Teólogas da Índia afirmam que mulheres diaconisas poderiam criar progresso e retrocessos na Igreja

Rita Joseph, 14/08/2019 Tradução: Orlando Almeida  Com a diminuição das vocações ao sacerdócio, especialmente no Ocidente, o grito por mulheres diaconisas está se tornando sempre mais forte, se bem que há o perigo de que, com diáconos de ambos os sexos, se reforce ainda mais o clericalismo na igreja. O Papa Francisco não se opôs totalmente à ideia. Ele afirmou que  não pode ordenar mulheres como diaconisas sem um fundamento histórico e teológico. O artigo, de Rita Joseph, foi publicado no National Catholic Reporter  em 14/08/2019

Marcha das Mulheres Indígenas divulga documento final: “lutar pelos nossos territórios é lutar pelo nosso direito à vida”

“Seremos sempre guerreiras em defesa da existência de nossos povos e da Mãe Terra”, afirma documento da mobilização Por Assessoria de Comunicação do Cimi – 15/08/2019 Na terça-feira (13), mulheres indígenas ocuparam Brasília em defesa dos seus direitos. Foto: Tiago Miotto/Cimi Outras Fotos: Andressa Zumpano – CPT/MA e Adi Spezia – Cimi ‘ Após cinco dias de debates e manifestações em Brasília, as representantes de mais de 130 povos indígenas que participaram da I Marcha das Mulheres Indígenas divulgam o documento final da mobilização. “Somos totalmente contrárias às narrativas, aos propósitos, e aos atos do atual governo, que vem deixando explícita sua intenção de extermínio dos povos indígenas, visando à invasão e exploração genocida dos nossos territórios pelo capital”, afirmam no documento.

Cem mil sacerdotes (seis mil na Espanha) secularizaram-se depois do Vaticano II

A ‘via crucis’ dos padres que deixam a batina no século XXI    David Noriega – 13/08/2019 |   Foto: O Papa Francisco visitou vários padres casados em Roma /  VaticanNews Tradução: Orlando Almeida Os sacerdotes têm de  responder a perguntas sobre “toda a sua vida. Se estavam enamorados. Se cumpriram o voto de castidade. Coisas de confessionário”, diz um padre secularizado. Ao receberem a dispensa,  são proibidos de ensinar religião e de ajudar na Missa e são aconselhados a “ficar longe dos lugares onde o seu estado anterior é conhecido”. O tempo depende de cada caso: podem ser meses ou anos. “Não é um direito que pode ser invocado”, dizem especialistas em direito canônico.

Porquê um tão longo silêncio (III) – Romper o silêncio, quebrar os silêncios

… CONTINUAÇÃO (III) Ignace Berten, OP | 14 Ago 19 Na Foto: Multidão de católicos à espera do resultado do conclave, em 2005: Francisco pede “a participação ativa de todos os elementos do povo de Deus”, escreve Ignace Berten. Foto © Wikimedia Commons Tradução: Florbela Gomes Não há na Igreja contemporânea apenas o silêncio dos responsáveis sobre aos crimes sexuais praticados, há também o silêncio imposto aos teólogos e indiretamente aos fiéis sobre as questões doutrinais. Existe uma ligação clara entre o clericalismo e os ministérios e é urgente lançar sobre ambos um debate teológico verdadeiramente livre. (A publicação deste ensaio fica completa com esta terceira parte, depois da primeira sobre a estratégia do silêncio e a segunda acerca do clericalismo e abuso de poder.)

Porquê um tão longo silêncio (II) – Clericalismo, abuso do poder e ausência de debate

… CONTINUAÇÃO Ignace Berten, OP| 13 Ago 19 |  Foto: Os casos de abuso sexual na Igreja Católica. Ilustração © Christian Seebauer/Wikimedia Commons Tradução: Florbela Gomes  Na segunda parte do seu texto (cujo primeiro capítulo se pode ler aqui), Ignace Berten analisa as causas do manto de silêncio com que a hierarquia da Igreja Católica tentou esconder as práticas de abusos sexuais. A Igreja, por meio dos seus atores institucionais, faz questão de manter a sua imagem de guardiã da ordem moral da sociedade e da influência que deseja ter nesse campo. O autor, padre dominicano belga e teólogo, aponta o clericalismo católico como um dos elementos mais decisivos da atual conjuntura eclesial e traça um percurso para enfrentar a crise.

