Documento do Sínodo é fruto do espírito do Vaticano II

Vários prelados responsáveis ​​por ajudar a conduzir o Sínodo dos Bispos sobre a família disseram que o documento divulgado na segunda-feira, 13 de outubro, foi o resultado de um espírito recém-descoberto do Concílio Vaticano II nas discussões sinodais.

A Igreja se faz fórum de irmandade

Nesses dias, a Igreja Católica entra no 50° ano do encerramento do Concílio Vaticano II, em Roma, em 1965. Até o próximo ano, no mundo inteiro, diversos eventos recordarão o Concílio que deu início a uma grande renovação da Igreja. Ele a pôs em diálogo respeitoso e construtivo com o mundo contemporâneo.

O que se decide no Sínodo

  ANSELMO BORGES* Foto: AFP / Osservatore Romano  Imagem divulgada pelo Vaticano mostra o Papa Francisco presidindo o sínodo extraordinário com cerca de 200 bispos no Vaticano Mas há uma pergunta fundamental: será este verdadeiramente um Sínodo, um caminhar em conjunto no mesmo sentido, mesmo que em passo mais rápido ou em passo mais lento? Há quem tema que não. Este Sínodo, como refere M. A. Velásquez Uribe, poderia ser o lugar da expressão de grandes tensões e até oposição a Francisco, ao seu estilo e visão da Igreja.

Papa Francisco, o sínodo e a herança do Vaticano II.

Do “papa teólogo” Bento XVI, passamos a Francisco, o papa com o cheiro das ovelhas que não nega as evidências, mas assume o salto entre Evangelho e doutrina. Alguns o chamavam de modernismo, mas não é nada mais do que a Igreja na modernidade.

“Alguns cardeais temem que tudo entre em colapso e algo seja mudado”

 Entrevista com o cardeal Kasper. “O Evangelho não é um museu, não é um código penal, não é um código de doutrinas e mandamentos. É uma realidade vivente na Igreja e nós temos que caminhar com todo o Povo de Deus e ver quais são suas necessidades. Alguns cardeais temem que haja um efeito dominó e que, caso algum ponto seja mudado, tudo entre em colapso”.

O sonho de uma Igreja diferente. Um bispo da periferia escreve ao Papa

“Ainda se tem medo dos não religiosos. Acredita-se apenas nos que foram transformados em membros do clero. Não se tem entendimento de que uma maior participação dos não religiosos, e um maior envolvimento destes, garantiriam ao clero, em todos os níveis, limitar o risco do fechamento e da própria evangelização. É o não religioso que abre para o mundo”,