Sentire cum ecclesia (Sentir com a Igreja)

Tiago de França – 14 de outubro de 2019 Desde os primeiros momentos que marcaram o início do pontificado do Papa Francisco, tem surgido no seio da Igreja algumas reações contrárias à pessoa do Papa e à sua forma de governar a Igreja. Este breve artigo não pretende reforçar o risco da denominada “papolatria” (idolatria ao Papa), pois também esta é uma atitude reprovável à luz do Evangelho de Jesus. A denúncia das injustiças é parte integrante do anúncio do Evangelho de Jesus. A Igreja, assembleia dos discípulos missionários de Cristo, é chamada a anunciar o Reino de Deus. Esta é a sua missão.

Sínodo para a Amazônia põe os ‘haters’ profissionais do Papa Francisco no limite

Michael Sean Winters – 05 Outubro 2019 Na Foto: Papa Francisco, prestando atenção, durante um encontro com o povo no Instituto Jorge Basadre em Puerto Maldonado, Peru, Jan. 19, 2018 /  (CNS/Paul Haring) – “As acusações histéricas de heresia e erros do Instrumentum Laboris nos dizem mais sobre os acusadores do que do acusado. E os “haters” não são poucos nem são insignificantes. A sugestão que dei em artigo publicado no mês de agosto é, hoje, ainda mais necessária: Os bispos dos EUA deveriam cancelar a pauta da assembleia plenária de novembro próximo e empregar todo o seu tempo discutindo como lidar com os que têm difundido as sementes do cisma”, escreve Michael Sean Winters, em artigo publicado por National Catholic Reporter, 02-10-2019. A tradução é de Isaque Gomes Correa.

Os Opositores à Igreja de Francisco

Micaela Diaz – Igreja Viva 01.08.19 // redamazonica.org// Foto: Daqui  – Tradução: Orlando Almeida Introdução histórica Não é a primeira vez nem é estranho que existam na Igreja grupos divergentes e opositores, desde Paulo, que enfrentou Cefas em Antioquia (Gal 2,14),  até os nossos dias. Houve-os desde os primeiros concílios até os dois últimos. No Concílio Vaticano I (1870),  um grupo de bispos e de teólogos era contra a definição da infalibilidade papal.

“Um olhar de fé para além dos escândalos”. Artigo de Marcelo Barros

Marcelo Barros – 21 Maio 2019 – Sodoma (Foto: Divulgação) “Não tenho nenhuma dúvida de que nos ambientes da hierarquia e do clero católico, há muita gente boa, séria, consagrada ao seu ministério, que não merece esse tipo de acusação feita pelo livro de Martel. Posso garantir que, entre bispos e padres, tanto mais velhos como jovens, muitos vivem a fé e o testemunho do reino com toda consagração. Tanto no episcopado, como no clero e institutos religiosos, seja entre conservadores, seja entre os mais abertos, há muita doação e generosidade missionária”, escreve Marcelo Barros, monge beneditino, escritor e teólogo brasileiro, em artigo publicado por Religión Digital, 20-05-2019.

[Os bastidores] Dossiês e chantagem: eis o plano secreto para condicionar a escolha do novo papa, e o “jogo” de Francisco para deter o ataque

Carlo Di Cicco, Tiscali, 25/11/2018  Tradução: Orlando Almeida É a iniciativa de um grupo conservador americano. Este grupo chama-se “ Better Church governance group”[Melhor grupo de governança da Igreja], ou seja, um grupo para melhorar o governo da Igreja. É constituído  por abastados conservadores americanos. Através da operação “Red Hat Report”, Relatório sobre os barretes vermelhos, visa recolher notícias de qualquer natureza  sobre os cardeais, incluindo os lados mais reservados  e pessoais, com o objetivo de influenciar o próximo conclave.

“No Vaticano há uma guerra civil subterrânea”. Entrevista com Marco Politi

Elena Llorente – 22 Setembro 2018 – Foto: IHU O vaticanista Marco Politi assinala que, pela primeira vez, há a conjugação de uma oposição teológica conservadora e de ambientes políticos conservadores. “Os detratores do Papa usam os escândalos da pedofilia para enfraquecê-lo”. A entrevista é de Elena Llorente, publicada por Página/12, 21-09-2018. A tradução é de André Langer.