FILHOS DE PADRES QUE OS PAIS NÃO ASSUMIRAM

Sacerdotes católicos fazem voto de celibato quando são ordenados. Mas quando eles quebram esse voto, os seus filhos são deixados a viver uma mentira   Por MARY ORMSBY e SANDRO CONTENTA – 17/04/2018 FOTO: Da esquerda: Susan Zopf, Michelle Raftis e Janusz Kowalski são filhos de padres católicos que quebraram o voto de celibato. Cada um deles lutou com a culpa de um segredo sufocante, assim como com as tensões financeiras e emocionais de ser abandonado pelo seu pai biológico.   (Toronto Star photo illustration) Tradução: Orlando Almeida

Chile, a tomada de consciência de uma Igreja ferida

  A clamorosa decisão dos 34 bispos de colocar nas mãos do Papa a sua renúncia abre uma fase de renovação. Que será longa e difícil   ANDREA TORNIELLI – CIDADE DO VATICANO, 18/05/2018 Tradução: Orlando Almeida Nunca na história da Igreja tinha acontecido uma coisa assim: o episcopado de um país inteiro que coloca nas mãos do Papa a sua renúncia. Um gesto clamoroso e inédito, que representa a primeira resposta realmente adequada  à dramaticidade da situação. O escândalo dos abusos sexuais contra menores, dos abusos de consciência e de poder, a guarida e o encobrimento, a pertinaz incapacidade de tomar consciência do que aconteceu e de quanto descrédito isso representou para a Igreja, tornaram necessária esta decisão.

Consistório em junho, eis os novos cardeais de Francisco

  ANDREA TORNIELLI, Vaticano, 20/05/2018 Tradução: Orlando Almeida O papa anunciou uma nova “fornada” de cardeais: são 14, 11 votantes e 3 com mais de 80 anos. Entre eles está o patriarca caldeu Luis Sako, o prefeito da Doutrina da Fé Ladaria, o esmoler Krajewski, o Substituto Becciu, o vigário de Roma De Donatis O Papa anunciou uma nova “fornada” de cardeais: serão criados no Consistório de 29 de junho – REUTERS

Vítimas de bispos chilenos comemoram renúncia em massa

Os bispos colocaram seus cargos à disposição do papa Francisco depois dos escândalos de abuso sexual   AFP – 18/05/2018  Foto: Os dois bispos chilenos Luis Fernando Ramos Pérez (dir.) e Juan Ignacio Gonzalez (esq.) durante a conferência de imprensa em Roma   – Vincenzo PINTO -AP  Entre os bispos, estão vários dos acusados de terem acobertado escândalos  Vítimas dos abusos sexuais por parte de membros da Igreja católica comemoraram a renúncia em massa, nesta sexta-feira 18, dos bispos chilenos, ao final de uma inédita reunião com o papa Francisco no Vaticano.

“Alguns bispos chilenos não trataram adequadamente de questões muito dolorosas”

 “O Papa chamou-nos a Roma por razões que fazem a Igreja e a sociedade chilena sangrar” José Manuel Vidal, 13 de maio de 2018   Tradução: Orlando Almeida Foto: Luis Infanti, na sede da RD.  Periodista digital Luis Infanti de la Mora é bispo de Aysén, na Patagônia chilena. Um bispo comprometido com o seu povo, com os pobres e com a mãe terra. Está em Madri a caminho de Roma para participar, com todos os seus irmãos no episcopado, no encontro que vão ter de 14 a 17 de maio com o Santo Padre. O prelado denuncia a ditadura do poder, do prazer e do consumo, ao mesmo tempo em que espera que a reunião com o Papa seja “um momento de correção fraterna, do qual surja algo novo”.

”O Concílio e duas encíclicas admitem casos de eucaristia aos protestantes.”

Entrevista com Walter Kasper Andrea Tornielli – 14 Maio 2018 Foto: Lawrence OP – Flickr É um assunto espinhoso, discutido há anos, abordado desde os tempos do Concílio Ecumênico Vaticano II. O recente documento da Conferência Episcopal Alemã, que abria de modo sistemático para a possibilidade de o cônjuge protestante ter acesso à eucaristia participando da missa com o esposo ou a esposa católicos (depois de um prévio colóquio com um sacerdote e da prévia adesão àquilo que a Igreja Católica crê a respeito do sacramento), aprovado pela maioria, provocou uma carta de sete bispos que apelaram a Roma.

Papa continua reabilitando radicais e rebeldes da Igreja

 Massimo Faggioli levantou um ponto importante sobre esses homens da sua Itália natal, homens que muitas vezes foram incompreendidos e difamados: “Eles eram padres radicais” – diz Faggioli – “e não ‘liberais’.”    Robert Mickens -12 Maio 2018    Francisco procura levar a Igreja e seus membros de volta ao básico do Evangelho em relação àquilo que significa ser um seguidor de Cristo. A reportagem é de Robert Mickens, publicada por La Croix Internacional, 11-05-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.

A Igreja Ortodoxa Russa ‘sopra ora quente ora frio’ sobre o diálogo ecumênico

  Samuel Lieven,  08/05/2018 Tradução: Orlando Almeida   Enquanto o Patriarca Kirill faz votos de unidade das Igrejas Cristãs diante do terrorismo islâmico, o metropolita Hilarion manifesta o seu ceticismo sobre uma reaproximação com a Igreja Católica. Esta divisão de papéis permite a Moscou ‘soprar ora quente ora frio’ [assumir posições contraditórias] sobre o ecumenismo, um terreno altamente sensível dentro das suas fileiras. Na Foto: Vladimir Putin e o Patriarca Kirill assistem a um serviço de oração por ocasião da investidura de Putin na Catedral da Anunciação no Kremlin, em Moscou, em 07 de maio de 2018 / Alexey Nikolsky / sputnik / kremlin pool/epa/Maxppp

Transformações no mundo justificam novas diretrizes para formar padres

  CNBB –  24 Abril 2018 –   Francisco com padres dos Colégios Pontifícios em Roma – Foto: O.M.I    Os tempos mudam e as exigências se transformam. Essa é a principal justificativa que motivou a atualização das Diretrizes para a Formação de Presbíteros durante a 56ª Assembleia Geral da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), realizada em Aparecida (SP), entre os dias 11 e 20 de abril. A informação é publicada por CNBB, 24-04-2018.