As 5 questões ‘espinhosas’ que esperam o papa em sua visita à África

O papa Francisco começou nesta quarta-feira sua primeira visita à África, cuja programação inclui três países (Quênia, Uganda e República Central Africana), 19 discursos e uma visita a uma mesquita.   Image caption – A favela de Kangemi, no Quênia, será um dos locais que o papa visitará na África

África Central: o único baluarte contra a loucura da guerra é a Igreja

 «A escolha do Papa Francisco de abrir o Jubileu em Bangui põe em primeiro plano um país desconhecido, com grande necessidade de se deixar converter pela Misericórdia» – Pe Aurelio Gazzera, no Santuário de Fátima. O Ano Santo da Misericórdia será um jubileu “atípico” por muitas razões. Uma delas é a abertura da Porta Santa não só em Roma, mas em todas as dioceses do mundo, em dias diferentes. Ainda mais surpreendente, no entanto, foi a decisão do Papa Francisco de abrir a primeira Porta Santa em Bangui, no dia 29 de novembro, durante a sua visita pastoral à República Centro-Africana.  –   O Jubileu começará assim numa das “periferias” mais esquecidas da terra: um país onde à miséria omnipresente se juntou a tragédia de uma guerra civil que parece um túnel sem saída, completamente ignorado pela comunidade internacional.

“Em Roma, há hierarcas que têm muito medo do Papa Francisco”

“Seguramente, muitas pessoas não conseguem imaginar a atualidade de tudo isso. Agora se diz, em todo o mundo, que importantes “mandachuvas” da cúria romana não toleram o Papa Francisco. E a história se repete. Assim, nos encontramos diante de uma situação que se parece (mais do que alguns suspeitam) com aquela que ocorreu na vida de Jesus.” A reflexão é do teólogo espanhol José María Castillo, e publicada por Religión Digital, 13-11-2015. A tradução é de André Langer.

Carta de apoio ao Papa Francisco

Após vazamento, teólogos publicam carta de apoio ao Papa A carta estritamente pessoal, dirigida ao Sr. foi vazada para a imprensa, como já havia sucedido com sua encíclica Laudato Si’, em clara violação dos princípios de um jornalismo ético”, diz a carta Há uma campanha mundial e especialmente dentro da Cúria Romana de forte oposição ao Papa Francisco, especialmente ao seu modo carinhoso e informal que caracteriza seu estilo de ser Pastor da Igreja Universal e bispo de Roma. Grupos fortes dentro e fora dos quadros eclesiais que objetivam desestabilizar e até ridicularizar seu modo de ser Papa, despojado dos símbolos de poder, bem no estilo de São Francisco de Assis de quem tomou o nome.

O caso de Dom Negri e as oposições ao Papa Francisco. Artigo de Massimo Faggioli

  Segunda, 30 de novembro de 2015 Uma das tantas contribuições do “efeito Francisco” é a descompaginação dos alinhamentos ideológicos dentro da Igreja e das suas divisões. O arcebispo de Ferrara é um daqueles bispos para os quais o catolicismo deve ser compreendido, anunciado e aplicado em termos ideológicos. A opinião é do historiador italiano Massimo Faggioli, professor de história do cristianismo e diretor do Institute for Catholicism and Citizenship, na University of St. Thomas, nos EUA. O artigo foi publicado por L’HuffingtonPost, 26-11-2015. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

Homilia do Papa: Nunca se apague em nosso coração a saudade de Deus

“…que nunca, nunca, nunca se apague em nosso coração a saudade de Deus”, um coração que não tem saudade, não conhece a alegria, afirmou o Papa Francisco em sua homilia na Missa celebrada na capela da casa Santa Marta nesta quinta-feira, lembrando também que a alegria do Senhor é a nossa força, nele encontramos a nossa identidade.