Com palavras firmes e proféticas do Papa Francisco começa o Sínodo para a Amazônia
Luis Miguel Modino – 07/10/2019 – Foto: CEBs do Brasil A assembleia do Sínodo para a Amazônia começou, neste domingo, 6 de outubro, na Basílica de São Pedro, com uma celebração presidida pelo Papa Francisco, onde mais uma vez, em uma homilia cheia de firmeza e sentido, incentivou os participantes da assembleia sinodal e deixou claro para aqueles que reivindicam prudência, que isso não pode ser confundido com uma atitude defensiva, muito menos ofensiva, como alguns assumiram como prática habitual. A reportagem é de Luis Miguel Modino.
Sínodo para a Amazônia põe os ‘haters’ profissionais do Papa Francisco no limite
Michael Sean Winters – 05 Outubro 2019 Na Foto: Papa Francisco, prestando atenção, durante um encontro com o povo no Instituto Jorge Basadre em Puerto Maldonado, Peru, Jan. 19, 2018 / (CNS/Paul Haring) – “As acusações histéricas de heresia e erros do Instrumentum Laboris nos dizem mais sobre os acusadores do que do acusado. E os “haters” não são poucos nem são insignificantes. A sugestão que dei em artigo publicado no mês de agosto é, hoje, ainda mais necessária: Os bispos dos EUA deveriam cancelar a pauta da assembleia plenária de novembro próximo e empregar todo o seu tempo discutindo como lidar com os que têm difundido as sementes do cisma”, escreve Michael Sean Winters, em artigo publicado por National Catholic Reporter, 02-10-2019. A tradução é de Isaque Gomes Correa.
“Uma possibilidade única de mudança na Igreja Católica Romana”.
Entrevista com Leonardo Boff sobre o Sínodo da Amazônia Sergio Ferrari – 03/10/2019 – Foto: Daqui No Vaticano se reunirão, entre 6 e 27 de outubro, cerca de 300 personalidades – entre as quais 110 bispos latino-americanos, da Bolívia, Brasil, Colômbia, Equador, Peru e Venezuela – que participarão do Sínodo “Amazônia: Novos caminhos para a Igreja e para uma Ecologia Integral”. Uma convocatória transcendente para o futuro da Igreja, tal como aponta o pensador e militante social brasileiro Leonardo Boff, um dos pais fundadores da Teologia da Libertação. Como analisa nessa entrevista, Boff percebe a possibilidade, como resultado deste conclave, de um reforço da postura da Igreja frente ao cada dia mais vigente tema ecológico. E, ao mesmo tempo, a oportunidade para incorporar mudanças importantes no interior da instituição. A entrevista é de Sergio Ferrari, publicada por Alai, 02-10-2019. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.
Carta do Encontro de Estudo do Instrumento de Trabalho do Sínodo da Amazônia
“Defendemos de modo intransigente a Amazônia” REPAM-CNBB. Foto: REPAM – 31 Agosto 2019 “Junto com o Papa Francisco, defendemos de modo intransigente a Amazônia e exigimos medidas urgentes dos Governos frente à agressão violenta e irracional à natureza, à destruição inescrupulosa da floresta que mata a flora e a fauna milenares com incêndios criminosamente provocados”, afirmam os participantes, bispos, padres, religiosas e religiosos, leigas e leigos das Igrejas amazônicas que participaram do encontro de estudo do Instrumento de Trabalho do Sínodo da Amazônia, realizado em Belém no final do mês de agosto de 2019. A carta foi publicada no dia 30 de agosto de 2019.
Ataque ao Sínodo Pan-Amazônico por grupos conservadores ligados à Igreja Católica
Tânia Monteiro – 28/08/2019 – Foto: Dom José Luís Azcona – Daqui Insatisfeitos com o tom adotado pelos organizadores do Sínodo da Amazônia, representantes de grupos conservadores ligados à Igreja Católica vão realizar nos dias 4 e 5 de outubro, em Roma, um encontro para contestar a abordagem sobre a questão ambiental. Setores católicos questionam o que classificam como tentativas de interferência em “soberanias nacionais” e criticam o endosso a políticas ambientais que privariam a população da região amazônica do desenvolvimento. A reportagem é de Tânia Monteiro, publicada por O Estado de S. Paulo, 28-08-2019.
