Macron e o Papa: nos bastidores da visita ao Vaticano

Carolline Pigozzi  – Paris Match – 03 Julho 2018 – Foto: Vatican Media Emmanuel Macron fez uma visita ao Papa Francisco em Roma. Uma hora de conversas para se conhecer e passar em revista todos os assuntos. No dia 09 de abril de 2018, no Colégio dos Bernardinos, na presença de todo o Estado católico e de dignitários de outras religiões, Emmanuel Macron explicou que deseja “reparar” a “fracassada” relação entre a Igreja e o Estado, e chamou “os católicos para se envolverem politicamente” estendendo a mão. A reportagem é publicada por Paris Match, 01-07-2018. A tradução é de André Langer.

Papa Francisco, o filho do Concílio que se tornou um homem livre.

Entrevista especial com Andrea Grillo Ricardo Machado | Tradução: Mariana Szajbely | 29 Junho 2018  | Foto: Palavraviva.com Papa Francisco não é o tipo de pontífice que descumpre os cânones eclesiais, mas os cumpre a seu modo. Filho legítimo do Concílio Vaticano II, Bergoglio, como lembra o professor e pesquisador italiano Andrea Grillo, “celebra as missas conforme mandam os cânones católicos, mas o faz como se fosse um pároco, não tem a ver com o que chamaríamos de missas papais, senão com um sacerdote que inicia o dia concelebrando com as pessoas da comunidade”,descreve Grillo, em entrevista concedida pessoalmente à IHU On-Line, durante o XVIII Simpósio Internacional IHU. A virada profética de Francisco.

Mulheres são ‘substancialmente’ incompatíveis? As tentativas de vincular a masculinidade e o sacerdócio falharam

John Wijngaards – 19 Junho 2018 – Foto: bridgetmarys.blogspot.com  “A verdade da questão é que Jesus, a princípio, não exclui as mulheres das ordens sagradas. As tentativas através dos tempos de evocar razões intrínsecas para vinculação de masculinidade ao sacerdócio falharam no teste. E a história dá o golpe nocauteador. As mulheres se mostraram como compatíveis”, escreve John Wijngaards, teólogo e escritor, professor emérito do Instituto Missionário deLondres, em artigo publicado por National Catholic Reporter, 18-06-2018. A tradução é de Victor D. Thiesen.

A “Igreja em saída” de Bergoglio: adesões e resistências do clero

João Vitor Santos – 18/05/2018 Para Oscar Beozzo, a grande novidade do pontificado é a proposta pastoral, mas que nem sempre é bem aceita e compreendida O professor Oscar Beozzo elenca vários avanços de Francisco nesses cinco anos de pontificado. Entretanto, aponta como central a perspectiva da “Igreja em saída”. Ele destaca que o Papa “quer uma Igreja em saída, que aceite sujar pés e mãos para socorrer os necessitados e que seja um hospital de campanha para os feridos nas vicissitudes da vida”.

CRISTO NÃO DESEMPREGOU OS SANTOS (1)

Frei Bento Domingues, O.P – 17 junho 2018 “Houve muita confusão em torno da “vida dos santos”. Algumas tornavam a “santidade” detestável. Eram instrumentos de desumanização de Deus e da Igreja. Outras eram auto referentes, idolátricas: Deus tinha de contar com elas ou não sabia o que fazer. Deus estava longe e mal informado das peripécias da vida humana. Os santos eram os mediadores, pontes, entre o Deus distante e a nossa condição. Ao fim e ao cabo, os cristãos entendiam-se mais com eles do que com Deus. Transportavam, para as relações entre o divino e o humano, o sistema das cunhas. (Tráfego de influências – NdR)”

O caráter definitivo da doutrina da “Ordinatio sacerdotalis”. A propósito de algumas dúvidas. Artigo de Luis Ladaria

Luis Ladaria  – 31 Maio 2018 Foto: Daniel Ibañes – ACI Digital  “Cristo quis conferir o sacramento da ordem aos 12 apóstolos, todos homens, que, por sua vez, comunicaram-no a outros homens. A Igreja sempre se reconheceu vinculada a essa decisão do Senhor, que exclui que o sacerdócio ministerial possa ser validamente conferido às mulheres.” A opinião é do cardeal espanhol Luis Ladaria, prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, publicada em L’Osservatore Romano, 30-05-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A Igreja Ortodoxa Russa ‘sopra ora quente ora frio’ sobre o diálogo ecumênico

  Samuel Lieven,  08/05/2018 Tradução: Orlando Almeida   Enquanto o Patriarca Kirill faz votos de unidade das Igrejas Cristãs diante do terrorismo islâmico, o metropolita Hilarion manifesta o seu ceticismo sobre uma reaproximação com a Igreja Católica. Esta divisão de papéis permite a Moscou ‘soprar ora quente ora frio’ [assumir posições contraditórias] sobre o ecumenismo, um terreno altamente sensível dentro das suas fileiras. Na Foto: Vladimir Putin e o Patriarca Kirill assistem a um serviço de oração por ocasião da investidura de Putin na Catedral da Anunciação no Kremlin, em Moscou, em 07 de maio de 2018 / Alexey Nikolsky / sputnik / kremlin pool/epa/Maxppp

CNBB (1968) X CNBB (2018): a 50 anos de distância o que esperar?

  Ricardo Sérgio Coutinho – 23/04/2018  “Em 1968, o episcopado brasileiro vivia sob a égide de quatro “conceitos” que o remetia para o futuro: renovação eclesial (fruto do Vaticano II), planejamento pastoral (Plano de Pastoral), reformas de base e desenvolvimentismo.CNBB (1968) X CNBB (2018): a 50 anos de distância o que esperar?

Transformações no mundo justificam novas diretrizes para formar padres

  CNBB –  24 Abril 2018 –   Francisco com padres dos Colégios Pontifícios em Roma – Foto: O.M.I    Os tempos mudam e as exigências se transformam. Essa é a principal justificativa que motivou a atualização das Diretrizes para a Formação de Presbíteros durante a 56ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada em Aparecida (SP), entre os dias 11 e 20 de abril. A informação é publicada por CNBB, 24-04-2018.

Francisco concorda com seus críticos: um papa pode estar errado

  Christopher Lamb – 21/04/2018 Foto: G1 – Globo.com As mesas foram derrubadas com o Papa Francisco. E um novo tipo de católico se formou: o dissidente conservador. A reportagem é de Christopher Lamb, publicada pelo Religion News Service, 19-04-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.