D. António Marto: “Será que o Papa morreu?”

Conversando com um cardeal, pegado de surpresa por Francisco   Ana Mafalda Inácio – 29 Julho 2018  – Foto: Dom António Marto com Francisco/DN Num almoço em sua casa, o agora cardeal conta ao DN o primeiro pensamento que teve quando olhou para o telemóvel e viu as chamadas perdidas da Nunciatura Apostólica três minutos antes de celebrar a missa de Pentecostes. Faz hoje um mês que recebeu as insígnias cardinalícias. Ele não estava era preparado para o número gravado no telemóvel como chamada perdida: Nunciatura Apostólica. “A esta hora?”, estranhou. Foi às mensagens: “Nunciatura apostólica.” “Será que o Papa morreu?” foi o primeiro pensamento. Não resistiu e ouviu a mensagem: “Daqui núncio apostólico. Acabei de saber os nomes dos novos cardeais e o seu está lá. Já sabia? Parabéns e felicidades.”

Desde há 959 anos os cardeais são os eleitores exclusivos do Sucessor de Pedro

Da redação de “Il sismografo” – 27/06/2018 Tradução: Orlando Almeida O termo “cardeal” deriva do latim cardo, “charneira”, “dobradiça”, entendida como centro de rotação. Os cardeais, de fato, ajudam o pontífice na administração da Cúria romana e, de maneira mais geral, no governo da Igreja universal. O termo cardeal referia-se aos prelados que ajudavam o Bispo de Roma durante as liturgias, posicionando-se precisamente nos quatro pontos cardeais do altar.

Consistório em junho, eis os novos cardeais de Francisco

  ANDREA TORNIELLI, Vaticano, 20/05/2018 Tradução: Orlando Almeida O papa anunciou uma nova “fornada” de cardeais: são 14, 11 votantes e 3 com mais de 80 anos. Entre eles está o patriarca caldeu Luis Sako, o prefeito da Doutrina da Fé Ladaria, o esmoler Krajewski, o Substituto Becciu, o vigário de Roma De Donatis O Papa anunciou uma nova “fornada” de cardeais: serão criados no Consistório de 29 de junho – REUTERS

“Espero que a visita seja uma lufada de ar fresco para uma Igreja ensimesmada”

 diz Eduardo Silva, S.J., reitor da Universidade Alberto Hurtado Mariela Herrera Muzio, 31/12/2017 Pe. Eduardo Silva.Foto: http://galerias.iglesia.cl O sacerdote jesuíta destaca que Francisco quebrou muitos estereótipos.  “Já não é a figura do Papa infalível. E explica por que a Igreja [chilena] é diferente da que recebeu João Paulo II em 1987. “Hoje ela está desacreditada, abatida, na defensiva”. “É alguém da nossa tradição, nós bebemos do mesmo poço” – diz ele com alguma satisfação – embora avise que os jesuítas “são muito diferentes uns dos outros”