Saindo da fortaleza. Tempo para uma nova narrativa na vida pública católica
John Gehring – 05/02/2020 Foto: Mons. Charles Chaput com Francisco / EPA/Osservatore Romano/MaxPPP) A recente aposentadoria do arcebispo da Filadélfia, dom Charles Chaput, e a nomeação subsequente pelo papa Francisco do bispo de Cleveland, dom Nelson Perez, como seu sucessor, recebeu uma atenção maior de parte dos meios de comunicação nacional em relação a outras mudanças ocorridas na guarda episcopal. Se o papa Francisco concebe uma Igreja em saída, acolhedora e que acompanha os fiéis – um hospital de campanha voltado aos feridos –, a abordagem de Chaput pode ser representada metaforicamente como uma fortaleza. O artigo é de John Gehring, diretor do programa católico no grupo Faith in Public Life, de Washington, e ex-assessor de imprensa da Conferência dos Bispos Católicos dos EUA. É autor de The Francis Effect: A Radical Pope’s Challenge to the American Catholic Church (Rowman & Littlefield, 2015) e colunista da revista Commonweal, publicado por La Croix International, 05-02-2020. A tradução é de Isaque Gomes Correa.
Bispos alemães insistem na “assembleia sinodal” na Alemanha contra opositores no Vaticano
António Marujo – 18 Set 19 Imagem da página oficial da Conferência Episcopal Alemã onde se usa o título de “caminho sinodal” para falar da iniciativa: uma Igreja à procura do norte. Poucos dias depois de o Papa ter dito que não tem medo de um cisma, causado por aqueles que se opõem ao seu caminho de reforma, a tensão chega agora por causa dos que apoiam Francisco, mas que pretendem retirar mais consequências do que o Papa deseja. Uma assembleia sinodal preparada em conjunto entre a Conferência Episcopal da Alemanha e o Comité Central dos Católicos Alemães (ZdK, da sigla em alemão) está a provocar ondas de choque entre os bispos daquele país e diversos responsáveis do Vaticano. Centralismo da Cúria não se conforma com a proposta de ampla discussão do Sínodo misto alemão.
“Um olhar de fé para além dos escândalos”. Artigo de Marcelo Barros
Marcelo Barros – 21 Maio 2019 – Sodoma (Foto: Divulgação) “Não tenho nenhuma dúvida de que nos ambientes da hierarquia e do clero católico, há muita gente boa, séria, consagrada ao seu ministério, que não merece esse tipo de acusação feita pelo livro de Martel. Posso garantir que, entre bispos e padres, tanto mais velhos como jovens, muitos vivem a fé e o testemunho do reino com toda consagração. Tanto no episcopado, como no clero e institutos religiosos, seja entre conservadores, seja entre os mais abertos, há muita doação e generosidade missionária”, escreve Marcelo Barros, monge beneditino, escritor e teólogo brasileiro, em artigo publicado por Religión Digital, 20-05-2019.
O Papa, a camisa de Rocío e o Vaticano, “última corte de uma monarquia absoluta”
António Marujo | 30 Mai 19 | O Vaticano é a “última corte de uma monarquia absoluta”, diz o Papa numa longa entrevista do Papa Francisco à Televisa. Ocasião para Francisco falar dos refugiados e do muro de Trump, do islão e dos jovens, da violência e da pobreza, dos jovens e das perguntas dos jornalistas que o levaram a inflectir posições. E para pegar ainda na camisa de uma mulher vítima de feminicídio para fazer dela uma bandeira…
A Igreja sob pressão: reforma ou contrarreforma? Artigo de Massimo Faggioli
Massimo Faggioli – 27 Março 2019 – Foto – Daqui Ao longo da história, não houve nenhuma mudança na Igreja sem pelo menos alguma pressão externa. A pressão de grupos católicos e de forças externas, que não confiam na capacidade da Igreja de policiar a si mesma, é uma espada de dois gumes – a favor ou contra a genuína reforma eclesial. A opinião é do historiador italiano Massimo Faggioli, professor da Villanova University, nos Estados Unidos, em artigo publicado em La Croix International, 26-03-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
A Igreja em tempos de desolação e purificação do descrédito
Pedro Miguel Lamet – 19 Março 2019 Foto: ACI Digital “Nunca, nos tempos modernos, a Igreja havia passado por um purgatório como o presente, em que a notícia escandalosa predomina de forma onipresente nos meios de comunicação e se abriu a caça aos padres e religiosos, sobretudo por abusos de pedofilia”, escreve o jornalista Pedro Miguel Lamet, jesuíta espanhol, em artigo publicado por Religión Digital, em 16-03-2019. A tradução é do Cepat.