Invenção moderna da religião: a novidade do “Alegria do Evangelho” (Parte II)

Por Jung Mo Sung –Adital No primeiro artigo desta série, eu afirmei que uma das grandes novidades do documento “Alegria do Evangelho” é a caracterização da modernidade capitalista como uma sociedade fundada e centrada na idolatria do dinheiro, e não como racional e ateia. Neste segundo artigo, quero aprofundar um pouco mais esse tema.

A irracionalidade idolátrica do mundo: a novidade do “Alegria do Evangelho”

Jung Mo Sung – Adital Há no documento “Alegria do Evangelho” (especialmente nos n. 50 a 62), do papa Francisco, uma novidade teórica que não está sendo muito comentada (pelo menos no que pude acompanhar) que penso ser fundamental para uma nova compreensão do mundo em que vivemos e da missão do cristianismo hoje. Por isso, quero, após uma longa ausência aqui no Adital, comprometer-me a escrever uma pequena série de artigos sobre isso.

”Subir mais alto”: mulheres e esperança na Igreja. Artigo de Gianpaolo Salvini

Segunda, 07 de abril de 2014  “Em muitos ambientes, o papel de serviço das mulheres – como denunciou o papa – corre o risco de escorregar para um papel de servidão, às vezes com o pleno consentimento das relativas superioras, quando se trata de religiosas, que o defendem como parte do próprio carisma. Cabe à Igreja, ou às comunidades, chamá-las evangelicamente a subir mais alto.”

A ”teologia do povo” do Papa Francisco

  Na Gregoriana, o padre Juan Carlos Scannone, pai espiritual de Bergoglio em Buenos Aires, analisou a teologia de Francisco: “Ele é guiado por uma opção preferencial pelos pobres”. A reportagem é de Antonella Pilia, site Roma Sette, da diocese de Roma.

”O coração do Evangelho é o anúncio aos pobres. Basta lê-lo.” Entrevista de alguns jovens belgas com o Papa Francisco

  “Eu ouvi, há dois meses, que uma pessoa disse, por causa desse falar dos pobres, dessa preferência: ‘Esse papa é comunista’. Não! Essa é uma bandeira do Evangelho, não do comunismo: do Evangelho!” Publicamos aqui a transcrição completa da entrevista concedida, na última segunda-feira, pelo Papa Francisco a alguns jovens dos Flandres (Bélgica), acompanhados pelo bispo de Gent, Dom Lucas Van Looy. Os jovens fizeram as suas perguntas em inglês, e o papa as respondeu em italiano.

O verdadeiro mapa do novo poder vaticano forjado pelo Papa Francisco

Terça, 01 de abril de 2014 Em um ano, apenas uma mudança no comando das nove Congregações e nenhuma nos “números um” dos 12 Conselhos. Porém – escreve o Corriere della Sera –, “com o primeiro ano de pontificado, Francisco está mudando tudo no governo central da Igreja. Para se aproximar de algo semelhante, é preciso voltar quase meio século, à Regimini Ecclesiae Universae, a reforma de Paulo VI de 1967″.

JOSÉ COMBLIN – TRÊS ANOS DEPOIS…

Monica Maria Muggler* Meu querido amigo: o quanto sentimos falta de você! Há três anos você completava a sua jornada terrestre. A vida prosseguiu e tanta coisa aconteceu. Quantas vezes desejamos saber o que você diria sobre os fatos que foram se sucedendo, dentro e fora da Igreja.

«Padre, deixe lá as flores»: mulheres no Concílio Vaticano II

Foi editado em Portugal um livro extraordinário que corre o risco de ficar invisível. Falo do volume “As 23 Mulheres do Concílio. A Presença Feminina no Vaticano II” (ed. Paulinas, 2012). A autora é Adriana Valerio, um nome importante da teologia europeia, empenhada na reconstrução do lugar das mulheres na história do cristianismo. Com o Concílio Vaticano II [1962-1965], pela primeira vez, as mulheres acompanharam os mais decisivos debates da Igreja e deixaram neles uma marca.

Oscar Romero. 34 anos depois. “El Salvador, um país dividido”

Entrevista especial com Juan Hernández Pico Foto: Wikipedia “A hierarquia salvadorenha, hoje, não está à altura de Romero. Durante 13 anos, tivemos até um arcebispo do Opus Dei. Mas simplesmente não há figuras episcopais desse porte. É o ‘legado’ das nomeações de João Paulo II e Bento XVI”, avalia o teólogo.