O papa não é um alvo a ser acertado. Artigo de Michele Giulio Masciarelli

  Michele Giulio Masciarelli – 06 Fevereiro 2020  Se a redescoberta da “colegialidade episcopal” foi a grande novidade do Vaticano II, a redescoberta da “sinodalidade”, como forma e estilo da Igreja, foi a feliz surpresa deste segundo pós-Concílio, vivido com o pontificado do Papa Francisco que, enfatizando um dos temas centrais do Vaticano II (o “povo de Deus”), promoveu, de fato, o retorno ao Concílio, depois de se ter sofrido muito com a tentativa prolongada de obscurecê-lo. A opinião é do teólogo italiano Michele Giulio Masciarelli, sacerdote da Arquidiocese de Chieti-Vasto, professor da Pontifícia Faculdade Marianum, em Roma, e do Istituto Teologico Abruzzese-Molisano, em Chieti, na Itália, em artigo publicado por Settimana News, 04-02-2020. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

O cardeal filipino Luis Antonio Tagle, a reforma da Igreja e o próximo pontificado

Luis Badilla – 09/12/2019. Foto:Cardeal Tagle/ Vatican Media  “O próximo Papa certamente será escolhido pelo Conclave, mas obviamente não do nada… A nomeação do Cardeal Tagle é um ato de governo que se refere diretamente à reforma da Igreja.” O comentário é de Luis Badilla, publicado por Il Sismografo, 08-12-2019. A tradução é de Luisa Rabolini.

Demissão das mulheres de “Donne Chiesa Mondo” provoca perplexidades e ameaça ideia de reforma

A demissão de Lucetta Scaraffia e da equipa editorial da revista Donne Chiesa Mondo (“Mulheres Igreja Mundo”) provoca várias perplexidades e pode não estar ainda completamente clarificada em todos os seus contornos.   António Marujo | 29 Mar 19 – Ilustração de abertura © Sara Naves / Pixabay :  Em várias religiões, as mulheres estão impedidas de aceder ao ofício de ministros de culto, em outras não podem rezar ou mesmo entrar em locais de devoção ao lado dos homens. (Foto © Pixabay Um espelho das lutas pelo poder no Vaticano? Mais um sinal de que a oposição interna ao Papa Francisco não o larga? Manifestações de idiossincrasias pessoais e incompatíveis? Um empurrão a alguém que os seus detractores dizem não ser pró-Francisco? Um sinal de que o Papa está a perder a batalha da reforma? Tudo isso e ainda outros factores escondidos?

A compra de influência na Igreja: uma oferta que devemos recusar. Artigo de Massimo Faggioli

Massimo Faggioli – 13/02/2019 Foto: Tratado de Latrão : Mussolini com cardeal Gasparri- Daqui  “O dinheiro está tentando comprar parlamentos, governos, juízes, jornalistas e diplomatas. E agora o dinheiro católico está tentando comprar a hierarquia da Igreja, cujo preço se tornou muito mais barato como resultado do escândalo dos abusos clericais.” A opinião é do historiador italiano Massimo Faggioli, professor da Villanova University, nos EUA. O artigo foi publicado em La Croix International, 11-02-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

[Os bastidores] Dossiês e chantagem: eis o plano secreto para condicionar a escolha do novo papa, e o “jogo” de Francisco para deter o ataque

Carlo Di Cicco, Tiscali, 25/11/2018  Tradução: Orlando Almeida É a iniciativa de um grupo conservador americano. Este grupo chama-se “ Better Church governance group”[Melhor grupo de governança da Igreja], ou seja, um grupo para melhorar o governo da Igreja. É constituído  por abastados conservadores americanos. Através da operação “Red Hat Report”, Relatório sobre os barretes vermelhos, visa recolher notícias de qualquer natureza  sobre os cardeais, incluindo os lados mais reservados  e pessoais, com o objetivo de influenciar o próximo conclave.

Avança reforma da Cúria Romana e muda o conselho de cardeais (e o que fica por fazer)

António Marujo – 13/09/2018 Foto: © António Marujo De acordo com o Religión Digital… o único aspecto que fica pendente da reforma da Cúria é o corpo diplomático.  Mas ficarão também  pendentes aspectos da reforma que têm a ver também com a missão externa da Igreja, resumidos há anos há anos pelo cardeal Christoph Schönborn, arcebispo de Viena (Áustria): revisão da disciplina do celibato, possibilidade do acesso dos divorciados recasados aos sacramentos, maior participação dos leigos (incluindo das mulheres) nas estruturas de decisão e maior colegialidade…

‘Igreja – Carisma e Poder’ de Leonardo Boff oferece roteiro para sair do clericalismo

O Espírito sabe o que faz. Como talvez nunca antes, é hora de agirmos e confiarmos nele.     Christine Schenk – 17 Setembro 2018 – Foto: IHU   Sugestões são abundantes, incluindo: o estabelecimento de um novo National Review Board (“Conselho Nacional de Revisão”, em tradução livre) na esperança de responsabilizar os bispos; monitorar os conselhos de revisão dos leigos diocesanos; patrocinar os protestos nas catedrais; e até mesmo nomear mulheres como cardeais. Isto pode ser útil a curto prazo.