O sociólogo, o padre e ex-seminarista

Nos últimos trinta anos, mesmo tentando manter uma eclesiologia a partir da Lumen Gentium, foram continuados processos em perspectiva centralizadora e autoritária na formação dos seminaristas. Celso Pinto Carias – 06/08/2019 – Foto: Caminhos  – Evani Tuxa  “Sabemos bem que houve um processo de renovação na formação seminarística no pós-concílio. Mas experiências interessantes foram interrompidas sem maiores reflexões. “Visitadores Apostólicos” impediram que pudéssemos vislumbrar um caminho mais condizente com a realidade atual. Nos últimos trinta anos, mesmo tentando manter uma eclesiologia a partir da Lumen Gentium, foram continuados processos em perspectiva centralizadora e autoritária na formação”. O comentário é de Celso Pinto Carias, doutor em Teologia pela PUC- Rio e assessor do setor CEBs da CNBB. 

O 2018 do Papa, um balanço à luz da “Alegria do Evangelho”

Repassamos o ano de Francisco, com suas alegrias e aflições, olhando para os acontecimentos de 2018 através das lentes da Evangelii Gaudium   Sergio Centofanti– 31/12/2018 Este ano, como disse o Papa Francisco em seu recente discurso de felicitações de Natal à Cúria, foi difícil para a Igreja, “investida por tempestades e furacões”. Precisamente por isso, podemos ler melhor o ano de 2018 do Papa, à luz de sua primeira Exortação Apostólica, a Evangelii gaudium, que no mês passado completou 5 anos. De fato – escreve Francisco – “é preciso permitir que a alegria da fé comece a despertar, como uma secreta mas firme confiança, mesmo em meio às piores angústias”.

Canonização de Paulo VI e Dom Romero: duas vidas dedicadas à Igreja

Foto: Papa Paulo VI e Dom Romero  13 outubro 2018 Foto: VaticanNews Amanhã, domingo, 14 de outubro, por ocasião da Missa de Canonização dos novos santos, Paulo VI e Dom Óscar Arnulfo Romero, serão esperadas cerca de 70 mil pessoas estarão presentes. Em uma coletiva na Sala de Imprensa falou-se sobre os novos santos

Óscar Romero assassinado há 38 anos: não vergar perante leis imorais

 Antonio Marujo,  24 de março 2018  Foto: Óscar Romero, em 1979, fotografado na igreja de San Antonio Los Ranchos, em Chalatenango, El Salvador (foto de fr. Octavio Duran/CNS, reproduzida daqui)  Foi um bispo em construção: a 24 de Março de 1980, faz hoje 38 anos, Óscar Romero, arcebispo de San Salvador (capital de El Salvador) foi assassinado quando celebrava a eucaristia. Mártir sem o querer ser, só o foi por assumir aquilo que para ele era o essencial: anunciar o evangelho de Jesus, em quem acreditava. E , nesse evangelho, incluir a centralidade da justiça, da paz, dos direitos humanos, da dignidade da pessoa, da não-violência.

No centenário do nascimento de Óscar Romero e dos quarenta anos do assassinato de padre Rutilio Grande.

Legado dos mártires de El Salvador Rocio Lancho Garcia –14/08/17 -Foto:internet O beato Óscar Arnulfo Romero não só abriu o Martirológio do ano de 1980, mas também foi o primeiro bispo a ser assassinado em El Salvador. Chegou assim ao fim a aparente paz que reinava no país, dando início a uma sangrenta guerra civil, interrompida apenas pelas súplicas incessantes que ele endereçava para as partes contrárias. Assim lembra José Luis Escobar Alas, Arcebispo de San Salvador, em sua segunda carta pastoral escrita por ocasião do quadragésimo aniversário da morte como mártir de padre Rutilio Grande e do centenário de nascimento de monsenhor Romero.