Porquê um tão longo silêncio (I) – Alguns sabiam, mas não quiseram saber

Ignace Berten, OP | 12 Ago 19  Foto ©:“Padres pedófilos? Isso é um problema americano…” Sob a capa: Ficheiros (dossiês – NdR) dos casos da Polónia, da Áustria, da França, da Irlanda… Ilustração: Direitos Reservados; (ilustração na capa: grafite em Lisboa, representando um padre atrás de crianças / Milliped/Wikimedia Commons) No auge da crise desencadeada pelas revelações quanto à amplitude da pedofilia na Igreja Católica, com a divulgação dos relatórios sobre a Pensilvânia e o Chile, Ignace Berten (dominicano, mestre em teologia e figura de relevo internacional – ver perfil no final do texto), publicou uma reflexão que, um ano depois, mantém grande atualidade.  O 7MARGENS publica o texto em três capítulos. Neste primeiro, o autor procura elucidar as causas do silêncio sobre aquelas práticas eclesiais criminais.

Cardeais atacam sínodo e miram o papa Francisco

  Religiosos alemães dizem que evento sobre Amazônia seria uma ‘desculpa’ para tratar de política, abolição do celibato e sacerdócio feminino    José Maria Mayrink, O Estado de S.Paulo – 11/08/2019 Prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé acusa Francisco de trabalhar pela dissolução da Igreja. Foto: Maurizio Brambatti/EPA/EFE As críticas de cardeais alemães ao Instrumento de Trabalho do Sínodo para a Amazônia e indiretamente ao papa Francisco deverão tumultuar o encontro em Roma, de 6 a 27 de outubro. A reunião de alguns dos principais nomes da Igreja Católica, já alvo de críticas políticas, também vira palco do confronto interno em relação ao atual pontificado.

O caso Rudolf Goethe e o celibato

” … Quando for estabelecida também a ordenação de batizados casados, não se fará nada mais do que Pio XII já não tenha feito”. Ordenado em Mainz, em dezembro de 1951 e convertido ao catolicismo, Rudolf Goethe (que tinha então 73 anos e era casado) recebeu de Pio XII a dispensa do celibato e continuou no ministério.   Alberto Melloni – 10 Agosto 2019 Imagem: El Eco de Tandil  Hoje, nos dias do despojamento do prestígio do clero católico, ordenar homens casados é um ato necessário para restaurar a confiança aos muitíssimos padres que viveram o seu ministério com pureza e dedicação; para reafirmar que a Igreja precisa de comunidades eucarísticas para poder ser ela mesma. A opinião é do historiador italiano Alberto Melloni, professor da Universidade de Modena-Reggio Emilia e diretor da Fundação de Ciências Religiosas João XXIII, de Bolonha, em artigo publicado por La Repubblica, 09-09-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O soberanismo me assusta. A Amazônia é decisiva para o futuro da humanidade.”

 Entrevista com o Papa Francisco <img src=”https://www.gelestatic.it/thimg/dktEwlb8R0CDwRKNm0MU8CAfkpU=/fit-in/960×540/https%3A//www.lastampa.it/image/contentid/policy%3A1.37325864%3A1565340997/obj107394852_1.jpg%3Ff%3Ddetail_558%26h%3D720%26w%3D1280%26%24p%24f%24h%24w%3D5e6d0a4″ alt=””>Domenico Agasso Jr. – 09 Agosto 2019 Foto: Francisco entre o povo, numa audiência geral na praça  S. Pedro/ La Stampa O papa abre a porta pontualmente às 10h30, com seu sorriso gentil. Entra em uma das salas que usa para receber as pessoas, mobiliada com o essencial, sem distrações ou luxos, apenas com um crucifixo pendurado na parede. A reportagem é de Domenico Agasso Jr., publicada por La Stampa, 09-08-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O Papa Francisco e a luta pela Palavra (02).

Eduardo Hoornaert, 08/08/2019 Foto: Jornal NH A luta do Papa Francisco por uma palavra evangélica merece ser situada diante de um amplo horizonte histórico. Assim se percebe melhor sua importância. Neste segundo texto acerca da ‘luta pela palavra’, regrido ao século II dC, uma época bem próxima à vida de Jesus, para mostrar que ali já se trava um embate em torno da palavra, algo que tem a ver com a atual luta do Papa Francisco.