O manifesto do Papa Francisco para salvar a Amazônia da destruição
O papa está um passo à frente na capacidade de ouvir os povos indígenas e os governos poderiam extrair frutos com o método e estilo do sínodo para iniciar políticas conservadoras e promocionais para aquele imenso território de alto risco. de Carlo Di Cicco – 25/08/2019 – Foto: Daqui Tradução: Orlando Almeida Somente no Brasil, entre 2003 e 2017, foram 1.119 nativos da Amazônia mortos por defender seus territórios e isso porque questionar o poder de defesa do território e dos direitos humanos “está colocando a vida em risco, abrindo um caminho de cruz e martírio ”. O Papa Francisco foi o primeiro a tentar dar uma resposta cultural orgânica ao clamor das populações indígenas da Amazônia engajadas na luta “contra aqueles que querem destruir a vida” da natureza e não respeitam os direitos humanos “.
Posições recentes da Igreja Católica sobre a Amazónia
Abílio Louro de Carvalho – 25/08/2019 – Foto: Sete Margens- Nasa A Amazónia está em chamas e o próprio Presidente do Brasil já entendeu que devia fazer alguma coisa, aliás tudo o que deve, pela Amazónia. Reconhecendo a amplitude da crise, decidiu destacar militares para o combate ao fogo e assumiu a luta contra as queimadas. A Igreja Católica, além de lançar o brado pela Amazónia reforça a sua posição sobre o território em nome da proteção dos indígenas e da salvação do planeta, que daí haure uma mui grande porção do oxigénio que alimenta a nossa respiração, como a dos demais seres vivos.
Teólogas da Índia afirmam que mulheres diaconisas poderiam criar progresso e retrocessos na Igreja
Rita Joseph, 14/08/2019 Tradução: Orlando Almeida Com a diminuição das vocações ao sacerdócio, especialmente no Ocidente, o grito por mulheres diaconisas está se tornando sempre mais forte, se bem que há o perigo de que, com diáconos de ambos os sexos, se reforce ainda mais o clericalismo na igreja. O Papa Francisco não se opôs totalmente à ideia. Ele afirmou que não pode ordenar mulheres como diaconisas sem um fundamento histórico e teológico. O artigo, de Rita Joseph, foi publicado no National Catholic Reporter em 14/08/2019
Cardeais atacam sínodo e miram o papa Francisco
Religiosos alemães dizem que evento sobre Amazônia seria uma ‘desculpa’ para tratar de política, abolição do celibato e sacerdócio feminino José Maria Mayrink, O Estado de S.Paulo – 11/08/2019 Prefeito emérito da Congregação para a Doutrina da Fé acusa Francisco de trabalhar pela dissolução da Igreja. Foto: Maurizio Brambatti/EPA/EFE As críticas de cardeais alemães ao Instrumento de Trabalho do Sínodo para a Amazônia e indiretamente ao papa Francisco deverão tumultuar o encontro em Roma, de 6 a 27 de outubro. A reunião de alguns dos principais nomes da Igreja Católica, já alvo de críticas políticas, também vira palco do confronto interno em relação ao atual pontificado.
O soberanismo me assusta. A Amazônia é decisiva para o futuro da humanidade.”
Entrevista com o Papa Francisco <img src=”https://www.gelestatic.it/thimg/dktEwlb8R0CDwRKNm0MU8CAfkpU=/fit-in/960×540/https%3A//www.lastampa.it/image/contentid/policy%3A1.37325864%3A1565340997/obj107394852_1.jpg%3Ff%3Ddetail_558%26h%3D720%26w%3D1280%26%24p%24f%24h%24w%3D5e6d0a4″ alt=””>Domenico Agasso Jr. – 09 Agosto 2019 Foto: Francisco entre o povo, numa audiência geral na praça S. Pedro/ La Stampa O papa abre a porta pontualmente às 10h30, com seu sorriso gentil. Entra em uma das salas que usa para receber as pessoas, mobiliada com o essencial, sem distrações ou luxos, apenas com um crucifixo pendurado na parede. A reportagem é de Domenico Agasso Jr., publicada por La Stampa, 09-08-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.