O manifesto do Papa Francisco para salvar a Amazônia da destruição
O papa está um passo à frente na capacidade de ouvir os povos indígenas e os governos poderiam extrair frutos com o método e estilo do sínodo para iniciar políticas conservadoras e promocionais para aquele imenso território de alto risco. de Carlo Di Cicco – 25/08/2019 – Foto: Daqui Tradução: Orlando Almeida Somente no Brasil, entre 2003 e 2017, foram 1.119 nativos da Amazônia mortos por defender seus territórios e isso porque questionar o poder de defesa do território e dos direitos humanos “está colocando a vida em risco, abrindo um caminho de cruz e martírio ”. O Papa Francisco foi o primeiro a tentar dar uma resposta cultural orgânica ao clamor das populações indígenas da Amazônia engajadas na luta “contra aqueles que querem destruir a vida” da natureza e não respeitam os direitos humanos “.
Posições recentes da Igreja Católica sobre a Amazónia
Abílio Louro de Carvalho – 25/08/2019 – Foto: Sete Margens- Nasa A Amazónia está em chamas e o próprio Presidente do Brasil já entendeu que devia fazer alguma coisa, aliás tudo o que deve, pela Amazónia. Reconhecendo a amplitude da crise, decidiu destacar militares para o combate ao fogo e assumiu a luta contra as queimadas. A Igreja Católica, além de lançar o brado pela Amazónia reforça a sua posição sobre o território em nome da proteção dos indígenas e da salvação do planeta, que daí haure uma mui grande porção do oxigénio que alimenta a nossa respiração, como a dos demais seres vivos.
“Levante a voz pela Amazônia”, pede CNBB em nota
CNBB – 23/08/2019 Notas Foto: Reuters Brasil: Amazônia em chamas provocadas pela ganância de poucos e pela insensatez de autoridades desequilibradas e irresponsáveis A Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) emitiu nota sobre a situação em que classifica de “absurdos incêndios” e outras criminosas depredações em curso na Amazônia. Estas atitudes, segundo o documento, requerem posicionamentos adequados. “É urgente que os governos dos países amazônicos, especialmente o Brasil, adotem medidas sérias para salvar uma região determinante no equilíbrio ecológico do planeta – a Amazônia.Não é hora de desvarios e descalabros em juízos e falas”, diz a nota. No documento, a CNBB ressalta que Sínodo dos Bispos sobre a Amazônia, convocado pelo papa Francisco para outubro próximo, no cumprimento de sua tarefa missionária e da evangelização, é sinal de esperança e fonte de indicações importantes no dever de preservar a vida, a partir do respeito ao meio ambiente.
EUA: um complô para fazer com que o papa renuncie
Franca Giansoldati – 20 Agosto 2019, 20/08/2019 O verão mais quente dos últimos séculos no Hemisfério Norte, devido ao aquecimento climático, foi mitigado pelo papa graças à temperatura constante do ar condicionado. Francisco permaneceu fechado em Santa Marta, onde seguiu em frente com o notável trabalho em suspenso, preparando-se para a iminente viagem africana, mas sem deixar de se atualizar sobre os focos de tensão que, aqui e acolá, visam a enfraquecer o seu pontificado e a colocá-lo em dificuldade, alimentando divisões e submetendo-o a estresses contínuos. A reportagem é de Franca Giansoldati, publicada em Il Messaggero, 20-08-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Porquê um tão longo silêncio (III) – Romper o silêncio, quebrar os silêncios
… CONTINUAÇÃO (III) Ignace Berten, OP | 14 Ago 19 Na Foto: Multidão de católicos à espera do resultado do conclave, em 2005: Francisco pede “a participação ativa de todos os elementos do povo de Deus”, escreve Ignace Berten. Foto © Wikimedia Commons Tradução: Florbela Gomes Não há na Igreja contemporânea apenas o silêncio dos responsáveis sobre aos crimes sexuais praticados, há também o silêncio imposto aos teólogos e indiretamente aos fiéis sobre as questões doutrinais. Existe uma ligação clara entre o clericalismo e os ministérios e é urgente lançar sobre ambos um debate teológico verdadeiramente livre. (A publicação deste ensaio fica completa com esta terceira parte, depois da primeira sobre a estratégia do silêncio e a segunda acerca do clericalismo e abuso de poder.)
