Os Opositores à Igreja de Francisco
Micaela Diaz – Igreja Viva 01.08.19 // redamazonica.org// Foto: Daqui – Tradução: Orlando Almeida Introdução histórica Não é a primeira vez nem é estranho que existam na Igreja grupos divergentes e opositores, desde Paulo, que enfrentou Cefas em Antioquia (Gal 2,14), até os nossos dias. Houve-os desde os primeiros concílios até os dois últimos. No Concílio Vaticano I (1870), um grupo de bispos e de teólogos era contra a definição da infalibilidade papal.
Reformando a Igreja ‘sem possibilidade de retorno’
Como o Papa Francisco está iniciando processos de reforma da Igreja que será difícil reverter Robert Mickens, Roma, 28/06/2019 . Foto: international.la-croix.com Quantos cardeais são necessários para ajudar o Papa Francisco a reformar a Cúria Romana? E de quantos anos eles precisam para fazer o trabalho? Muitos católicos – ao menos aqueles que estão esperando que o papa possa ter sucesso em descentralizar o poder eclesial do Vaticano – ficaram frustrados porque, após cerca de seis anos, não houve respostas definitivas para estas questões. Depois de se reunir cerca de cinco vezes por ano, o Conselho dos Cardeais (um corpo inicialmente composto por oito membros ou C8, ampliado logo depois para C9 e mais recentemente diminuído para C6) ainda não deu ao papa uma versão final de uma nova constituição apostólica para reformar as repartições centrais da Igreja. Mas eles estão chegando perto.
Padres casados estarão na pauta do Sínodo da Amazônia, afirma teólogo
Elise Harris – 01 Março 2019 Foto: Integrantes do Conselho Sinodal em reunião com o Papa Francisco, no Vaticano, durante encontro preparatório para o Sínodo Pan-Amazônico de 2019 | IHU Quando o Sínodo dos Bispos da Amazônia for realizado em outubro, a possibilidade há muito debatida de ordenar homens maduros e casados ao sacerdócio em áreas onde há falta de padres será posta sobre a mesa, segundo um teólogo brasileiro. A reportagem é de Elise Harris, publicada em Crux, 28-02-2019. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
«O celibato obrigatório não faz sentido», P.e Anselmo Borges em entrevista ao «Público»
Natália Faria – Feb 21/02/2019 – Foto: Adriano Miranda Anselmo Borges, padre e professor de filosofia da Universidade de Coimbra, não espera grandes anúncios do encontro entre o Papa e os presidentes das conferências episcopais do mundo inteiro, mas diz acalentar a esperança de ver os candidatos a padres sujeitos a um escrutínio psicológico e formados fora dos seminários. A ordenação de mulheres e de homens casados e o fim do celibato obrigatório – defende ainda – são imprescindíveis.
Francisco e as diretrizes contra a pedofilia. 21 pontos de reflexão sugeridos aos bispos
Andrés Beltramo Álvarez – 22/02/2019 – Foto: Rcardo Perna ♦ Normas para regular a transferência de sacerdotes de uma diocese para outra ou a migração de aspirantes ao sacerdócio de seminário para outro seminário; ♦ disposições para facilitar a participação dos leigos em investigações e processos canônicos; ♦ uma avaliação “psicológica” dos candidatos ao sacerdócio e à vida consagrada. ♦ Indicações sobre protocolos específicos para as acusações contra bispos, ♦ a idade mínima para o matrimônio, os processos de cura nas dioceses e sobre as relações com os meios de comunicação. A reportagem é de Andrés Beltramo Álvarez, publicada por Vatican Insider, 21-02-2019. A tradução é de André Langer.
O Sínodo sobre a Amazônia é um desafio desse pontificado. Entrevista com Luis Liberman
Griselda Mutual – 14 Dezembro 2018 Foto: Francisco em Puerto Maldonado – Peru / Vatican Media O professor de Ciências Antropológicas Luis Liberman é diretor e fundador da Cátedra do Diálogo e da Cultura do Encontro — hoje Instituto. O recente acordo com a Repam, a complexidade do território amazônico e alguns dos seus desafios, a relação com o Papa Francisco e o diálogo inter-religioso foram alguns dos temas abordados na entrevista. A entrevista é de Griselda Mutual, publicada por Vatican News, 11-12-2018. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.
[Os bastidores] Dossiês e chantagem: eis o plano secreto para condicionar a escolha do novo papa, e o “jogo” de Francisco para deter o ataque
Carlo Di Cicco, Tiscali, 25/11/2018 Tradução: Orlando Almeida É a iniciativa de um grupo conservador americano. Este grupo chama-se “ Better Church governance group”[Melhor grupo de governança da Igreja], ou seja, um grupo para melhorar o governo da Igreja. É constituído por abastados conservadores americanos. Através da operação “Red Hat Report”, Relatório sobre os barretes vermelhos, visa recolher notícias de qualquer natureza sobre os cardeais, incluindo os lados mais reservados e pessoais, com o objetivo de influenciar o próximo conclave.
O Sínodo da Juventude: uma síntese dos tempos de crises
Wagner Fernandes de Azevedo | 08/11/2018 Foto: comshalom.org Quando o Sínodo dos Jovens foi convocado em 2016 pelo Papa Francisco, a expectativa da contínua sinodalidade do seu pontificado, e legada do Vaticano II, era por uma assembleia transformadora. O Sínodo da Família, em 2014 e 2015, resultou na exortação Amoris Laetitia. Pouco digerida e aceita nos setores conservadores, acentuou uma oposição pública a Francisco.
Mulheres e Sínodo: é preciso fazer as perguntas certas. Artigo de Donata Horak
“Com gratidão, acolhemos o entusiasmo de movimentos femininos que, com nova energia, assertividade e autoridade, inserem processos criativos na Igreja.” Donata Horak – 03/11/2018. Imagem: IHU – Três Marias A opinião é da teóloga e canonista italiana Donata Horak, professora de Direito Canônico no Studio Teologico Alberoni, afiliado à Pontifícia Universidade Angelicum, de Piacenza, e da Escola de Formação Teológica de Piacenza. O artigo foi publicado em Il Regno, 15-10-2018. Uma primeira versão apareceu no sítio da Coordenação das Teólogas Italianas, 08-10-2018. A tradução é de Moisés Sbardelotto.
PARA VINHO NOVO, ODRES NOVOS
Frei Bento Domingues – 28/10/18 Fotos: Odres – Wikipédia e Reprodução da Internet Odre é um saco de pele de cabra, de veado, ou de bezerro, tirada inteira ou com o mínimo possível de costuras, para poder receber líquidos a serem transportados. Os odres velhos não aguentavam a força expansiva do vinho novo. Muito comum nas montanhas, onde, por falta de acesso ao carro de bois, ou carroças, era transportado às costas de pessoas ou de muares. Sendo flexível, facilitava muito a adaptação. No deserto, em cima dos camelos. (Nota do Editor)