A Teologia mata?
José Brissos-Lino | 13 Jun 19 Imagem: fraterluz.blogspot.com ntualmente exagerada mas não deixa de ser pertinente. O que mais não falta por esse desvairado mundo é quem ande a matar o próximo em nome da sua crença religiosa. Sim, matam-se pessoas devido a disputas religiosas e teológicas, tal como se matam pessoas em disputas desportivas, políticas, familiares ou sociais. E ninguém em seu perfeito juízo propõe acabar com as famílias, a vida pública, a cidadania ou o desporto por causa disso.
Papa em Marrocos ao encontro do islão e dos migrantes
António Marujo | 30 Mar 19 Papa Francisco e o Rei Mohammed VI – Foto: Vatican Media O dia de sábado será para dialogar com o islão moderado, num encontro com imames, pregadores e pregadoras muçulmanos, e com imigrantes, num centro da Cáritas diocesana. O domingo será dedicado aos cristãos: um encontro com clero, religiosos e consagrados e responsáveis de outras confissões cristãs; e a celebração da eucaristia com cerca de 10 mil pessoas, último acto antes do regresso a Roma.
“A não aceitação da renúncia do cardeal Barbarin revela os limites da governança do Papa”. Entrevista com François Mabille
Sophie Lebrun – 21 Março 2019 Foto: Francisco e Barbarin – Vatican Media /CPP/CIRIC Enquanto o Papa recusou a renúncia do cardeal Philippe Barbarin, condenado em primeira instância pelo Tribunal de Lyon por não ter denunciado crimes de pedofilia, e que entrou com recurso, o arcebispo decidiu “retirar-se” como pastor da diocese. Análise de uma situação inédita realizada por François Mabille, pesquisador do grupo Sociedades, Religiões, Laicidades (GSRL) do CNRS. A entrevista é de Sophie Lebrun, publicada por La Vie, 20-03-2019. A tradução é de André Langer.
Fraternidade e Política Públicas à luz do Ensino Social da Igreja (em perspectiva histórica)
Pe. Alfredo J. Gonçalves, cs – 06/03/2019 Imagem: portalkairos.org Por que a CNBB, durante a Quaresma deste ano, coloca em debate esse tema das políticas públicas? A resposta, em parte conhecida e em parte intuída, desdobra-se em três linhas de reflexão. Em primeiro lugar, não apenas no interior da Igreja, mas também em outros campos de ação sociopastoral e política, respira-se a sensação de que estamos assistindo a um desmonte das políticas públicas. De algumas décadas para até os dias de hoje, especialmente os governos ligados ao nacionalismo populista, mais alinhados à direita do que à esquerda, vêm promovendo uma verdadeira desconstrução do estado de bem-estar da teoria keynesiana. Muitas reformas e muita retórica, por mais que digam o contrário, estão despindo os trabalhadores de seus direitos, tão dura e longamente adquiridos.
A Quaresma e as políticas públicas
Roberto Malvezzi (Gogó) –6 de Março de 201 – Foto: esgoto a céu aberto / Daqui: Porém, Jesus, dirigindo-se a elas, as preveniu: “Filhas de Jerusalém, não choreis por mim; antes, horai por vós mesmas e por vossos filhos! (Lucas, 23:28) Nesse início de Quaresma os cristãos católicos se dedicam de forma especial à conversão a Deus, às pessoas em geral, aos mais fragilizados em especial e ao cuidado com a natureza. Esse tripé – Deus, irmãos e natureza – sustenta a vida e, quem segue por ele, não erra o caminho. O que já é obrigação cotidiana, na Quaresma ganha a força de um kairós, um momento especial da graça de Deus.
Papa Francisco: América Latina precisa de uma nova presença de católicos na política
Iacopo Scaramuzzi – 06 Março 2019 Foto: CNBB “Uma nova presença dos católicos na política é necessária na América Latina”: foi o que disse o papa a 26 jovens lideranças provenientes do seu subcontinente que participaram nos últimos dias de um seminário sobre a Doutrina Social da Igreja no Vaticano. “Alegra-me que a Academia de Líderes Católicos tenha nascido e se expanda por diversos países da América Latina. Alegra-me que vocês busquem simultaneamente ser fiéis ao Evangelho, plurais em termos partidários e em comunhão com seus pastores”, A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada em Vatican Insider, 04-03-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
Esquerda brasileira deixou parte dos cristãos no colo da direita
O estado é laico, mas as pessoas não. A maioria das pessoas são religiosas e precisamos respeitá-las; e muito mais importante: compreendê-las Wagner Francesco – 11/01/2018 – Foto: abstrato-azul-vermelho / pixabay – IHU Sendo a religião, como acertadamente Marx diz, o suspiro da criatura oprimida, é preciso escutar este suspiro, entender que suspiro é este e de que modo a religião atua como mecanismo contra a opressão. A religião não é opressora, mas pode atuar como mecanismo de opressão, bem como de libertação. O artigo é de Wagner Francesco, teólogo e advogado, publicado por CartaCapital, 10-01-2019.
MENSAGEM DE FRANCISCO PARA O DIA MUNDIAL DA PAZ – 01/01/2019
MENSAGEM DO SANTO PADRE FRANCISCO PARA A CELEBRAÇÃO DO DIA MUNDIAL DA PAZ 1º DE JANEIRO DE 2019 «A BOA POLÍTICA ESTÁ AO SERVIÇO DA PAZ»
O Sínodo sobre a Amazônia é um desafio desse pontificado. Entrevista com Luis Liberman
Griselda Mutual – 14 Dezembro 2018 Foto: Francisco em Puerto Maldonado – Peru / Vatican Media O professor de Ciências Antropológicas Luis Liberman é diretor e fundador da Cátedra do Diálogo e da Cultura do Encontro — hoje Instituto. O recente acordo com a Repam, a complexidade do território amazônico e alguns dos seus desafios, a relação com o Papa Francisco e o diálogo inter-religioso foram alguns dos temas abordados na entrevista. A entrevista é de Griselda Mutual, publicada por Vatican News, 11-12-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.
“Jesus não era como os líderes que se tornam reféns de grupos”, constata Francisco
Iacopo Scaramuzzi – 06 Dezembro 2018 “É um risco dos líderes se apegar muito às pessoas e não tomar distância”, disse o Papa Francisco, dando início a um novo ciclo de catequese dedicado ao “Pai Nosso”, durante a Audiência Geral. Nela destacou que, apesar de ser aclamado pelas multidões, Jesus, ao contrário, não estava interessado no “êxito plebiscitário”, razão pela qual “rezava com intensidade nos momentos públicos, compartilhando a liturgia de seu povo”, mas também “buscava lugares recolhidos, separados do barulho do mundo, lugares que permitissem entrar no segredo de sua alma”, em uma “intimidade com o Pai”. Portanto, desta maneira, tornou-se “mestre da oração de seus discípulos, como seguramente deseja ser para todos nós”. A reportagem é de Iacopo Scaramuzzi, publicada por Vatican Insider, 05-12-2018. A tradução é do Cepat.