Porquê um tão longo silêncio (II) – Clericalismo, abuso do poder e ausência de debate
… CONTINUAÇÃO Ignace Berten, OP| 13 Ago 19 | Foto: Os casos de abuso sexual na Igreja Católica. Ilustração © Christian Seebauer/Wikimedia Commons Tradução: Florbela Gomes Na segunda parte do seu texto (cujo primeiro capítulo se pode ler aqui), Ignace Berten analisa as causas do manto de silêncio com que a hierarquia da Igreja Católica tentou esconder as práticas de abusos sexuais. A Igreja, por meio dos seus atores institucionais, faz questão de manter a sua imagem de guardiã da ordem moral da sociedade e da influência que deseja ter nesse campo. O autor, padre dominicano belga e teólogo, aponta o clericalismo católico como um dos elementos mais decisivos da atual conjuntura eclesial e traça um percurso para enfrentar a crise.
Porquê um tão longo silêncio (I) – Alguns sabiam, mas não quiseram saber
Ignace Berten, OP | 12 Ago 19 Foto ©:“Padres pedófilos? Isso é um problema americano…” Sob a capa: Ficheiros (dossiês – NdR) dos casos da Polónia, da Áustria, da França, da Irlanda… Ilustração: Direitos Reservados; (ilustração na capa: grafite em Lisboa, representando um padre atrás de crianças / Milliped/Wikimedia Commons) No auge da crise desencadeada pelas revelações quanto à amplitude da pedofilia na Igreja Católica, com a divulgação dos relatórios sobre a Pensilvânia e o Chile, Ignace Berten (dominicano, mestre em teologia e figura de relevo internacional – ver perfil no final do texto), publicou uma reflexão que, um ano depois, mantém grande atualidade. O 7MARGENS publica o texto em três capítulos. Neste primeiro, o autor procura elucidar as causas do silêncio sobre aquelas práticas eclesiais criminais.
CARTA DO PAPA FRANCISCO AOS PRESBÍTEROS
CARTA DO PAPA FRANCISCO AOS PRESBÍTEROS POR OCASIÃO DOS CENTO E SESSENTA ANOS DA MORTE DO CURA D’ARS 04/08/2019 Foto: Papa Francisco com alguns sacerdotes (Vatican Media)
Os Opositores à Igreja de Francisco
Micaela Diaz – Igreja Viva 01.08.19 // redamazonica.org// Foto: Daqui – Tradução: Orlando Almeida Introdução histórica Não é a primeira vez nem é estranho que existam na Igreja grupos divergentes e opositores, desde Paulo, que enfrentou Cefas em Antioquia (Gal 2,14), até os nossos dias. Houve-os desde os primeiros concílios até os dois últimos. No Concílio Vaticano I (1870), um grupo de bispos e de teólogos era contra a definição da infalibilidade papal.
“Müller e companhia já preparam o conclave para que o sucessor de Francisco tenha que tomar outro caminho”, alerta José María Castillo
O terror dos teólogos que ousavam pensar com liberdade nos reinados de João Paulo II e Bento XVI, cardeal Müller, agora quer excomungar Francisco José María Castillo – 31/07/2019 – Foto: Daqui “Recentemente o cardeal Müller disse, segundo circula pela imprensa, que a Igreja tem agora “um papa herético“. Não entendo a cabeça de um cardeal tão reconhecido, como é o caso do cardeal Müller, que tenha chegado a dizer e difundir tal disparate […] O que está por trás disso tudo? Sem dúvida alguma, gastar e desgastar a imagem e o modo de governar do papa Francisco, preparar o conclave, para que o sucessor tenha que seguir outro caminho”, escreve o teólogo espanhol José María Castillo, em artigo publicado por Religión Digital, 31-07-2019. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.