“Jesus não era como os líderes que se tornam reféns de grupos”, constata Francisco

Iacopo Scaramuzzi – 06 Dezembro 2018  “É um risco dos líderes se apegar muito às pessoas e não tomar distância”, disse o Papa Francisco, dando início a um novo ciclo de catequese dedicado ao “Pai Nosso”, durante a Audiência Geral. Nela destacou que, apesar de ser aclamado pelas multidões, Jesus, ao contrário, não estava interessado no “êxito plebiscitário”, razão pela qual “rezava com intensidade nos momentos públicos, compartilhando a liturgia de seu povo”, mas também “buscava lugares recolhidos, separados do barulho do mundo, lugares que permitissem entrar no segredo de sua alma”, em uma “intimidade com o Pai”. Portanto, desta maneira, tornou-se “mestre da oração de seus discípulos, como seguramente deseja ser para todos nós”. A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada por Vatican Insider, 05-12-2018. A tradução é do Cepat.

UM DEUS DISTRAÍDO?

 24/9/17 – Frei Bento Domingues, O.P. S. Mateus põe na boca de Jesus a recomendação: «nas vossas orações não useis de vãs repetições, como fazem os gentios, porque entendem que é pelo palavreado excessivo que serão ouvidos. Não sejais como eles, porque o vosso Pai sabe do que tendes necessidade, antes de lho pedirdes». De fato, deixou-nos apenas pistas muito gerais, no Pai-Nosso

NÃO REZEM COMO OS GENTIOS

Frei Bento Domingues, O.P. -19/03/17 “A oração exprime a condição humana, na sua verdade mais pura: o nosso limite e o desejo ilimitado de felicidade. Elevar a Deus o nosso pedido de socorro ou de ação de graças revela, para o crente, uma atitude saudável. Significa que acreditamos que não estamos sós, mas seria grossa asneira supor que Deus é o substituto da investigação científica, da organização do Estado, do bom funcionamento do ensino, do serviço nacional de saúde, de hospitais de qualidade, do funcionamento da Justiça, da solidariedade, etc.”

Concretizações do modo simples de rezar

Abílio Louro de Carvalho – 06/03/2017 A entrada na Quaresma, marcada ritualmente pela imposição as cinzas, remete-nos para a nossa condição de pecadores. Esquecemo-nos muito facilmente de que, embora pelo nosso estatuto de pessoas humanas, somos imagem de Deus e nos devemos considerar vocacionados a ser “semelhança de Deus” (cf Gn 1,26.27), nem por isso deixamos de ser “pó”, a ele havendo de “tornar” (cf Gn 3,19), sobretudo se não alimentarmos a relação com Deus e seguirmos caminhos desviantes e iníquos.