“Eu, cristão, padre e homossexual”
Cristian, padre de uma paróquia em Poitou-Charentes, na França, “saiu do armário”, como ele diz, renunciando ao seu ministério por amor a um homem. Isso ocorreu uma década antes que o polonês Krysztof Olaf Charamsa fizesse a sua “saída” às vésperas da abertura do Sínodo sobre a família emRoma, onde também se discute a questão da homossexualidade na Igreja.
Vaticano teme um complô para derrubar credibilidade do Papa Francisco
Cidade do Vaticano, Vaticano – Os rumores de que o Papa teria um tumor cerebral benigno levanta suspeitas sobre um complô destinado a desacreditar o pontífice, poucos dias antes do fim do sínodo dobre a família. “O momento escolhido revela a intenção manipuladora do tumulto que foi causado”, comentou o jornal do Vaticano, l’Osservatore Romano, sobre um artigo do Quotidiano Nazionale, no qual se afirma que o Papa teria um tumor cerebral benigno.
Todos os inimigos do papa
Eles o chamam de “papa argentino” para desacreditá-lo. Para marcar a distância cultural e ideológica entre elas e ele. São cardeais da Cúria e bispos, é claro, mas que também têm por trás de si grupos de poder e de pressão específicos, agrupamentos que, desde o dia 13 de março de 2013, se sentem impacientes com o magistério social do pontífice. Nessa terça-feira, o padre Federico Lombardi minimizou o porte deflagrador da carta dos cardeais enviada a Francisco e publicada pela revista L’Espresso. “Quem, a uma distância de dias, publicou a carta cometeu um ato de perturbação não pretendido pelos ‘signatários’, ao menos por alguns dos mais respeitados”, disse o porta-voz vaticano. Que também pediu para “não se deixar condicionar”, já que a ação de perturbação é movida por segundas intenções.
O Vaticano desmente que o Santo Padre tenha problema de saúde
Um jornal italiano publicou uma notícia que garantia que Francisco tem uma mancha escura no cérebro, mas que não precisava de uma cirurgia
“Nenhuma mudança de doutrina, mas tampouco um sínodo ‘cosmético’, superficial”
Reinou o bom humor na coletiva desta segunda-feira sobre os trabalhos do sínodo. O padre Lombardi começou dizendo que vai sentir a falta dos jornalistas que acompanham as conferências de imprensa diárias no Vaticano e dom Fouad Twal, patriarca latino de Jerusalém, observou que, no início da terceira semana, “já se sente um pouco de cansaço”. O australiano dom Mark Benedict Coleridge, arcebispo de Brisbane, completou dizendo que “algumas pessoas no meu país acham que viemos a Roma de férias, mas estamos trabalhando ‘um monte’”. E dom Enrico Solmi, que é bispo de Parma, se apresentou como o “bispo do parmesão e do presunto”, produtos típicos daquela cidade.
Sínodo: uma “crise de governo” para o papa. Maioria que o elegeu se divide
O cenário de um Parlamento dividido em dois domina a Aula do Sínodo, que Francisco concebe, ao contrário, como “espaço protegido”, subtraído da lógica da “negociação”, da “pactuação” e dos “compromissos”: onde as maiorias deveriam decolar sobre a Asa do Espírito Santo – não sobre a sigla de agregações extemporâneas, como acontece, ao contrário, na margem italiana do Tibre.
Lombardi pede aos participantes do Sínodo para que não se deixem “perturbar” pela “estranha carta”
“Quem vazou isso busca apenas entorpecer o Sínodo”. O Pe. Federico Lombardi abordou a polêmica suscitada pelo vazamento de uma carta supostamente assinada por 13 cardeais (ao menos seis deles já voltaram atrás), uma informação que provocou “confusão” no ambiente, diante do que pede aos participantes para que não se deixem “perturbar” por este fato.
“Somos gays e somos Igreja”: a experiência brasileira da pastoral da diversidade
“Os homossexuais fazem parte do corpo de Cristo que é a Igreja“, afirma o mestre em Educação, brasileiro, Luiz Ramires Neto. Doutorando em Sociologia da Educação na USP, ele é um dos pilares do Grupo de Ação Pastoral da Diversidade de São Paulo, noBrasil. Para Ramires Neto, a relutância da Igreja Católica a aceitar os homossexuais vem mais da hierarquia do que dos simples fiéis.
No Sínodo, o destino de um pontificado
O Papa Francisco considera que, dada a situação crítica, só é possível agir sem mais separar a parte estrutural da parte espiritual da reforma. Mas não é questão de uma recomendação qualquer ou de um remendo curial. É uma questão de um radical retorno ao Evangelho. Ao Evangelho como vida, testemunho vivo antes que como doutrina. Do dogma ao querigma. Ao anúncio.
A suposta carta dos 13 cardeais ao papa: um enigma envolto em mistério
A segunda semana do “Sínodo midiático” se abriu com uma carta “privada” de 13 cardeais ao papa, vazada por um jornalista veterano e depois desmentida por diversos supostos signatários.