povo de Deus, a teologia corre o grande risco de se tornar ideologia”. Andrea Grillo – 04/06/2018- Imagem: Pixabay – Mulheres na Igreja bizantina “Uma Igreja viva fala e discute, até sobre as coisas mais fundamentais. Assim, ela poderá gerar silêncio: o silêncio da comunhão, não o silêncio da imposição. A inteligência da fé nunca pode se contentar com tal silêncio imposto: deve produzir o silêncio da comunhão através do diálogo e do debate.” A opinião é do teólogo italiano Andrea Grillo, professor do Pontifício Ateneu Santo Anselmo, em Roma, do Instituto Teológico Marchigiano, em Ancona, e do Instituto de Liturgia Pastoral da Abadia de Santa Giustina, em Pádua. O artigo foi publicado em Come Se Non, 02-06-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Apostar no génio
Numa grande obra de arte, está inscrita uma abertura à transcendência. Frei Bento Domingues Público, 03.06.2018 Jesus foi educado num mundo em que a própria religião se tinha tornado a cadeia dos que não tinham defesa. Ele era um leigo. Não tinha frequentado nenhuma das escolas famosas da época, mas a sua experiência de Deus mostrou-lhe que nem da religião nem das leis sociais vigentes se podia esperar o Reino da alegria. Jesus de Nazaré desfatalizou a história. Nada tem de ser como está.
‘PADRE CASADO’ E ESPOSA QUEBRAM O SILÊNCIO E LANÇAM LIVRO EM FORTALEZA
O teólogo Geraldo Frencken e a educadora Claudete da Silva Morais Frencken escreveram um relato sobre suas vidas, visando contribuir com o diálogo sobre o o tema ‘padre casado’ e a esposa. No dia 15 de junho de 2018, às 19h, no Centro Pastoral Maria Mãe da Igreja, será lançado o livro: “Quebrando o silêncio. Um relato vivencial”. A obra busca promover a reflexão com a sociedade e a Igreja sobre o ‘padre casado’ e a esposa. Dados mais recentes falam de cem mil ‘padres casados’ pelo mundo, dos quais em torno de oito mil no Brasil: homens que, com as esposas, teimam em pensar diferente sobre modelos pré-estabelecidos e, geralmente, pouco conversáveis tanto pelo mundo clerical como pela Igreja em geral, quanto pela sociedade.
EUA: Secretário de Estado, Mike Pompeo, vai promover reunião internacional sobre a liberdade religiosa no mundo
PA| Departamento de Informação da Fundação AIS – 4-6-2018 O Secretário de Estado norte-americano Mike Pompeo vai promover uma cimeira “ao mais alto nível” sobre a liberdade religiosa no mundo, colocando assim esta questão de direitos humanos no centro da agenda dos EUA. Esta reunião, inédita, terá lugar em Washington nos dias 25 e 26 de Julho, e juntará diplomatas de diversos países que, tal como os Estados Unidos, defendem a liberdade religiosa como um direito fundamental e inalienável do ser humano.
Meio ambiente, encontro dos gigantes da energia no Vaticano
ANDREA TORNIELLI, 02/06/2019 – CIDADE DO VATICANO Tradução: Orlando Almeida Reunião de cúpula de dois dias a portas fechadas das multinacionais do petróleo e do gás, organizado pela Universidade Notre Dame. Previsto também um encontro com o Papa
Ladaria e o sexo feminino: teologia de autoridade com uma ”ratio” demasiadamente frágil. Artigo de Andrea Grillo
Andrea Grillo – 31 Maio 2018 Imagem: Come se non “É preciso explicar não só ‘que’ todos os 12 eram homens, mas, acima de tudo, ‘por que’ Jesus teria dito e desejado que fossem ordenados apenas batizados do sexo masculino. Pensar em resolver tal questão com a referência insubstituível ao ‘masculino’ para a ‘representação de Cristo esposo’ parece ser um caminho frágil demais, que, liturgicamente, é objeto de ampla discussão.” A opinião é do teólogo leigo italiano Andrea Grillo, professor do Pontifício Ateneu Santo Anselmo, em Roma, do Instituto Teológico Marchigiano, em Ancona, e do Instituto de Liturgia Pastoral da Abadia de Santa Giustina, em Pádua. O artigo foi publicado em Come Se Non, 30-05-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
O caráter definitivo da doutrina da “Ordinatio sacerdotalis”. A propósito de algumas dúvidas. Artigo de Luis Ladaria
Luis Ladaria – 31 Maio 2018 Foto: Daniel Ibañes – ACI Digital “Cristo quis conferir o sacramento da ordem aos 12 apóstolos, todos homens, que, por sua vez, comunicaram-no a outros homens. A Igreja sempre se reconheceu vinculada a essa decisão do Senhor, que exclui que o sacerdócio ministerial possa ser validamente conferido às mulheres.” A opinião é do cardeal espanhol Luis Ladaria, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, publicada em L’Osservatore Romano, 30-05-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Chile, as palavras do papa sobre gays e as diretrizes as esquecidas de Wojtyla
O caso chileno demonstra – não apenas no país sul-americano – a existência de sérios problemas no discernimento vocacional nos seminários, e no processo de nomeação dos bispos ANDREA TORNIELLI – CIDADE DO VATICANO 30/05/2018 Foto: Sacerdotes Tradução: Orlando Almeida “O problema maior, profundo e ao qual ainda não foi dada resposta adequada diz respeito à imaturidade afetiva dos candidatos ao sacerdócio, que, se não são homens ‘resolvidos’ e maduros na sua afetividade – sejam eles heterossexuais ou homossexuais – se verão condicionados pela sua imaturidade afetiva nas relações com os outros.”
FILHOS DE PADRES QUE OS PAIS NÃO ASSUMIRAM
Sacerdotes católicos fazem voto de celibato quando são ordenados. Mas quando eles quebram esse voto, os seus filhos são deixados a viver uma mentira Por MARY ORMSBY e SANDRO CONTENTA – 17/04/2018 FOTO: Da esquerda: Susan Zopf, Michelle Raftis e Janusz Kowalski são filhos de padres católicos que quebraram o voto de celibato. Cada um deles lutou com a culpa de um segredo sufocante, assim como com as tensões financeiras e emocionais de ser abandonado pelo seu pai biológico. (Toronto Star photo illustration) Tradução: Orlando Almeida