Um milênio entre a excomunhão e a bênção

“Ao participar na Oração Ecumênica, na Sede do Patriarcado Ortodoxo, no dia da festa de Santo André, fez e disse algo, que irritou os fanáticos da superioridade católica e à qual as outras igrejas se deveriam render: “(…) André e Pedro eram irmãos de sangue, mas o encontro com Cristo transformou-os em irmãos na fé e na caridade. E nesta noite jubilosa, nesta oração de vigília, quero, sobretudo, dizer: irmãos na esperança”

QUANTOS CRISTOS RESSUSCITARAM?

Nas crônicas de Natal, durante vários anos, preocupei-me, com questões de ordem histórica e teológica, levantadas pelo gênero literário dos chamados “Evangelhos da Infância”. Esses belos tecidos simbólicos, anunciando o reinado do Espirito de Cristo – recusa do mundo de senhores e escravos – são mal servidos por uma leitura estéril de biologia milagrosa.

Mais um passo no caminho do ecumenismo!

” Em nosso caminho de fé e de vida fraterna, quanto mais nos deixarmos guiar humildemente pelo Espírito do Senhor, tanto mais superaremos as incompreensões, as divisões e as controvérsias, tornando-nos sinal credível de unidade e de paz; sinal credível de que o Senhor nosso ressuscitou, está vivo.”

Francisco: “Estou pronto para discutir o primado petrino”

Papa Bergoglio exprime a vontade de discutir o primado petrino. “Entre as Igrejas permanecem as divisões mesmo após os abraços, os cristãos são perseguidos, existe o ecumenismo do sofrimento. Como Francisco e Bartolomeu na pedra do Sepulcro, devemos remover os obstáculos entre os cristãos”.  Francisco e Bartolomeu I se abraçaram no mesmo lugar onde, há 50 anos, aconteceu o abraço histórico entre Paulo VI e Atenagora I. Depois o almoço com os pobres no pensionato “Casanova”, papa Francisco encontrou na Delegação Apostólica de Jerusalém o patriarca ecumênico de Constantinopla.

O papa Francisco viaja a Jerusalém em plena disputa pelo Cenáculo de Jesus

  Francisco irá à Terra Santa 50 anos depois da primeira visita de um pontífice à Jordânia, Israel e PalestinaNo próximo sábado, meio século depois da primeira visita de um papa à Terra Santa, Francisco partirá à região com o mesmo espírito de “diálogo inter-religioso” que marcou aquela viagem e todo o pontificado do papa Montini, Paulo VI, mas também sob as habituais tensões religiosas.

Convidados a pensar o papel do Papa

Decorreu, na cidade francesa de Estrasburgo, entre os passados dias 28 de dezembro e 1 de janeiro, o 36.º Encontro Europeu de Jovens promovido pela Comunidade Ecuménica de Taizé, que congregou cerca de 30 mil jovens de diversos países do velho continente.

CONSCIÊNCIA ECUMÉNICA, CONSCIÊNCIA BAPTISMAL

1. A urgência do diálogo ecuménico nasceu, nos finais do séc. XIX, nas chamadas terras de missão, para vencer o contratestemunho das igrejas cristãs divididas que se hostilizavam no anúncio do Evangelho da paz.

A abertura ecumênica no pontificado de Francisco. Desafios e perspectivas

“Na revalorização do legado do Concílio Vaticano II, que parece ser outra marca distintiva do atual Papa, há a possibilidade de que o ecumenismo venha a recobrar força”, diz o teólogo. Predomina nitidamente uma impressão muito favorável do Papa Francisco, bem como dos gestos e posicionamentos que ele tem apresentado.