A encruzilhada do catolicismo brasileiro

Jorge Alexandre Alves – 03 Março 2019 Estará nas mãos do episcopado brasileiro resgatar uma tradição profética recente  ou optar por cair em um triunfalismo fundamentalista, alimentado por doses cavalares de formalismo litúrgico   e distanciamento da vida concreta do povo, escreve Jorge Alexandre Alves,  sociólogo, professor do IFRJ, participante do Movimento Fé e Política, em artigo publicado por ISER-Assessoria, 28-02-2019.

TUDO POR CAUSA DA ALEGRIA

  Frei Bento Domingues, O.P. – 16/12/2018 Foto: Formação, cançãonova.com Pensando no que recebemos de Jesus Cristo, tenho de supor que do Oriente e do Ocidente, do Norte e no Sul, de todos os tempos, de todas as religiões e sem religião, cada um com os seus sonhos, ou sem sonhos nenhuns, os que morreram apenas partiram e encontraram na memória e no coração de Deus a mesa posta para a festa de todos. Nada menos é digno do ser humano e muito menos da louca alegria de Deus de continuar a ver os seus filhos reunidos dos dois lados da vida. Ele que é Deus dos vivos não da morte  

Bilhete de Identidade do cristão*

Anselmo Borges – 28/07/2018 O que é ser santo? Jesus explicou-o nas “bem-aventuranças”, que são “como que o bilhete de identidade do cristão”. “ A palavra ‘feliz’ ou ‘bem-aventurado’ torna-se sinónimo de ‘santo’, porque expressa que a pessoa fiel a Deus e que vive a sua Palavra alcança, na doação de si mesma, a verdadeira felicidade.” As bem-aventuranças implicam outro estilo de vida e são contracorrente. “Felizes os pobres em espírito”: “as riquezas não te dão segurança alguma”; no coração dos que têm o coração pobre, “Deus pode entrar com a sua incessante novidade”. “Felizes os mansos”: “a mansidão é outra expressão do desapego interior”. “Felizes os que choram”: compreendem a angústia alheia e aliviam os outros…

Novos cardeais para um novo papa

Anselmo Borges – 16/06/2018 – Foto: Renascença Francisco sabe que não é eterno e precisa de preparar a sucessão de tal modo que não haja volta atrás nas reformas que iniciou, pelo contrário, que continuem e se aprofundem, para que o Evangelho seja o que é e deve ser, por palavras e obras: notícia boa e felicitante para todos. Tudo indica que este é o intuito da criação de novos cardeais no próximo dia 29. Então, os cardeais eleitores passarão a ser 125, dos quais 59 criados por Francisco, 46 por Bento XVI e 18 por João Paulo II.

Sinodalidade é a grande novidade e também o desafio de Francisco. Entrevista especial com Peter Hünermann

Por: João Vitor Santos | Tradução: Luís Marcos Sander | 26 Maio 2018 – Foto: IHU  Desde que assumiu o trono de Pedro, Jorge Mario Bergoglio vem trabalhando para dessacralizar e retirar o tom absolutista da figura do pontífice. “A monarquia moderna, ‘pura’, isto é, absoluta, leva ao caos”, diz o teólogo Peter Hünermann, ao afirmar que Francisco tem clareza disso. Por isso, na sua opinião, o atual Papa vem trabalhando para demonstrar que o líder da Igreja não precisa estar envolto numa áurea mítica. É verdade que o Papa adota vestes e acessórios mais modestos, evita desperdícios, mas, para Hünermann, a grande marca, a novidade em Bergoglio, é a sinodalidade. Conceito que, aliás, traz do Concílio Vaticano II e que insiste em trabalhar com o episcopado.

Papa continua reabilitando radicais e rebeldes da Igreja

 Massimo Faggioli levantou um ponto importante sobre esses homens da sua Itália natal, homens que muitas vezes foram incompreendidos e difamados: “Eles eram padres radicais” – diz Faggioli – “e não ‘liberais’.”    Robert Mickens -12 Maio 2018    Francisco procura levar a Igreja e seus membros de volta ao básico do Evangelho em relação àquilo que significa ser um seguidor de Cristo. A reportagem é de Robert Mickens, publicada por La Croix Internacional, 11-05-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.