A propósito de “aparições” marianas

Do fundo do meu Baú   João Tavares – 02/09/2018 – Foto: arte certa Provocado ou solicitado, tenho escrito e vou escrevendo bastante ao longo da minha vida de padre casado, á maneira de crónicas,  sobre assuntos teológicos, pastorais, eclesiais e, sobretudo, sobre a problemática dos padres casados no Brasil e no mundo. Este assunto foi o que mais escritos me fez produzir, em geral na forma de Entrevistas á imprensa nacional e internacional. Quase que “obrigado” pelos sucessivos Presidentes do MFPC -Movimento das Famílias dos Padres casados do Brasil- que, infalivelmente vêm jogando para cima de mim qualquer pedido de Entrevista sobre o MFPC.  Está tudo guardado no meu Baú. São crónicas e respostas de várias datas, cujo valor, a meu ver, ainda permanece. 

D. António Marto: “Será que o Papa morreu?”

Conversando com um cardeal, pegado de surpresa por Francisco   Ana Mafalda Inácio – 29 Julho 2018  – Foto: Dom António Marto com Francisco/DN Num almoço em sua casa, o agora cardeal conta ao DN o primeiro pensamento que teve quando olhou para o telemóvel e viu as chamadas perdidas da Nunciatura Apostólica três minutos antes de celebrar a missa de Pentecostes. Faz hoje um mês que recebeu as insígnias cardinalícias. Ele não estava era preparado para o número gravado no telemóvel como chamada perdida: Nunciatura Apostólica. “A esta hora?”, estranhou. Foi às mensagens: “Nunciatura apostólica.” “Será que o Papa morreu?” foi o primeiro pensamento. Não resistiu e ouviu a mensagem: “Daqui núncio apostólico. Acabei de saber os nomes dos novos cardeais e o seu está lá. Já sabia? Parabéns e felicidades.”

Tranquilizar ou desassossegar Fátima? (2)

O que nunca se poderia esperar que um dia viesse a ser proclamado em Fátima, por um Papa, aconteceu numa homilia de completo desassossego. Frei Bento Domingues -8/10/17 -Foto: ncregister  O que nunca se poderia esperar que um dia viesse a ser proclamado em Fátima, por um Papa, aconteceu numa homilia de completo desassossego das untuosas orações e invocações do costume. Maria, a subversiva do Magnificat, que Maurras agradecia que fosse cantado em latim para que ninguém o pudesse entender, apareceu, finalmente, em Fátima:

A oscilação política de Fátima – ou o poder da fé

Fátima, 100 anos, de Maio a Outubro (5) – A oscilação política e as guerras de Fátima à volta da paz  António Marujo –13/9/17 – Foto:António Pedro Ferreira.  Depois de Maio, podemos voltar a parte do muito que se publicou sobre Fátima e que ajudará a sistematizar informação e elementos para vários debates sobre o fenômeno, que importa agora aprofundar. Hoje, dia da peregrinação aniversária de Setembro, trago aqui dois textos sobre a relação de Fátima com a política, ambos publicados no Expresso: um, publicado a 6 de Maio na Revista E, sobre a oscilação da relação com a política, ao longo do primeiro século de Fátima. Outro, publicado dia 12 de Maio no Expresso Diário, sobre a questão específica da guerra e da paz.

PAPA FRANCISCO: DEVOTO DE MARIA, MAS NÃO MARIANO

António Marujo – 04/08/2017 Na Foto: O Papa Francisco no Santuário de Fátima, 12/05 último – (foto reproduzida daqui) Maria é importante no cristianismo? E a que ponto? Há uma forte presença da mãe de Jesus na teologia, na vida dos crentes – e dos Papas. Mas o entendimento do seu lugar no dogma cristão tem sido objecto de debates e muitas polêmicas. Aqui se recordam alguns desses episódios e se tenta perscrutar o entendimento do Papa Francisco sobre a figura da mãe de Jesus.

«Jesus Cristo não tem grandes teorias», Andrés Torres Queiruga

 João Céu e Silva – DN – 28 de Maio de 2017  O teólogo espanhol Andrés Torres Queiruga esteve em Portugal para três debates. Jesus, de quem diz que foi um homem de sínteses e não de teorias, foi um dos temas da entrevista. Tal como Fátima. Para o teólogo português Anselmo Borges, Andrés Torres Queiruga é «o teólogo que de modo mais profundo e conseguido enfrentou o cristianismo com a modernidade e a modernidade com o cristianismo». Torres Queiruga explicou ao Diário de Notícias a sua visão da Igreja atual.

Francisco em Fátima (2) – Entrevista na viagem de volta

Anselmo Borges, 02/06/2017                                      Foto: In http://blog.opovo.com.br/ É de sublinhar a importância das conferências de imprensa que o Papa Francisco dá no regresso das suas visitas ao estrangeiro. Só um Papa que verdadeiramente acredita e que antepõe o Evangelho e o bem da humanidade aos interesses da Igreja institucional pode ter este à-vontade moderno e esta ousadia. Foi o que aconteceu, de volta ao Vaticano, após 24 horas em Fátima.

Francisco em Fátima (1)

Anselmo Borges, 26/05/2017 Grande injustiça fazemos a Deus e à sua graça, quando se afirma em primeiro lugar que os pecados são punidos pelo seu julgamento, sem antepor – como mostra o Evangelho – que são perdoados pela sua misericórdia. Devemos antepor a misericórdia ao julgamento. Naturalmente, a misericórdia de Deus não nega a justiça. Em todo o caso, o julgamento de Deus será sempre feito à luz da sua misericórdia.”

FÁTIMA, QUE FUTURO? (2)  

             Frei Bento Domingues, O.P. – 21/05/2017 Foto:  globalnoticias.pt/dn/ 1.   É cedo para fazer um balanço da última peregrinação à Cova da Iria. As televisões têm o país colonizado pela cultura omnipresente e omnipotente do futebol. Durante dois dias, sem a esquecer, voltaram-se todas para o Papa, para os Pastorinhos, para Fátima e parecia que nunca mais se calavam, mas ainda tiveram tempo para celebrar o triunfo de Salvador Sobral no Festival da Eurovisão. Graças sejam dadas a todas e todos que elevaram o ego nacional.

O que eu penso sobre Fátima (4)

Anselmo Borges 20/05/17 Não custa admitir que as três crianças em Fátima fizeram uma verdadeira experiência religiosa interior. Evidentemente, como crianças e no contexto das suas vivências, incluindo as vivências religiosas da época; enquanto crianças, é natural que essa experiência tenha assumido uma esquematização feminina com a figura materna de Nossa Senhora e, dentro do contexto histórico, com dimensões de exaltação (luz “mais brilhante do que o Sol”) e também de pavor (“o fogo do inferno”).