O caso Rudolf Goethe e o celibato

” … Quando for estabelecida também a ordenação de batizados casados, não se fará nada mais do que Pio XII já não tenha feito”. Ordenado em Mainz, em dezembro de 1951 e convertido ao catolicismo, Rudolf Goethe (que tinha então 73 anos e era casado) recebeu de Pio XII a dispensa do celibato e continuou no ministério.   Alberto Melloni – 10 Agosto 2019 Imagem: El Eco de Tandil  Hoje, nos dias do despojamento do prestígio do clero católico, ordenar homens casados é um ato necessário para restaurar a confiança aos muitíssimos padres que viveram o seu ministério com pureza e dedicação; para reafirmar que a Igreja precisa de comunidades eucarísticas para poder ser ela mesma. A opinião é do historiador italiano Alberto Melloni, professor da Universidade de Modena-Reggio Emilia e diretor da Fundação de Ciências Religiosas João XXIII, de Bolonha, em artigo publicado por La Repubblica, 09-09-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Entrevista de João Tavares a Aliny Gama – UOL – SP

* Boa tarde. Estamos redigindo texto sobre o pedido do bispo emérito do Xingu sobre a liberação de líderes religiosos serem ordenados padres. Gostaríamos do contato do senhor João Tavares ou alguém da associação de padres casados para falar sobre o assunto em uma entrevista por telefone. Obrigada. Aliny Gama – Jornalista do UOL * Aliny, acabo de ler sua mensagem. Mas, por vários motivos, não dou entrevista por telefone. Só respondo a perguntas enviadas por e-mail. São assuntos difíceis e delicados.  Se enviar as perguntas, eu respondo. João Tavares

A Amazônia não carece de padres, mas de testemunhas

“A ordenação de homens casado corre o risco de fortalecer o clericalismo”   François Glory – 21/06/2019 – Foto: Pe. Thomas Bauer – Cimi  Padre François Glory, padre das Missões Estrangeiras de Paris (MEP), foi missionário por trinta anos na Amazônia brasileira. Ele é o autor do livro I miei trent’anni in Amazzonia brasiliana a servizio delle comunità di base (Meus Trinta Anos na Amazônia Brasileira a serviço das comunidades de base, Karthala, 2015, p. 326).