Padre acusado de abusos tenta barrar filme sobre pedofilia em Berlim

  AFP – 08/02/2019 Um padre francês acusado de abusos contra mais de 80 jovens tenta adiar a estreia de um filme, apresentado nesta sexta-feira (8) no Festival de Berlim sobre um escândalo de pedofilia na Igreja Católica francesa, que também envolve um cardeal. O diretor François Ozon rodou no ano passado o filme “Grâce à Dieu” (Graças a Deus), que relata a criação da associação de vítimas “La Parole Liberée” (A Palavra libertada),  fundada em Lyon (centro-leste da França) em 2015 por ex-escoteiros que sofreram abusos de um padre pedófilo, Bernard Preynat.

A virada corajosa do Papa Bergoglio

Dacia Maraini – 06 /02/2019  Foto: Vatican News A ‘bênção’ da sexualidade por parte do Papa é uma declaração mais revolucionária do que possa parecer. Essa abertura tão explícita começa a abalar a desconfiança com a qual o catolicismo (e não somente este) sempre tratou o prazer, como um obstáculo à espiritualidade. Considerando, em vez disso, sua compressão, um meio para a ascese.” Vou partir dessa observação do jornalista Marnetto, que envia por e-mail suas reflexões muitas vezes sábias e profundas. O artigo é de Dacia Maraini, publicado por Corriere della Sera em 05-02-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Visita do papa a Abu Dhabi levou mensagem de união e de respeito mútuo

Gauthier Vaillant – 05 Fevereiro 2019 Foto: Papa saúda Ima / Vatican News A visita de Francisco “é um encorajamento para buscar as coisas que temos em comum”, disse a ministra da Cultura e Desenvolvimento do Conhecimento dos Emirados Árabes Unidos. A reportagem é de Gauthier Vaillant, publicada em La Croix International, 05-02-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Papa: a Declaração que assinei com o Grão Imame aplica o Concílio

Francisco no voo de retorno dos Emirados, conversa com os jornalistas: o Documento sobre a Fraternidade Humana é um passo avante que vem do Vaticano II. Sobre a carta de Maduro: ainda não li, mas toda mediação deve ser aceita pelas duas partes. Andrea Tornielli – Do voo de Abu Dhabi a Roma – 05/02/2019 – Foto: Daqui “Foi uma viagem muito breve, mas para mim foi uma experiência grande. Penso que toda viagem seja histórica e também que cada dia nosso seja para escrever a história cotidiana. Nenhuma história é pequena. Toda história é grande e digna. E mesmo se for feia, a dignidade está escondida e sempre pode emergir.” Com estas palavras o Papa Francisco introduziu a sua longa conversa com os jornalistas que o acompanharam aos Emirados. O Papa falou muito sobre o diálogo com os muçulmanos, mas também respondeu a perguntas sobre a Venezuela e sobre a carta enviada, ao Vaticano, por Nicolás Maduro, bem como sobre os abusos dos clérigos contra religiosas.

Papa aos líderes religiosos: “Ou construímos o futuro juntos ou não haverá futuro”

  Vatican News  – 05/02/2019 Não há tempo a perder. E muito menos alternativas. Chegou o momento em que as religiões “devem se empenhar mais ativamente, com valor e audácia, com sinceridade, em ajudar a família humana a amadurecer a capacidade de reconciliação”. Durante o encontro com 700 líderes religiosos de todas as confissões, em uma atmosfera de dia histórico, o Papa Francisco fez um forte chamado deAbu Dhabi: “ou construímos o futuro juntos ou não haverá futuro”. O Pontífice elogia os Emirados Árabes Unidospela sua tolerância. Lembra o que é a plena liberdade de fé. E destaca: “que os direitos fundamentais sejam sempre respeitados”. A reportagem foi publicada por Vatican News, 04-02-2019. A tradução é de Graziela Wolfart.

Do Panamá para Portugal

Pe. Anselmo Borges. 02/02/2019 Foto: Jornal O São Paulo “O cristianismo não é um conjunto de verdades nas quais se tem de acreditar, de leis que se tem de cumprir ou de proibições. Assim, é repugnante. O cristianismo é uma Pessoa que me amou tanto que reclama e pede o meu amor. O cristianismo é Cristo e é amar com o mesmo amor com que ele nos amou.”

Na visita a Emirados Árabes, Papa Francisco fala à ‘periferia’ católica

Um milhão de fiéis no país da Península Arábica são estrangeiros; monarquia não autoriza proselitismo religioso fora do Islã Richard Furst, especial para O Globo – 04/02/2019 Foto: Richard Furst – Visita do Papa agitou comunidade católica nos Emirados Árabes, formada principalmente por indianos e filipinos que trabalham no país. — A fraternidade humana exige de nós, representantes das religiões, o dever de banir qualquer nuance de aprovação da palavra guerra — disse o Papa Francisco. —  Em nome de Deus, é necessário condenar sem hesitação toda forma de violência, porque usar o nome de Deus para justificar o ódio e a violência contra o irmão é uma grave profanação.

“Ora et labora”, a face surpreendente da Igreja no berço do Islão

  GIANNI VALENTE –  01/02/2019 Foto: A mesquita de Abu Dhabi dedicada a Maria, “mãe de Jesus” / Daqui Tradução: Orlando Almeida Nos Emirados e em outros países da Península Arábica, a ordem estabelecida, de matriz islâmica, funcionou como cenário para um fenômeno singular de florescimento eclesial. E a aproximação amistosa de Francisco com os irmãos islâmicos parece estar em harmonia com a perspicácia apostólica dos bispos católicos que atuaram naquelas terras nas últimas décadas.

FRANCISCO DE ASSIS E O SULTÃO AL-KAMIL

Anselmo Borges, 27/01/2019 – Foto: ofm.org.br Neste ano de 2019, há, entre muitas outras, uma data altamente importante: em 1219, Francisco de Assis, em plena quinta cruzada, foi ao encontro do sultão do Egipto, o sultão Al-Kamil, faz este ano 800 anos. Recordando este acontecimento histórico, com a sua mensagem de tolerância, diálogo e compromisso com a paz, o arcebispo de Lahore, no Paquistão, também presidente da Comissão Nacional para o Diálogo Inter-religioso e o Ecumenismo, da Conferência Episcopal do Paquistão, presidiu, no passado dia 12, a um encontro de cristãos e muçulmanos. Aí foi lembrado que Francisco e Al-Kamil “defenderam a paz e a tolerância no meio da atmosfera de guerra e conflito durante as cruzadas. Deram um exemplo de diálogo inter-religioso e de compreensão mútua”.

”Temo o derramamento de sangue na Venezuela. No confessionário, entendi o drama do aborto.” Entrevista com o Papa Francisco no voo de volta do Panamá

 Domenico Agasso Jr – 28/01/2019 – Foto: O SãoPaulo  Antes das perguntas dos jornalistas para a tradicional coletiva de imprensa no voo papal, o diretor da Sala de Imprensa da Santa Sé, Alessandro Gisotti (que estreia nesse papel em um voo do papa), mostra uma folha com um texto escrito à mão: “Não será um documento que entrará no magistério do papa, mas é um documento de que o senhor, Santidade, gosta muito. Esta é uma canção escrita por uma jovem de Honduras, Marta Ávila”. É “contra o bullying”. Foi “um pouco o sinal de um encontro do papa com a Scholas Occurrentes. Isso para dizer como também esteve presente” na Jornada Mundial da Juventude “o elemento da dor desses jovens, assim como o da alegria que vimos em tantas ocasiões”. A reportagem é de Domenico Agasso Jr., publicada em Vatican Insider, 28-01-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.