Ênfase do Papa sobre os pobres revive teologia desprezada

   Seis meses depois de se tornar o primeiro pontífice latino-americano, o Papa Francisco convidou um sacerdote octogenário do Peru para uma conversa privada em sua residência no Vaticano. Não listada na programação do papa, o encontro em setembro de 2013 com o sacerdote, Pe. Gustavo Gutiérrez, logo se tornou público – e foi rapidamente interpretado como uma mudança definidora da Igreja de Roma.

“Também muitos fiéis querem as uniões civis gays. É preciso que a Igreja aceite este desafio”, afirma cardeal Kasper

“Um estado democrático deve respeitar a vontade popular. Isto me parece claro. Se a maioria do povo quer estas uniões civis é um dever do Estado reconhecer tais direitos. Mas não podemos esquecer que também uma legislação semelhante, ainda que distinguindo entre o matrimônio e as uniões homossexuais, reconheça a tais uniões mais ou menos os mesmos direitos das famílias formadas por um homem e uma mulher. Isto tem um impacto enorme sobre a consciência moral das pessoas. Cria uma certa normatividade. E para a Igreja torna-se ainda mais difícil explicar a diferença”.

A beatificação de Romero sinaliza para onde Francisco está conduzindo a Igreja?

“Romero era acusado pelos críticos, dentro e fora da Igreja, de estar “se metendo na política” e de subverter a missão espiritual da Igreja, a qual, diziam eles, era a de salvar almas. Longe de abandonar os ensinamentos da Igreja, Romero estava aplicando os documentos do Vaticano II e de Medellín e as encíclicas do Papa Paulo VI à realidade do povo de Deus em El Salvador.”  

Opus Dei aposta na modernização

O Papa entre Fernando Ocáriz e Javier Echevarría, no Vaticano. A prelazia acompanha o impulso renovador do Papa ““Com essas decisões a respeito da quarta geração de dirigentes, fica claro que não existe medo de mudanças, que podem ser liderados por alguém que não tenha estado em contato com o secretário-geral anterior” 

Catolicismo 2015-2025: o que vai acontecer?

 A questão institucional da Igreja está em aberto: Paulo VI tentou reformar a Cúria, João Paulo II confiou-se ao Santo Ofício para governar, e Bento XVI nunca viu o governo da instituição eclesiástica como uma das suas tarefas principais. Os resultados do último meio século estão diante dos olhos de todos. Não é uma questão apenas formal de colegialidade, descentralização e subsidiariedade do processo decisional, mas uma questão substancial.

  “Este Papa desestabiliza a todos”

Quando um jornalista encara uma reportagem com uma personalidade determinante em sua área, uma das maiores expectativas é que aquilo que disser “vire notícia”. Esses conteúdos sutis, agudos, claros, que nos fazem nos deter, que nos indicam para onde vai o artigo, essas instâncias inesperadas nas quais o entrevistado afiata com o provável leitor e com o ocasional interlocutor. Esta expectativa está mais que cumprida com o arcebispo Víctor Manuel Fernández (foto), reitor da Universidade Católica Argentina (UCA).

A CNBB está mesmo casada com o PT?

“E agora, os Bispos ficaram caminhando ombro a ombro com o PT?” – me perguntou um ‘meio amigo’. Esse amigo tinha lido um panfleto anônimo (como sempre) que acusava a direção da CNBB de fazer o mesmo discurso do PT. …Nas listas dos que sonegam, TODO ANO, R$ 500 bilhões, quantos são de partidos de esquerda? Ninguém. Não apareceu nem um nome… e é por isso que ELES não têm interesse em divulgar a lista dos que praticam, ano após ano, essa roubalheira. O nome d’ ELES está lá e eles escondem. Só num banco da Suíça, filial do HSBC, descobriram 8.667 contas de brasileiros. Cadê os nomes?

”Os fiéis estão com Francisco. A Cúria não é essencial.”

Massimo Franco – Segunda, 11 de maio de 2015 O papa isolado? “Nada disso. As pessoas estão com ele. Os seus adversários são mais fracos do que acreditam.” A Cúria vaticana? “Não é essencial. O papa poderia até ir morar fora de Roma, ter um dicastério em Roma e um em Bogotá.” Um retorno ao passado depois de Francisco? “Atrás não se volta. Se e quando ele não for mais papa, a sua herança permanecerá.”