D. António Marto: “Será que o Papa morreu?”
Conversando com um cardeal, pegado de surpresa por Francisco Ana Mafalda Inácio – 29 Julho 2018 – Foto: Dom António Marto com Francisco/DN Num almoço em sua casa, o agora cardeal conta ao DN o primeiro pensamento que teve quando olhou para o telemóvel e viu as chamadas perdidas da Nunciatura Apostólica três minutos antes de celebrar a missa de Pentecostes. Faz hoje um mês que recebeu as insígnias cardinalícias. Ele não estava era preparado para o número gravado no telemóvel como chamada perdida: Nunciatura Apostólica. “A esta hora?”, estranhou. Foi às mensagens: “Nunciatura apostólica.” “Será que o Papa morreu?” foi o primeiro pensamento. Não resistiu e ouviu a mensagem: “Daqui núncio apostólico. Acabei de saber os nomes dos novos cardeais e o seu está lá. Já sabia? Parabéns e felicidades.”
Sem mitra nem solidéu
O verdadeiro profeta é sobretudo uma pessoa que vive a graça da lucidez humana e divina na defesa do bem comum. Frei Bento Domingues, O. P – 15 de Julho de 2018. Foto: Cardeal R. Burke, com sua cauda de 12 metros e “mantilha” de arminho/padremarcelotenorio.com “No momento em que se escolhem designers para a indumentária e as insígnias episcopais e cardinalícias, seria bom não esquecer as vozes, antigas e novas, que se interrogaram: sucessores de Pedro e dos Apóstolos ou continuadores da era do imperador Constantino?”
Medellín: seu contexto em 1968 e sua relevância 50 anos depois (II)
Prof. Edward Guimarães – observatoriodaevangelizacao – 10/05/2008 Foto: Pe. José Oscar Beozzo Na noite do primeiro dia do VI Colóquio de Teologia e Pastoral, 07/05/2018, o teólogo e historiador da Igreja, Prof Dr. Pe. José Oscar Beozzo, proferiu a Conferência de Abertura, no auditório Dom Helder Camara, da Faculdade Jesuíta de Filosofia e Teologia. A seguir, a síntese elaborada pelo prof. Edward Guimarães, das três últimas partes do texto: BEOZZO, José Oscar. “Medellín: seu contexto em 1968 e sua relevância 50 anos depois” in: GODOY, Manoel; AQUINO JÚNIOR, Francisco. 50 anos de Medellín. Revisitando textos, retomando o caminho. São Paulo: Paulinas, 2017, pp. 09-27.
Helder Câmara em perspectiva histórica
Eduardo Hoornaert – 13 de junho de 2018 A figura de Helder Câmara costuma ser registrada com foco muito aberto e desse modo ele aparece como bispo. Em quase todos os textos publicados a seu respeito, aparece um Dom Helder Câmara. Mas na medida em que se vai alargando o campo de visão, a imagem do bispo esvaece e Helder passa a figurar ao lado de figuras significativas de um amplo espectro histórico não necessariamente eclesiástico nem, a rigor, cristão.
Contra Francisco, contra o Concílio
Anselmo Borges, 16/03/18 O Papa Francisco tem opositores e inimigos? Sim, isso é claro. E é bom que se perceba que opor-se a Francisco é opor-se ao Concílio Vaticano II. A linha de separação passa pelo Concílio. Afinal, depois da primavera conciliar, veio um longo inverno, de que muitos, nomeadamente Karl Rahner, talvez o maior teólogo católico do século XX, se queixaram. Com Francisco, regressou a primavera. Que se passa então? Dou dois exemplos.
“Sem a visão de fé, reduz-se o Papa a personagem”
Entrevista com Víctor Manuel Fernández Andrea Tornielli – 13 Março 2018 “Os grandes santos e reformadores, aqueles qprovocaram mudanças reais na Igreja e na história, não foram amigos de slogans, mas, sim, de gestos e entregas. Contudo, há tempo que na Igreja vivemos de slogan”. A cinco anos da eleição do Papa Francisco, Vatican Insider entrevistou o arcebispo Víctor Manuel Fernández, reitor da Universidade Católica da Argentina, teólogo muito próximo do Pontífice. Entrevista de Andrea Tornielli, publicada por Vatican Insider, 12-03-2018
Francisco. E depois?
Anselmo Borges – 09/o3/2018 Imagem editora San Pabblo “Um Papa cristão, apaixonado pelo Evangelho, notícia boa e felicitante! “A Igreja somos nós todos” ao serviço de todos. O clericalismo e o carreirismo são “a peste da Igreja”. Impõe-se reformar a fundo a Cúria Romana. Não podemos ficar “mumificados nas nossas estruturas”. Para a pedofilia, tolerância zero – se se equivoca, como aconteceu no Chile, vai emendar o erro. Transparência total no Banco do Vaticano. É preciso descentralizar a Igreja…”
Uma ”reforma da reforma” diferente: Papa Francisco e a Cúria Romana.
Massimo Faggioli – 7/2/18 –Foto: IHU Apesar das esperanças dos liberais e dos temores dos conservadores, o Papa Francisco não governa por decreto, nem mesmo quando se trata da Cúria. – Opinião do historiador italiano Massimo Faggioli, professor da Villanova University, nos Estados Unidos, em artigo publicado por La Croix Internationale, 05-02-2018
A guerra contra o Papa Francisco
Andrew Brown – 24/12/2017 A sua modéstia e humildade fizeram dele uma figura popular por todo o mundo. Mas, dentro da Igreja, as suas reformas têm enfurecido os conservadores e provocado uma revolta. O homem que há precisamente uma semana fez 81 anos, e vive com apenas um pulmão, é o primeiro Papa não europeu dos tempos modernos e tem neste momento em mãos uma Igreja dividida. Um dos seus mais ferozes críticos, o cardeal Burke, é o mesmo que serviu de inspiração a uma série de proeminentes figuras laicas de direita nos Estados Unidos, de Pat Buchanan a Steve Bannon ou Newt Gingrich.
O Papa na Cúria: superar a lógica das conspirações e dos pequenos círculos
Andrea Tornielli – 21/12/2017 Foto: ANSA No tradicional discurso para os cumprimentos de Natal (clique e veja a íntegra do discurso) aos colaboradores, Francisco reflete sobre a relação entre os gabinetes da Cúria e o mundo exterior: fechados em si mesmos, trairiam o objetivo de sua existência.