Madrid clamou pela paz sem fronteiras, contra medos aos migrantes, a pobreza e a indiferença
António Marujo -19/09/2019. Foto: A cerimónia final, junto da catedral de Almudena / © Sant’Egídio O encontro Paz Sem Fronteiras, promovido pela Comunidade de anto Egídio em conjunto com a diocese católica de Madrid (Espanha), encerrou com um “apelo de paz”, no qual se manifesta preocupação pelo futuro das novas gerações por causa da destruição do planeta, com o crescimento dos nacionalismos e com a dimensão exclusivamente económica da globalização.
Em Nápoles, Papa defende um “Pentecostes teológico”
“Sem comunhão e sem compaixão, constantemente alimentadas pela oração, a teologia não só perde a alma, mas perde a inteligência”, disse o Papa ao concluir o Congresso sobre a Constituição apostólica “Veritatis gaudium”. Bianca Fraccalvieri – Cidade do Vaticano – 21/06/2019 Foto: visita de Francisco a Nápoles / Vaticannews “Sonho Faculdades teológicas onde se viva a convivialidade das diferenças, onde se pratique uma teologia do diálogo e do acolhimento”: este sonho do Papa Francisco foi expresso em Nápoles, no encontro promovido pela Pontifícia Faculdade Teológica da Itália Meridional. Foram dois dias de Congresso, que reuniu cerca de mil participantes, sobre o tema “A teologia depois da Veritatis gaudium no contexto do Mediterrâneo”.
Papa em Marrocos ao encontro do islão e dos migrantes
António Marujo | 30 Mar 19 Papa Francisco e o Rei Mohammed VI – Foto: Vatican Media O dia de sábado será para dialogar com o islão moderado, num encontro com imames, pregadores e pregadoras muçulmanos, e com imigrantes, num centro da Cáritas diocesana. O domingo será dedicado aos cristãos: um encontro com clero, religiosos e consagrados e responsáveis de outras confissões cristãs; e a celebração da eucaristia com cerca de 10 mil pessoas, último acto antes do regresso a Roma.
O IMPOSSÍVEL PODE ACONTECER
Frei Bento Domingues, O.P. – Imagem: aleciosouza.blogspot.com Passar de um mundo de afrontamentos para uma época de cooperação é o grande sonho de quem não é louco. À epidemia ideológica de vários nacionalismos é preciso responder com realidades e gestos criadores de esperança activa. No momento, em que as narrativas de corrupção tendem a criar a ideia do inevitável, importa encontrar os meios, as práticas e a cultura de que o normal, o mais corrente, é a honestidade pessoal e a observância das boas regras nas instituições públicas e privadas.
ISLAMOFOBIA E CRISTIANOFOBIA
Anselmo Borges – 16/02/2109 Foto: Imã de Al-Azhar, Ahmed al-Tayeb e Francisco / Vatican News Sendo a religião uma dimensão constitutiva do ser humano e estruturante da cultura, é evidente que tem de ter lugar também no espaço público, e as religiões têm o direito de debater as grandes questões das sociedades, concretamente as referentes à bioética, e tentar fazer triunfar as suas posições
Entrevista “Nunca haverá um tempo sem Deus ou religião”
“Há mais de cem anos que andámos a dizer que Deus está morto. Talvez devêssemos deixar de dizer isso.” Pedro Rios – 9/02/2019. Foto: Daqui Académico que faz best sellers sobre religião, nómada espiritual, crítico de Trump, Reza Aslan é uma das vozes mais ouvidas nos EUA quando se fala de fé e religião. Em Deus – Uma Biografia defende que há milénios que os homens projectam Deus à sua imagem e semelhança – e vão continuar a fazê-lo. “Há mais de cem anos que andámos a dizer que Deus está morto. Talvez devêssemos deixar de dizer isso.” Livros como O Zelota — A Vida e o Tempo de Jesus de Nazaré (ed. Quetzal, 2014) e No God but God: The Origins, Evolution, and Future of Islam (Random House, 2005) figuraram nas listas de melhores livros dos respectivos anos e nos escaparates dos best sellers.
Na visita a Emirados Árabes, Papa Francisco fala à ‘periferia’ católica
Um milhão de fiéis no país da Península Arábica são estrangeiros; monarquia não autoriza proselitismo religioso fora do Islã Richard Furst, especial para O Globo – 04/02/2019 Foto: Richard Furst – Visita do Papa agitou comunidade católica nos Emirados Árabes, formada principalmente por indianos e filipinos que trabalham no país. — A fraternidade humana exige de nós, representantes das religiões, o dever de banir qualquer nuance de aprovação da palavra guerra — disse o Papa Francisco. — Em nome de Deus, é necessário condenar sem hesitação toda forma de violência, porque usar o nome de Deus para justificar o ódio e a violência contra o irmão é uma grave profanação.
“Ora et labora”, a face surpreendente da Igreja no berço do Islão
GIANNI VALENTE – 01/02/2019 Foto: A mesquita de Abu Dhabi dedicada a Maria, “mãe de Jesus” / Daqui Tradução: Orlando Almeida Nos Emirados e em outros países da Península Arábica, a ordem estabelecida, de matriz islâmica, funcionou como cenário para um fenômeno singular de florescimento eclesial. E a aproximação amistosa de Francisco com os irmãos islâmicos parece estar em harmonia com a perspicácia apostólica dos bispos católicos que atuaram naquelas terras nas últimas décadas.
FRANCISCO DE ASSIS E O SULTÃO AL-KAMIL
Anselmo Borges, 27/01/2019 – Foto: ofm.org.br Neste ano de 2019, há, entre muitas outras, uma data altamente importante: em 1219, Francisco de Assis, em plena quinta cruzada, foi ao encontro do sultão do Egipto, o sultão Al-Kamil, faz este ano 800 anos. Recordando este acontecimento histórico, com a sua mensagem de tolerância, diálogo e compromisso com a paz, o arcebispo de Lahore, no Paquistão, também presidente da Comissão Nacional para o Diálogo Inter-religioso e o Ecumenismo, da Conferência Episcopal do Paquistão, presidiu, no passado dia 12, a um encontro de cristãos e muçulmanos. Aí foi lembrado que Francisco e Al-Kamil “defenderam a paz e a tolerância no meio da atmosfera de guerra e conflito durante as cruzadas. Deram um exemplo de diálogo inter-religioso e de compreensão mútua”.
A difícil relação entre Igreja e Europa. Artigo de Alberto Melloni
Foto: Agência ECCLESIA Alberto Melloni – 18 Agosto 2016 Foto: IHU “A Europa continua em perigo, e também está em perigo a consciência da democracia que tornou a Europa necessária aos olhos dos estadistas do pós-guerra. Mesmo nos tempos de Schuman e De Gasperi, a verdadeira questão até da relação com o papado era o valor da democracia: hoje, em uma cultura onde a desintermediação coloca o poder a um tuíte de distância da opinião pública, a democracia se revela vulnerável por um novo tipo de instrumentalismo.”