Teólogas da Índia afirmam que mulheres diaconisas poderiam criar progresso e retrocessos na Igreja
Rita Joseph, 14/08/2019 Tradução: Orlando Almeida Com a diminuição das vocações ao sacerdócio, especialmente no Ocidente, o grito por mulheres diaconisas está se tornando sempre mais forte, se bem que há o perigo de que, com diáconos de ambos os sexos, se reforce ainda mais o clericalismo na igreja. O Papa Francisco não se opôs totalmente à ideia. Ele afirmou que não pode ordenar mulheres como diaconisas sem um fundamento histórico e teológico. O artigo, de Rita Joseph, foi publicado no National Catholic Reporter em 14/08/2019
CARTA DO PAPA FRANCISCO AOS PRESBÍTEROS
CARTA DO PAPA FRANCISCO AOS PRESBÍTEROS POR OCASIÃO DOS CENTO E SESSENTA ANOS DA MORTE DO CURA D’ARS 04/08/2019 Foto: Papa Francisco com alguns sacerdotes (Vatican Media)
Reformando a Igreja ‘sem possibilidade de retorno’
Como o Papa Francisco está iniciando processos de reforma da Igreja que será difícil reverter Robert Mickens, Roma, 28/06/2019 . Foto: international.la-croix.com Quantos cardeais são necessários para ajudar o Papa Francisco a reformar a Cúria Romana? E de quantos anos eles precisam para fazer o trabalho? Muitos católicos – ao menos aqueles que estão esperando que o papa possa ter sucesso em descentralizar o poder eclesial do Vaticano – ficaram frustrados porque, após cerca de seis anos, não houve respostas definitivas para estas questões. Depois de se reunir cerca de cinco vezes por ano, o Conselho dos Cardeais (um corpo inicialmente composto por oito membros ou C8, ampliado logo depois para C9 e mais recentemente diminuído para C6) ainda não deu ao papa uma versão final de uma nova constituição apostólica para reformar as repartições centrais da Igreja. Mas eles estão chegando perto.
Bispo alemão afirma que somente uma nova teologia pode salvar a Igreja
Christa Pongratz-Lippit – 7 Junho 2019 Foto: YouTube Heiner Wilmer da diocese de Hildesheim, Alemanha, disse que o abuso de poder clerical está destruindo o catolicismo. A reportagem é de Christa Pongratz-Lippit, publicada por La Croix International, 25-06-2019. A tradução é de Wagner Fernandes de Azevedo.
Antes de abordar o clericalismo, vou dizer: Amo ser padre
Pe. Peter Daly – 25/06/2019 Foto: (Dreamstime / Diego Vito Cervo) Tradução: Orlando Almeida James Carroll afirma numa edição recente da revista The Atlantic que o sacerdócio precisa ser abolido antes que a igreja possa ser reformada. Garry Wills, no seu livro de 2013 Why Priests? [Por que os padres?], diz que os padres são uma camarilha que se auto-perpetua e uma tomada de poder medieval, contrária à igualdade de todos os crentes.
O Papa, a camisa de Rocío e o Vaticano, “última corte de uma monarquia absoluta”
António Marujo | 30 Mai 19 | O Vaticano é a “última corte de uma monarquia absoluta”, diz o Papa numa longa entrevista do Papa Francisco à Televisa. Ocasião para Francisco falar dos refugiados e do muro de Trump, do islão e dos jovens, da violência e da pobreza, dos jovens e das perguntas dos jornalistas que o levaram a inflectir posições. E para pegar ainda na camisa de uma mulher vítima de feminicídio para fazer dela uma bandeira…
Demissão das mulheres de “Donne Chiesa Mondo” provoca perplexidades e ameaça ideia de reforma
A demissão de Lucetta Scaraffia e da equipa editorial da revista Donne Chiesa Mondo (“Mulheres Igreja Mundo”) provoca várias perplexidades e pode não estar ainda completamente clarificada em todos os seus contornos. António Marujo | 29 Mar 19 – Ilustração de abertura © Sara Naves / Pixabay : Em várias religiões, as mulheres estão impedidas de aceder ao ofício de ministros de culto, em outras não podem rezar ou mesmo entrar em locais de devoção ao lado dos homens. (Foto © Pixabay Um espelho das lutas pelo poder no Vaticano? Mais um sinal de que a oposição interna ao Papa Francisco não o larga? Manifestações de idiossincrasias pessoais e incompatíveis? Um empurrão a alguém que os seus detractores dizem não ser pró-Francisco? Um sinal de que o Papa está a perder a batalha da reforma? Tudo isso e ainda outros factores escondidos?
Cardeal Marx defende reforma católica profunda e provoca onda de reacções
Temas como o poder, o celibato, a moral sexual e a participação de mulheres e leigos têm de ser discutidos, defendeu o arcebispo de Munique. António Marujo | 24 Mar 19 | O cardeal Reinhard Marx, arcebispo de Munique. Foto © Klaus D. Wolf/Erzbischöfliches Ordinariat München Mas há quem note que a reforma pretendida ainda não avançou e que as declarações colocam o cardeal Marx “a fazer figura de palrador”. As recentes declarações do cardeal alemão Reinhard Marx, defendendo uma reforma profunda da Igreja que passe pela discussão de temas como os abusos clericais e sexuais, o papel das mulheres na Igreja, a moral sexual católica e o celibato, provocaram reacções genericamente positivas mas também algumas reservas, ao longo desta última semana.
SEIS ANOS DEPOIS: DESAFIOS PARA FRANCISCO
Anselmo Borges, 17/03/2019 Foto: Francisco visita famílias de Padres casados, em Roma / CTV José Arregi, diz que: “todo o feminismo é um machismo com saias” “Sim, o problema talvez tenha que ver com saias, mas com as saias do clero com sotaina. Tem muito que ver com o clericalismo que sacraliza e enaltece os clérigos, que exalta a figura desencarnada de Maria Mãe e Virgem para assim humilhar a mulher de carne e osso, que impõe o celibato como estado mais perfeito e sagrado, que ‘sacrifica’ o sexo a troco de poder sagrado e hierárquico, que reprime e por isso exacerba a sexualidade.
Está na hora de a Igreja Católica parar de canonizar papas
De Massimo Faggioli – 15 de março de 2109 Foto: Uma estátua do Papa João Paulo II no Santuário da Mãe de Deus, na aldeia de Wardegowo, naPolônia, em 17 de fevereiro. (Kacper Pempel / Reuters) Agora, o papado está canonizando a si mesmo sem um amplo discernimento de toda a igreja sobre a sabedoria de canonizar o papa. Isso pode ser visto como uma maneira de proteger o papado de um julgamento moral e histórico, algo como reforçar as alegações feitas pelo Vaticano I sobre o papado. Se a Igreja Católica quer ver o crescimento no discernimento que o Papa Francisco pediu em resposta à crise dos abusos sexuais, a instituição deve parar de canonizar papas.